Banco de ereções

mai 13

 

Não gostaria de perder uma perna ou de ferrar cronicamente o joelho porque, dentre outras atividades menos relevantes como andar e correr, adoro jogar bola. Mas isso não quer dizer que eu jogue bem. Há um mal misterioso que mistura o “gostar de fazer” com o “saber fazer”, essas coisas não estão ligadas em esfera alguma, porque senão não haveria uma ejaculação precoce sequer na história do sexo. Graças a Deus a gente pode fazer o que não domina.

Seguindo mais ou menos esse raciocínio, tenho pavor de ficar impotente antes da hora. Sei que em algum momento da minha vida ordinária, acreditarei mais em Boston Medical Group do que Inri Cristo acredita que é Jesus, mas ainda não é o momento. O tempo está passando, e eu vou ficando cada vez com menos cabelo, mas tenho receio tremendo de usar o remédio para calvície, porque em 1% dos casos, os pacientes perdem a libido. É uma perda momentânea, se parar de usar, você volta a ser um touro, mas do jeito que eu sou cagado, qualquer cautela não é mais que minha obrigação.

E cada vez que eu estou num ônibus (ônibus são para homens o que vibradores são para mulheres), penso que ereções em horas erradas são um desperdício. Sobretudo depois de ver o filme “Antes de partir”, em que um dos velhinhos com câncer aconselha o outro a nunca desperdiçar uma ereção.

Seria muito lindo se a vida útil do nosso pênis durante a vida fosse ser mais bem distribuída. E que a gente pudesse se controlar fazendo com que ereções indesejadas fossem coibidas em prol das ereções esperadas quando o corpo não estiver mais tão preparado como antes. Seria algo como economizar paudureza para o futuro, sabe? Nós jovens temos muitas sessões de fluxo sanguíneo acima da média no corpo cavernoso (tudo para não escrever a terceira “ereção” do parágrafo), e muitas delas são à toa. Por exemplo: a menos que você seja o maníaco do parque, 98% das ereções ao ar livre e em público são sangue jogado fora. Por que não guardar essa energia para a maturidade?

No mundo ideal da minha cabeça, haveria um “banco de ereções”. Tentaria administrar a vida útil de Little Staite (cada um dá o nome que quiser para suas partes íntimas) com algum cuidado, cancelando imediatamente todos os gastos de libido em mim se eu estivesse:

- na rua;

- em estabelecimentos públicos onde não toca música;

- em transportes públicos;

- na presença da minha avó (o único pecado no qual ainda acredito é ter ereções perto da própria avó. Perto da mãe tá liberado, desde que ela não seja razão da ereção);

- com vontade de ir ao banheiro. O corpo do homem não é tão desenvolvido, tudo se atrapalha quando há dureza quando se requer mira.

Se eu juntasse todas as horas economizadas cortando gastos nessas ocasiões, teria fogo na brasa até os 90 anos.

Mas um risco sério com a economia é que os mais mãos de vaca só usariam o crédito que têm na hora do lésco lésco. Isso resultaria em epidídimo entupido e ejaculação em medida nanométrica de tempo. Para evitar vergonha e doenças no saco, a masturbação, primeiro pecado no qual parei de acreditar, seria uma espécie de pagamento de encargos mensais do banco. Só em excesso deixaria você no vermelho.

A vida (não?) é um filme

mai 08

Num dia daqueles, quando ainda estagiava no inferno, voltava feliz da vida pra casa (ir embora da labuta sempre me encheu de alegria) quando reparei no outro lado da rua um doidão se esperneando abraçado a um poste. Eu sei que o cara variava das ideias porque sempre o encontrava na padaria durante a tarde. Ele começava a falar e não tinha prazo mental nem simancol para terminar. Ele conversava com toda a convicção do mundo. Mas convicção nem sempre é garantia de coerência ou de um interlocutor interessado.

