A fábula da filha da putice

fev 14

Hoje vou contar uma história sobre filha da putice.

Num reino nem tão tão distante assim, havia uma raposa chamada Yuri que gostava de dar um voto de cofiança a todos os outros seres. Ele acreditava que todos possuíam uma, apenas uma única chance e que poderiam fazer o que quisessem com ela, mas os alertava para que tivessem cuidado com suas escolhas, já que para cada ação há sempre uma reação de igual força.

Certo dia, a raposa se aproximou de uma vaca que pastava sozinha no campo. Ela se chamava Mariane. Por onde a vaca passava, deixava um rastro do mais fétido estrume. Era uma vaca extremamente podre por dentro, insegura, carente e a única forma de fazer as pessoas gostarem dela era abrindo as pernas.

A raposa se aproximou da vaca e disse: – Escute bem o que vou dizer, pois só direi uma vez: posso te dar a chance que você precisa. Não de consertar as merdas do seu passado, mas de começar um novo caminho. Um caminho, dessa vez, limpo. Se não quiser, continue pastando na sua própria bosta. Se quiser, venha comigo.

A vaca, que não estava acostumada com a atenção de outro animal, não pensou duas vezes antes de ir com a raposa.

A vaca queria impressionar. Por todo o caminho tentou latir, tentou miar, tentou cacarejar. A vaca odiava ser vaca.

No meio do caminho, a raposa encontrou uma velha amiga, Raony, a cobra, e que logo se junto aos dois outros animais.

Os três caminharam por dias, até que a raposa começasse a sentir que algo estava errado. A cobra, antes sua amiga de anos, já não a olhava mais nos olhos e evitava se comprometer nas conversas.

Certa noite, depois de mais uma tentativa em vão de conversar com a amiga, a raposa fingiu dormir para ouvir o que a cobra e a vaca conversavam entre si.

Mariane:  O que o Yuri te falou, heim? Você está esquisito comigo.

Raony: To normal, meu bem. Falou nada.
Mariane: Ok
Raony:  Só aquilo da conversa em que você falou que gostava dele e essas coisas.
Mariane: Eu conversei? Meu deus, juro, Rao… Pela minha mãe, não conversamos. E ele falou que eu disse o que? Ah, nao… Eu mandei uma mensagem.
Raony: Eu nao ligo pro que ele fala, Mari. Eu só fiquei meio chateado com algumas coisas.
Mariane: Eu não liguei, eu mandei uma mensagem. O que, Rao? Olha, jamais quero estragar a sua vida, com quem quer que seja, e principalmente com o Yuri…Vocês são amigos bem antes de mim. Não queria causar essa confusão. De verdade.
Com o que que você se chateou? Sabia… Eu sinto as coisas, você estava meio distante mesmo… Sei lá.
Raony: Deixa pra la.
Mariane: Fica tranquilo que vai morrer aqui. Não vou fazer nada. Mas gostaria de saber.
Raony: É sério, Mari. Nada. Já passou.
Mariane: Pra mim não passou. Se pra você passou ótimo. Mas eu quero saber. Eu acho que era o minimo… Tudo quanto é merda que eu faço, em relação a isso eu te dou um toque, ou eu te conto. Sei lá… Estavamos nessa juntos.
Raony: Nada, Mari. Só que do jeito que o Yuri fala, tudo que você fala pra mim você fala pra ele também.
Mariane: Rao, eu falei pra você o que? Que eu gostava de você. Verdade!
Eu só deixei de ficar com você, porque você falou pra mim que você não ia deixar a Isadora. Não foi por causa do Yuri. To pouco me fudendo pra ele. Eu só não queria ser 2 plano na vida de ninguem. Só isso.
Mas o errado disso tudo não é você nem ele. Sou eu. Eu que fiquei com ele, e depois fui ficar com você. E vocês dois sendo amigos e você tendo um compromisso, não pensei no meu ato.
Mariane: Mas é como eu te falei, Rao… Eu não entendo o Yuri, não sei o porque dele se importar tanto.
Mariane: A Isadora ta sabendo de algo?
Raony: Não. Tudo bem.
Mariane: Tenho uma proposta pra você.
Raony: Diga.
Mariane: Eu gosto tanto, mas tanto de você que, to afim de uma aventura. Quer continuar do jeito que tava?
Raony: Que aventura?
Mariane: A que a gente se meteu. Você e eu, nós 2.
Raony: Tá bom.
Mariane: Ok, mas cuidado! E o doido lá do yuri, fez mais alguma coisa?
Raony: Nada. Você falou pra ele o que rolou?
Mariane: TA DOIDO, RAO! Pirou? To contigo nessa!
Raony: Hum. Vou falar com ele.
Mariane: Vai falar o que? Olha só, não chega falando diretamente, conversa sobre um assunto qualquer só pra ver como ele vai agir. MAS QUE INFERNO, nem gostar de alguém eu posso!
Raony: Relaxa. Vou ver o que é.
Mariane: Cuidado pra ele não jogar um verde pra você. Não caia. EU NÃO FALEI NADA PRA ELE.
Raony: Nem a Taty?
Mariane: A Taty não conhece o Yuri e JAMAIS ELA FALARIA ALGO, ELA SUPER QUE SE SIMPATIZA COM VOCÊ.
Raony: E a historia de se afastar?
Mariane: Você é doido, é?! A gente não tinha combinado que iamos continuar ficando?
Raony: Ahhh então ta bom. Adorei seu beijo, Mari.
Mariane: O seu também é maravilhoso. To repensando naquilo que te falei de “fazer você se apaixonar por mim”. Acho que eu quero, se você SE PERMITIR, é claro.
Raony: Boba.

