
Esse papo de feminismo moderno do ultimo post me fez lembrar de um ocorrido num restaurante de fast food alguns meses atrás. Estava voltando de Buzios com o namorado e alguns amigos quando fiquei apertada para fazer xixi. Paramos no tal fast food e eu corri para o banheiro.
Não fiquei surpresa quando vi a fila enorme que eu teria que enfrentar para fazer um simples xixizinho. Já cheguei e as mulheres da fila estavam soltando fumaça pelos ouvidos de insatisfação com a fila. Até aí normal, eu também fico puta em ter que esperar por qualquer coisa, ainda mais quando o chamado da natureza é tão forte.
Certa hora, um grupinho de umas três mulheres se juntaram para usar o banheiro masculino que estava vazio.
Enquanto uma usava, a outra cuidava da porta.
Certa hora apareceu um homem. A mulher que estava na porta não queria deixa-lo entrar. Ele não deu ouvidos, nem respondeu uma palavra se quer e sem cerimonias entrou no banheiro que era, de fato, designado para ele.
A mulher ficou indignadíssima, começou um longo e chato discurso de uma lição de moral sem moral alguma. Não consegui me manter calada e rolou o seguinte diálogo:
Eu: – Ele só entrou no banheiro que foi designado para ele.
Ela: – Mas tinha uma mulher lá dentro.
Eu: – Foi ela que invadiu o espaço dele. Não ele o dela. Se ela entrou lá, sabia que um homem poderia entrar a qualquer hora.
Ela: – Mas olha o tamanho dessa fila!
Eu: – Se fosse o contrario, fila enorme no banheiro masculino, os homens poderiam usar o feminino?
Ela: – Não!
Eu: E pq você pode?
Ela: Pq eu sou mulher!
Resolvi não gastar mais nenhuma palavra diante dessa resposta, já que ela era a prova de que qualquer argumento que eu usasse, nunca seria poderoso o suficiente para derrotar tamanha imbecilidade.
A minha vontade era de pegar o enorme boneco do Ronald Mc Donald em que eu me apoiava e varar na cabeça da mulher na esperança de dar um tranco naquele cérebro para que funcionasse minimamente.
O feminismo moderno virou oportunismo, o discurso de igualdade se deturpou tanto que a mulher chega a se achar superior ao homem só por ser mulher.
Quando eu era pequena, minha mãe me ensinou que homens tem pipi e meninas tem borboletinha. Desde pequena eu já estava ligada de que não éramos iguais, alguma diferença aí rolava, mas que nem por isso um necessariamente era melhor que o outro.
A sua avó lutou nos anos 60 pelos seus direitos legais, por ser reconhecida como cidadã, por uma sociedade mais justa. Não por privilégios e nem por igualdade entre sexos.
No seu relacionamento ela com certeza não abria mão do cavalheirismo masculino. Ainda queria ser cortejada, buscada em casa, receber serenata e todos os mimos do amor romântico, mas sabia que isso em nada influenciava no seu papel de cidadã na sociedade. Ser mulher não exclui ser cidadã.
O problema das feministas modernas é foco. Estão se focando no ponto errado. Querem lutar por salários menos desiguais? Têm o meu apoio! Querem lutar pelo direito ao aborto? Têm o meu apoio! Querem lutar pelo direito de usar a roupa que quiserem sem que corram o risco de serem estupradas? Tem o meu apoio!
Mas não me venham com ladainha de direitos iguais e blá blá blá, pq além de não serem iguais, se realmente quisessem isso, teriam se alistado no serviço militar aos 18 anos.
Aceitem as diferenças da vida, elas estão aí e são lindas!