Pensei “por que será que ele está chorando desse jeito?” e me lembrei da mãe dele, uma velhinha que provavelmente nasceu quando o mundo organizava um gigantesco torneio de paintball à vera lá pelos idos da 1ª Guerra. Ela às vezes era levada pelo maluco para comer pão na chapa na padaria. Ela deveria ser molestada pela doença mais cruel de todas: aquela que te faz esquecer as pessoas, os lugares, os hábitos e te transforma em um corpo que, embora com feição amável, não tem ninguém para amar. O amor é um acúmulo de uma sucessão de coisas, mas sem memória não dá pra acumular nada. Talvez as circunstâncias umbilicais fossem o único fio que fizesse a mãe reconhecer (e amar) o filho. A recíproca era devotamente verdadeira.

Essa devoção era visível enquanto o filho falava da mãe na panificação. Ele bradava dizendo que ela conheceu Juscelino Kubistchek, que foi costureira dele, não lembro bem. Subitamente ele parava com o papo e dava um pedaço de pão na boca da mãe com um carinho tão grande que eu, varão malandro e irônico, pensava “esse aí rasga dinheiro, mas pelo menos ama a mãe”. Era uma velhinha bem velhinha, que, pelo Alzheimer ou semelhante doença que te desconstrói por dentro e te deixa intacta por fora, não falava mais nada. Simplesmente recebia em troca o cuidado que teve com o filho durante a infância e adolescência dele. Estava na hora de trocar os papéis, agora ela era filha dele.

“Será que a mãe dele morreu?”, pensei quase que de bate e pronto ao vê-lo abraçado ao poste (primeiro me veio à mente abstinência de crack). Enquanto andava, digeria a pena de alguém absolutamente dispensável na minha vida. Era uma pessoa qualquer totalmente desesperada que chorava tão alto que o trecho todo da quadra conseguia ouvi-lo sem fazer esforço. Ele, que no meu filminho da vida era um figurante desprezível, tinha roubado a cena vivendo algo que eu nem de longe vivi. E chegou a um patamar tão agudo de sofrimento que – mesmo sabendo que vidas não se comparam – me sentia patético por achar que merecia insígnias de honra ao mérito por cada tristezinha que eu vivia.

Aí constatei de vez que eu era figurante dele. Mas a vida não é um filme e Deus não é o diretor, seria prepotência demais acreditar nisso. E uma tremenda besteira.

Não se sente, por favor

mai 03

Deveria ser proibido na legislação divina uma pessoa que usou transporte público durante a vida ter que conferir pecados para entrar no céu. Desde que ela não tenha violentado pessoas indefesas ou chutado corujas em campos de futebol, ela já está pagando pelos pecados andando de ônibus, metrô ou trem. E isso porque não sou mulher. Elas sim é que se atormentam, sobretudo com as curradas na multidão: se curram, elas impotentemente se sentem violentadas. Se não curram, pensam “o metrô está lotado e ninguém tá me currando? Minha mãe tinha razão, estou gorda mesmo”. É muita angústia mental.

Mas o post não é sobre esses males. É sobre unicórnios. Mentira, é sobre pessoas que sentam do seu lado no ônibus. É óbvio que estamos num mundo livre e todos têm direito de sentar onde bem entenderem (coisas como essa, o Jair Bolsonaro não entende), mas alguns exemplares de seres humanos me incomodam quando chegam perto de mim no ônibus. Eu sinceramente não me sinto afeito a aumentar a frota abarrotada de carros da minha cidade, nem contribuir com mais poluição, mas quando uma idosa verborrágica senta comigo, penso “deveria ter um carro… Mas não tenho dinheiro pra comprar um, enquanto isso continuo com  meu discurso de cidadão consciente”.

Obviamente não tenho nada contra velhinhas simpáticas. Mas é que eu não quero ter que gastar energia com o esforço social que uma velhinha promove ao falar comigo sobre qualquer assunto que não seja “quer dinheiro sem precisar fazer nada?”. Como não há filantropia senil que chegue a esse patamar, qualquer coisa que me falem, me irrita. Sim, eu sei que está quente lá fora, sei que esse ônibus está fazendo curvas bruscas, sei que ser pedófilo não é maneiro, não precisa me dizer o que eu já sei, velhinha.