 

No dia seguinte, mesmo desapontada, a raposa tentou agir normalmente. Não conseguindo esconder que já sabia de tudo, chamou a atenção dos outros dois animais.


Raony: Tua amiga veio falar comigo que ela acha que você a está xingando. E que ta com raiva de mim. Qual foi ?
Yuri: Tá maluco? Porque eu teria raiva de você? E essa mina é louca! Tudo ela acha que é com ela.
Raony: ATE Q ENFIM RESPONDEU!!! Pensei até em colocar que ia sair com sua amiga pra ver se você vinha falar comigo. O que tá rolando?
Yuri: O que ela tá falando? Mina louca, ontem me chama falando que ta cheia de saudades, quer me ver e coisa e tal
Raony: hahaha
Yuri: ??
Raony: Acho engraçado só. Eu vou é parar de falar com ela. Ta me dando raiva já essa historia. Sério, !
Yuri: Tanto faz.
Raony: Vamos sair sexta?
Yuri: Vou viajar na quinta.
Raony: Nunca mais te chamo pra nada.
Yuri: Chama ela no meu lugar.
Raony: Pra que isso? A única coisa que ela vem falar comigo é de você.
Yuri: Porque? Tá com medo de acabar pegando?
Raony: Isso não vai rolar.
Yuri: Certeza?
Raony: Eu to vidrado na Luka, só que ela ta de rolo com o ex. Não entendo vocês dois. Que chatice, viu?
Yuri: Vai entender já, já.

A historinha da fábula foi apenas uma desculpa para poder chamá-los do que eles verdadeiramente são: Uma cobra e uma vaca. (Não queremos ofender nenhum desses adoráveis animais)

Moral da história: A vingança é um prato que se serve online.

Corracast #1

fev 07

Como somos da modinha, resolvemos também lançar um Podcast. E como também somos sem criatividade, ele se chama Corracast (quanta originalidade, não é mesmo?).

- Baixar -

Leitores que quiserem participar dos próximos como convidados, adicionem no Skype: corramary

Lembram do falecido FAQ, onde eu e Pedro respondíamos as perguntas dos leitores? Ele vai voltar! Mas agora na versão Podcast.
Enviem suas dúvidas (sentimentais, profissionais, amorosas ou sobre o que quiserem) para contato@corramary.com com o assunto FAQ.
A pergunta pode ser direcionada a um dos quatro ou a todos.

Esperamos que gostem!

Digas, sugestões e conselhos são sempre bem vindos.

O mito dos homens que fogem de mulheres independentes

fev 04

Que homens são covardes e fogem na primeira oportunidade diante de algo assustador não é novidade para ninguém. Mas mulheres também fogem. É da natureza humana fugir do que assusta.
E quer saber o que assusta qualquer pessoa, seja homem ou mulher? Ciúmes, insegurança, paranóia, mal humor, grosseria.
Isso afugenta qualquer um. Não há boa vontade que resista, que aguente, que segure.

E sabe o que não assusta? Segurança, independência, humor, inteligência.
Em nenhuma situação, em nenhum planeta, com nenhuma pessoa.