Quando uma delas senta ao meu lado, trato de não olhar em momento algum para sua direção. Ela já pôs a vara de pescar, se eu virar ela fisga e pronto, hora do papo. Uma vez tive a infelicidade de morder a minhoca no anzol (Pedro, o texto é seu, por que usar uma metáfora dessas?) e a tia me disse o seguinte sobre o trânsito no Centro: esses guardinhas municipais estragam o trânsito. É só você ver: quando eles estão na rua, o trânsito para todo!”. Em vez de falar “ô tia, a senhora falando e uma bunda cagando são a mesma coisa”, resolvi concordar balançando a cabeça e sair de perto o mais rápido possível. Os guardas não geram trânsito, tia, o trânsito é que gera guardas.

Pelo menos as velhinhas não ocupam espaço. Odeio quando sentam aqueles caras que preferem enfiar um esquilo no rabo a fechar as pernas quando tem alguém sentado ao lado. Aí você fica todo espremido na janela só porque o cara não quer macular o gigantesco saco dele fechando um pouco as pernas. A temperatura dos meus testículos pode subir, a dele não? Eu posso espremer o saco em prol da boa convivência em sociedade, ele não? Injustiça pura.

Um exemplo que consegue conciliar o que há de pior nas velhinhas e nos caras de saco enorme são os bêbados. Eles agregam no mesmo corpo a capacidade de falar e ocupar espaço, é impressionante. E ainda te impõem o risco de estar subjugado às vontades imprevisíveis de um estômago propício ao vômito. Isso quando eles não carregam uma gaiola com um curió dentro – juro que vi um bêbado carregando isso quando fui a Seropédica uma vez. Aí você diz “bem feito, quem mandou ir para Seropédica?”, e a única coisa que eu vou poder fazer é concordar resignado.

Vomitando onde dá

abr 30

 

E quando você pensa que Deus materializou a salvação da vida na cerveja que fermenta no seu estômago, o fígado exclama um “Houston, we have a problem”. Aí não adianta, se até e-mails voltam, por que não aconteceria o mesmo com o álcool semi-ingerido? Sou favorável à eliminação o quanto antes do que está fazendo mal. Afinal, cada 5ml de vômito expelido, é 1% a menos de ressaca no dia seguinte. Além disso, vomitar por questões alcoólicas é meio que um exorcismo fisiológico: você se livra do demônio em instantes, fica meio lesado, mas pelo menos já pode ir pra casa sem fazer sujeira.

Voltei de uma festa certa vez com dois amigos. Como a aniversariante morava onde a esposa de Judas havia perdido o O.B., tivemos que voltar de táxi. Em dado momento, paramos no sinal, e um dos amigos abriu a porta e se pôs a regurgitar violentamente. Pensei “Jesus pulando amarelinha na superfície do mar, que sorte o táxi ter parado, meu amigo poderia ter rolado pra fora e sido atropelado pelo carro de trás!”. Mas a desgraça alcoólica muitas vezes é uma compra nas Casas Bahia, vem em prestações…

Estava relaxado quando meu amigo golfou no táxi. Me encolhi rezando para não ter sido respingado e para que o taxista, talvez por ter perdido os sentidos ao lutar contra Shaka de Virgem, não tivesse reparado que haviam vomitado no carro dele. Mas não, o taxista reparou e falou pra mim baixinho “É a azeitona… Ela é terrível! Por isso parei de comer”. Enquanto ria da piada dele, que não era engraçada, mas pelo menos demonstrava algum espírito esportivo, meu amigo presenteou o taxista com outra golfada. Paramos, abrimos a porta, mas o que tinha pra sair já tinha saído.

Fiquei preocupado pensando que o taxista poderia cobrar por esse “extra”, mas acho que ele relevou o presente que lhe demos.

No entanto, nem sempre isso acontece. Uma vez, uma amiga voltou pra casa com uma amiga que estava alucinada. Depois de alguns quilômetros rodados e mililitros vomitados, o taxista cobrou R$70,00, pois queria um acréscimo para pagar o lava-jato. A minha amiga ficou meio desnorteada, pois iria dormir na casa da bêbada, mas estava disposta a não pagar. A mãe da bêbada saiu do conforto do lar, parou na calçada e teve uma ótima ideia: lavar o táxi do cara. Minha amiga, sentada no meio-fio de madrugada, vendo a mãe da amiga tirando os tapetes do carro, passando produtos de limpeza, tal qual uma vassala pós-moderna… Que cena.

Imagina. Você carrega um ser por nove meses, é acordado pelo puto bebê cinco vezes por madrugada, vende seus órgãos para pagar colégio, plano de saúde, aula de judô, cursinho de inglês, boneco do Ben 10, prestação do Polystation 3, passeio da escola, dentista, balé, sapateado… E a recompensa é lavar o táxi que ele vomitou depois de velho. A gente reclama de sogra, de cunhado, mas filho é o verdadeiro vilão de novela.

 

Um apelo à originalidade

abr 25

Aniversário de parente é um terreno perigoso, em que qualquer cuidado é pouco, tanto para ser molestado sexualmente por tias, quanto para ouvir piadas velhas. Ser molestado é o de menos, o problema é ouvir as piadas, que, aliás, nunca foram piadas autênticas, pois a premissa básica de uma piada é de que ela faça rir. Não importa se ela é batida, mas se ela fez rir ao menos na primeira vez em que foi proferida, tudo bem, temos uma piada.

Mas convenhamos que “É pavê ou pacomê?” nunca, em hipótese alguma, foi engraçado, e provavelmente jamais será. Ela é uma das poucas coisas imutáveis da vida: seu potencial de riso é nulo através da história. Se o Eike Batista fizer essa piada em uma reunião com pela sacos, (é impossível não ser pela saco ao lado de um bilionário) ninguém vai rir para agradar. Se ele falasse “hoje quero comer o cu de um de vocês”, fatalmente ririam, por mais que ele quisesse mesmo explorar o ânus de algum colega acionista.

O aniversário estava indo normalmente quando alguém colocou o pavê em cima da mesa. Aí é a crônica de uma morte anunciada: cedo ou tarde alguém sucumbiria à tentação irresistível de bradar a piada. É questão de tempo e estatística: nunca na história das sobremesas, um pavê passou incólume às babaquices alheias. Está aí um objeto para psicologia. Se todo mundo pensa a mesma coisa sobre o assunto e ele não causa mais sobressaltos, para que tocar no assunto? Que TOC é esse que só faz a pessoa descansar em paz se ela perguntar “É pavê ou pacumê?” para alguém? Pra mim, a pessoa que faz uma coisa dessas é a mesma que se sente obrigada a ligar e desligar 17 vezes a luz do quarto antes de entrar nele, senão sua família toda vai morrer inexplicavelmente.

Um parêntese:

Deve ser um saco ter TOC e receber correntes de e-mail. Algo como “se eu não mandar, a menininha-espírito-assassina vai me pegar no corredor do prédio”. Que medo.

Mas enfim, imagine que você tem um cinturão de dinamite, e precisa entregar para alguém numa roda:

a)      Um baleiro de trem

b)      Uma atriz pornô

c)      Uma mãe de família

d)      Um membro de uma célula terrorista louco para destruir algum lugar em nome de uma religião.

Aí você, cheio de bom senso, escolhe a opção D (seu terrorista). Foi exatamente o que aconteceu com o pavê. Das pessoas que poderiam servi-lo ao público, a tia mais pentelha de todas ficou com a incumbência. Aí fudeu, meu amigo, ela saiu alvejando épavêoupacumê a cada pedaço que distribuía. Na quinta vez, eu gargalhei e disse “Essa é boa, vocês ouviram? Hahaha, ai ai…” Aí ela se encabulou um pouco. Mas assim como vício em crack, a recaída em épavêoupacumê é rápida e mortal. Ela não só continuou como contaminou os outros, tal qual uma morta-viva da piada desgastada. Perdi pra tia pentelha.