O ego feminino é um troço complicado. Para a mulher, aceitar que foi rejeitada por um homem soa como se esfregassem na cara dela que ela não é bonita, não é inteligente, não é nada do que ela se mata para ser.
É difícil aceitar que mesmo uma rejeição não muda o fato de ser sim uma mulher bonita, inteligente, gostosa, charmosa e interessante. Apenas não interessante o suficiente para aquela pessoa.
Nunca saberemos o que a outra pessoa procura, até percebermos que seja lá o que for, não é o que somos.
Durante a sua vida você encontrará pessoas que preferem não ficar com ninguém, a ficar com você. E não há nada de errado nisso.

Da mesma forma que o homem covarde prefere beber ácido sulfúrico no café da manha a ter que encarar uma situação que o desagrade, a mulher também prefere a opção do nada nutritivo café da manhã ao invés de aceitar para si mesma uma rejeição. Nos dois casos, o ácido é sempre mais fácil de digerir.

O homem sabe disso, sabe o quão perigosa e louca uma mulher rejeitada pode ser. Tanto sabe, que ao invés de encarar, ele foge.

O mito do homem que se assusta diante de uma mulher independente surgiu daí. Do medo das mulheres em aceitarem uma rejeição. Então elas mentem para si mesmas para não ferirem mais ainda seus egos já feridos o suficiente.

A mulher prefere pensar que ela era boa demais para o cara. Prefere acreditar que todo seu brilho o assustou. Prefere se auto elogiar e massagear seu próprio ego a encarar uma verdade que dói. É uma mentira reconfortante. Reconfortante e covarde.

Não saber aceitar uma rejeição já é prova suficiente do quão insegura a mulher é. Homem nenhum foge por uma mulher ser independente. Pelo contrário, não há nada mais sexy do que uma mulher segura de si mesma. Eles fogem por tamanha falta de aceitação, por tamanho egocentrismo, por tamanho medo.

Sabem a história das maçãs do topo? Que me perdoe Machado de Assis, mas a verdade é que maçã com síndrome de topo, apodrece e morre rápido.

Carta a Carlos Nascimento

jan 21

No dia 19 de Janeiro, na abertura do Jornal do SBT o jornalista Carlos Nascimento deu a seguinte declaração:

Caro Carlos Nascimento,
os problemas dos brasileiros não estão todos resolvidos. Não só dos brasileiros como de nenhum outro povo. Problemas sempre existirão, para qualquer pessoa, e nunca achei que eu, uma menina de 20 e poucos anos, precisasse explicar isso para um renomado jornalista, mas essa é a vida, meu caro. Ela é cheia de problemas e quando você resolve um, ela te brinda com outro recém saído do forno.

Mas sabe o que há de mais incrível nos problemas da vida? É que o ser humano é tão fantástico que mesmo com eles, ainda consegue ser feliz. Imagina se dependessemos da falta de problemas para sabermos rir. Imagina que povo triste e vazio seríamos, vagando pelas ruas com caras deprimidas, esbarrando em outros corpos igualmente vazios.

Se “idiota” é a pessoa que sabe viver independente dos seus problemas, triste é a vida de um não idiota.

Não me choca a referência ao programa de maior audiência da televisão brasileira como alvo de crítica de um jornalista da emissora concorrente.

Brasileiro gosta de falar da vida alheia, tanto gosta que novela é tão popular por aqui. São vidas que nem existem, inventadas com o único propósito de entreter. Novelas essas, que a sua emissora tanto investe. E por falar em emissora, não se esqueça que a sua emissora também investe em Reality Show. Mas essa declaração infeliz nunca teria sido dada em época de A casa dos artistas, né?

Assuntos fúteis, como o senhor-inteligência mesmo ressalta, são o que tornam interessantes as conversas na mesa do bar, ou os papos descompromissados pelo telefone, ou até mesmo o intervalo do cafézinho na hora do trabalho.
Futilidade é o que não deixa a cabecinha já lotada de problemas e obrigações de qualquer pessoa, dar tela azul.
Futilidade é a corda que te puxa do poço das tristezas do dia-a-dia. É o riso descompromissado, é o cigarrinho no meio de um dia estressante.

Futilidade e inteligência não são antônimos. Um pingo de futilidade num balde de inteligência é o equilíbrio perfeito para uma mente sempre sã.


Brasileiro tem carência de humor. Não só de rir, como de fazer rir também, e a maravilha da internet é que não precisamos mais que veículos de comunicação como o que você trabalha nos diga do que devemos rir. Podemos nós mesmos fazer o nosso próprio humor, sem roteiros, sem maquiagem, sem câmeras. O humor pelo humor, sem se preocupar com os lucros que pode gerar, porque o único lucro é a risada que daremos disso.

E se quer saber, fazer humor não é só privilégio de nós brasileiros não. Seja aqui no Brasil com a Luiza, ou no mundo inteiro com o Antoine Dodson.