Tudo bem, pessoas mais velhas são mais teimosas e têm menos ímpeto para mudanças radicais. Mas você, meu leitor precioso, minha leitora adorada, aproveite o tempo longo que tem pela vida para coibir o clichê no mundo. Dá, sim, para acreditar em um futuro próximo em que alguém vai estar na cabeceira da mesa do bar sem ouvir retardos sobre conta. Depende só de nós saborear o pavê sem o gosto de merda que a piada tradicional tem. Temos que ter fé e lutar para que um dia, se alguém tiver problema na junta, ninguém complete de maneira mongoloide. E o mais importante, se alguém à 00h27min disser que tem que trabalhar amanhã… Deixem que ele trabalhe só amanhã.

A União faz a força, pessoal (se falar “faz o açúcar”, você não está preparado para entrar no nosso grupo revolucionário).

Se eu fosse uma gostosa

abr 18

Ser uma mulher gostosa deve ser um desafio constante. Isso porque elas sabem (ou deveriam saber) o poder que exercem nos homens. Um poder que nem Deus tem (senão veríamos coroinhas ou padres no lugar de mulheres dançando no Faustão, no Pânico…). Por um milagre dos encaixes divinos, mulheres, indivíduos no topo da evolução, têm visão de raio-x, e com a chapa que tiram, podem notar a beleza interior do homem. O homem em geral é uma piscina de mil litros daquelas nas quais eu e meu irmão nos banhávamos aos nove anos em Maricá: mais raso, impossível. Além disso, deve ser desafiador ser gostosa justamente por ter que lidar com os homens, pois eles exacerbam desastrosamente o “encanto” que elas proporcionam.

* Gostoooosa!

* Tsssssss, ô lá em casa!

* Mais gostosa do que a Saori, de Cavaleiros do Zodíaco!

Se eu fosse uma mulher gostosa, eu tentaria primeiramente entender o fascínio exato que eu causaria. Sendo assim, eu conseguiria praticamente tudo. Minha namorada não se acha gostosa, mas ela é, por mais que não acredite nisso. O mundo é cortês com ela, as pessoas são sensíveis e simpáticas. Qual a diferença entre mim e ela, já que ninguém me oferece nem um copo d’água? Ela já bebeu de graça, à custa de interesseiros cretinos (meu papel é odiar esses caras), mais do que vou beber na juventude toda. Aí sempre falo “É, você entrou de graça na festa, né? Que simpáticos, aposto que me botariam pra dentro também”.

Mas se eu fosse gostosa, tomaria muito cuidado com um fator clandestino no imaginário social que a gostosice fomenta: a ira das mulheres que não receberam o tíquete “tesuda” na fila da reencarnação. Com essas, todo cuidado é pouco, porque elas podem ser empregadoras, portadoras de armas de fogo ou madrastas e irmãs de consideração malvadas (Cinderela, uma gostosona que quase se deu mal na vida por causa de exemplares humanos feios). Tentaria usar uma espécie de charme para conquistá-las. Algo como “Somos iguais, me dê um abraço! Eu sou simpática. Esse negócio de beleza é relativo, você faria muito sucesso no Renascimento”.

Fatalmente eu seria despedida, assassinada ou subjugada por parentes do novo casamento do meu pai.

E se eu fosse gostosa, aproveitaria todas as vantagens que a minha silhueta me proporcionaria. Pagar mais barato no táxi (ouvi relatos fiéis de que isso acontece com gostosas, eu nunca ganhei desconto); contar com a boa vontade alheia para conseguir informações na rua (quem tem boca vai à Roma, mas só chega a Vladivostok se for gostosa), e, óbvio, beber cinco doses pagando uma. Ou nenhuma!

Mas a maior vantagem, sem dúvida, é virar garota-propaganda da Cintra e ganhar um carro zero, virgem, intocado, tal qual os 8% restantes da Mata Atlântica.

Então se você é mulher e gostosa, se inscreva no concurso Isso que é musa no http://www.issoqueemusa.com.br

As inscrições vão até o dia 14 de Maio, e o resultado da mais nova gostosa motorizada do Rio de Janeiro sairá em Setembro.

A torcida do Corra Mary já é de vocês, porque sabemos que além de inteligentes, as leitoras do Corra Mary são também extremamente gostosas.

 

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