Quer culpar alguém pela exagerada atenção que inofensivas piadas virtuais ganham? Ok, culpe. Mas não culpe os brasileiros, culpe seus próprios colegas de trabalho, culpe a mídia que aceita qualquer coisa pelo ibope. Culpe noticiários que deveriam ser sérios mas que entrevistam Luizas, Geyses e Antoines. Culpe eles, culpe você mesmo que não só faz parte disso, como aceita fazer. Mas não venha duvidar da inteligência dos brasileiros e não se esqueça que você também é um.

Dar ou não dar no primeiro encontro?

jan 18

A mulher passa a vida inteira ouvindo de todos como deve se comportar, falar, pensar, se vestir e ser. Sempre tem alguém louco para cagar regra na vida alheia. É difícil ser o que os outros esperam ao mesmo tempo em que você não trai quem realmente é.

A mulher é criada para ser uma princesa a espera do príncipe encantado no cavalo branco, mas na vida real se a mulher resolve ficar de pernas pro ar na torre do castelo à espera do príncipe, acaba morrendo velha, amargurada e sem príncipe nenhum.

Sexo não tem a ver com valorização, uma pessoa não é uma ação isolada, mas sim um conjunto de atitudes. E nenhuma delas tem relação com sexo, seja na primeira ou na décima sexta vez.

Tesão é tesão e tanto nos homens quanto nas mulheres ele bate da mesma forma. Não caia na lorota de que homem sente mais tesão do que mulher, que homem gosta mais de putaria do que mulher. É só participar de uma conversa entre amigas numa mesa de bar para mudar de ideia rapidinho. Mulher adora sexo, adora putaria, adora falar, fazer, ver e imaginar, tanto quanto qualquer homem.

Sexo com amor é muito mais gostoso, sim, é. O que não muda o fato de que sexo por sexo também é uma delícia. Sexo é igual pizza, até quando é ruim, é bom. Pra que se privar se há vontade? Cada um sabe o que transmite e seja fazendo amor ou trepando, opiniões não mudam assim. O que os outros acham de você, é problema dos outros.

Não há nada mais sexy e mais admirável do que uma mulher confiante e segura de si mesma. Somos todas santas, somos todas putas, num dia a namoradinha, no outro a vagabunda. Muher pra casar também geme, também goza e também dá no primeiro encontro.

Há sim homens que tratam as mulheres como produtos no mercado, categorizando-as em prateleiras morais, julgando-as não pelo que elas são, mas pelo número de vezes que demorou para levá-las pra cama, fazendo com que essa condição seja apenas unilateral, já que para esses caras a regra nunca se aplica a eles também. E mulheres, é esse tipo de homem que vocês se preocupam com o que pensam ou deixam de pensar?

Sexo não é moeda de troca. “Se me ligar três vezes e me apresentar aos seus amigos, eu me deito com você”. Não funciona assim. Tão pouco é um presente de bom comportamente masculino. Homens não são cachorrinhos adestrados e a sua vagina não é um biscoito Scooby, então não ache que fazer sexo com você é um presente seu para ele. Se não for um presente seu para você mesma, você acaba se tornando exatamente aquilo que menos quer.

O que eles acham?

 

“Tenho amigos que acham que garotas assim não são para namorar, pra mim isso é uma insegurança do próprio homem, ou um complexo de édipo escondido do homem achar que sua mãe foi uma virgem que só casou com o pai, engravidou dele num ato de amor e depois nunca mais praticou nada.  Sou a favor das pessoas fazerem o que tem vontade, seja uma loucura em uma noite, seja uma ficada que tava gostosa e levou a algo mais, seja marcar para uma diversão com um amigo incluindo um sexo casual. Não acho que a mulher se torne qualquer coisa a menos por gostar disso.”

 

“Acho isso um tabu mega babaca. Isso pra mim não muda em nada minha visão da mulher. As mulheres lutaram a vida toda por direitos iguais, tem mais que exercer esse direito. Homem é fodão se come a mulher no primeiro encontro e a mulher é puta? A mulher não é uma puta porque deu no primeiro encontro mas sim na forma de se portar. Puta é estado de espírito. Mulher que dá no primeiro encontro pra mim é decidida. Não se priva em ter prazer por pensar o que os outros vão achar.”

“Não devemos fazer juízo de valor de mulher alguma pelo fato dela fazer sexo no primeiro ou no oitavo encontro, eu ao menos não faço. Entretanto não creio que isso seja uma regra geral. Passam as décadas e ainda persistem certos pensamentos conservadores na mente masculina. Homens tem medo de mulheres sexualmente ativas e ainda valorizam aquelas que fazem certo jogo, como se o sexo fosse uma concessão da mulher ao homem, que recebe esse presente como recompensa pelos seus esforços. Homens tem pavor de serem encarados como objetos sexuais e gostam de imaginar que são 100% responsáveis pelo orgasmo de suas parceiras. Então posso te dizer que um número mínimo de caras bem resolvidos e vividos encaram numa boa o sexo no primeiro encontro. geralmente eles tem mais de 30 anos e razoavelmente conhecem a subjetividade feminina, Os mais novos, por sua insegurança, podem ser assustadoramente caretas nesse sentido, tendendo a valorizar aquelas que fazem jogo duro, como se isso fosse prova de virtude.”

 

“Resumindo e sendo sincero: Pra mim, o fato de rolar sexo no primeiro encontro não rotula a mulher de fácil, da mesma forma que se segurar pra um próximo encontro não vai fazer a ansiedade e expectativa tornar tudo mais mágico e nem vai estragar nada se os dois estiverem curtindo. Acho que se o encontro ta rolando bem, rolou o clima, e a oportunidade é boa, maravilha. Já namorei mulheres que transamos de primeira e outras que não. Não vejo diferença nisso.”

 

“De todas as namoradas que tive, apenas duas não foram no primeiro encontro. Logo, minha opinião em relação a sexo no primeiro encontro é: WHY THE BIG DEAL?!
Tanto homens quanto mulheres sofrem uma pressão social absurda. A mulher por exemplo, é ensinada a pensar em uma coisa quando na verdade quer outra. É ensinadas por Walt Disney a desejar o Príncipe Encantado. A sociedade a induz a pensar em sexo como algo que requer intimidade exacerbada. Mas e beijar na boca não é tão invasivo quanto? Pra que raios uma pessoa vai suprimir um desejo porque acha errado dar no primeiro encontro?
Basicamente tenho um pensamento hedonista, desejos são feitos para serem saciados. Não é que uma mulher me dá no primeiro encontro que vou achar ela piranha. Ela pode até ser, mas ao menos já penso que é relativamente bem resolvida consigo mesma.”

Futilidade é bom

jan 04

BBB ainda nem começou e já está gerando polêmica. Não é de hoje que é só chegar Janeiro para os pseudo intelectuais vomitarem seu repúdio pela casa mais vigiada do Brasil.
Em qualquer esquina terá alguém para destilar todo o ódio do mundo por um simples programa de tv. E o discurso é sempre o mesmo: é fútil, não acrescenta em nada, não tem cultura, e por aí vai.

Eu adoro gente inteligente, adoro conversas inteligentes, adoro tudo o que me deixa um pouco mais inteligente, porque sem modéstia, eu já sou inteligente pra caralho e um pouquinho mais é sempre bem vindo. Mas sabe o que não suporto? Gente chata, gente clichê. E quer algo mais clichê e chato do que falar mal da futilidade?

Se para tudo na vida é preciso equilibrio, para a inteligência também. Ninguém precisa passar 24 horas do dia apenas alimentando o cérebro para provar que tem um. A diversão pela diversão faz bem para a saúde mental de qualquer pessoa, e não só faz bem, como é extremamente necessária. É a água que não deixa que o motor esquente demais.

Futilidade é perda de tempo. Sim, é. E a melhor coisa do mundo é ter tempo para perder. Infeliz da pessoa que não tem tempo para ela mesma, que não tem hora do dia dedicada às suas futilidades pessoais, ao seu riso descompromissado ou ao seu choro pré-adolescente. Seja assintindo BBB, novela, lendo o último livro da saga dos vampiros que brilham, do bruxo adolescente, ou cuidando da própria aparência.

Enriqueça-se culturalmente, leia livros bons, assista bons programas na tv (porque eles ainda existem), tenha amigos diferenciados e que te acrescentem em algo, estude, aprenda algo novo, ouça boas músicas, conheça novos lugares e novos povos, aprenda uma nova lingua, mas no fim do dia curta a sua futilidade pessoal, assista um enlatado americano, ouça uma música pobre, leia um bestseller e ria de uma piada suja.

Seja inteligente, seja fútil. Seja o equilibrio que seu corpo e sua mente precisam. Seja a pessoa que consegue conversar desde com o chefe da sua empresa até com a faxineira. Seja o que você é, sem medo, sem insegurança. Não prove sua inteligência para ninguém, use-a.

Página 1 de 3312345678910