Corra Mary
05 fev 2011

Violência na cidade grande

Você que acompanha o que eu retiro do intestino do meu cérebro sabe muito bem que volta e meia eu disserto sobre as agruras que é ser um branquelo nessa vida bronzeada. Além de todas as travas solares que fincam na minha cútis e me matam aos poucos (bronzeamento é PREJUDICIAL. É lindo, mas é PREJUDICIAL!), existe o agravante de parecer alguém que não nasceu aqui, e que só veio para cá para beber metade do dinheiro e pagar bebida para os outros com a outra metade, ou seja, um gringo.

Mas sinceramente ter um pé que, de tão claro, reflete a luz do Sol, tal qual uma filial corporal da Lua, não me irrita tanto. Eu só me emputeço quando aquele amigo de uma década vem e fala “nossa, você está branco, hein?”. Porrete, eu nasci branco, ou sou branco, e só não morrerei branco, caso tenha uma doença do Michel Jackson ao contrário. É a vida. Há os narigudos, os epiléticos, os carecas e os que têm pelos demais. E nem por causa disso vamos nos impressionar com isso até o fim da vida. Ou vamos, pelo visto.

Na verdade, o que faz a minha alma desfalecer um tiquinho a cada dia é a possibilidade de entrar nas estatísticas policiais, justamente por parecer um estrangeiro. Ora, todos sabemos que os índices de roubo aumentam nessas datas safadas como ano novo e carnaval. Todo mundo sai da cidade, mas ela fica mais cheia ainda, como!?!? São os putos.  Nossa pujante rede hoteleira, que está se esfolegando para ter o mínimo do mínimo pras Olimpíadas, fica até o talo com pessoas que nem eu, só que verdadeiras, com pedigree.

Aí o que acontece? Nossas delegacias viram torres de Babel – uma porrada de gente junta falando uma porrada de língua diferente. Não sei exatamente por quais motivos um gringo é mais atraente no mercado de roubo a transeunte. Mas todo mundo sabe algum:

- Se saiu do país é porque tem dinheiro. E provavelmente um dinheiro que dobrará aqui, afinal, a menos que ele venha da Chechênia ou de Bangladesh, ele fatalmente sairá com mais reais do banco. Melhor assaltar alguém que provavelmente tem três vezes mais grana no bolso.

- Não sabe desenrolar. Existe a possibilidade de desenrolar um assalto, sobretudo em cima daqueles que fazem o “se colar colou”. O cara vem e fala “passa tudo”, rezando para que você realmente passe, porque ele não tem nem um alfinete para te ameaçar. Se ele não for enorme, dá para ignorar que ele vai desistir. Dificilmente um gringo vai se ligar nisso. (isso não é uma dica. NÃO TENTEM FAZER ISSO EM CASA… Bem, não creio que isso vá acontecer na sua casa… Enfim, não tentem fazer isso na rua também).

- Tem cara de babaca. Gringo tem um physique du rôle todo próprio. É um colorido, umas folhas, uma roupa justa no meio da coxa, umas pernas finas… O Zé Pequeno vê uma figura dessas e pensa “Creio que, pelas estatísticas do meu trabalho, esse transeunte não é natural de nossa terra, logo, será mais facilmente fragilizado”. Mentira, ele pensa “Já é, vou descolar um ganho nesse inglês”. É batata, mafrém!

- O gringo já sabe o histórico da cidade. Ele sabe que aqui as mulheres são sedentas por sexo, cobras e macacos andam com os humanos na rua e que aqui tem mais violência do que os guetos alagados do Camboja (antes que você procure sobre isso no Google: esse gueto não existe). É fato que é quase tudo mentira, as mulheres são todas castas, não se vê bicho algum, mas a violência é realmente uma constante, não tanto quando nos guetos alagados, mas com certeza no mesmo nível que as ruelas de jogo ilegal da Romênia. Enfim, o gringo sabe o que pode acontecer, ele não vai brincar com a sorte, vai deixar sempre uma parcela dos seus proventos num lugar mais escondido, e o resto ele vai dar pro assaltante.

Eu sinto que as pessoas têm medo de ficar perto de gringo, como se ele fosse um talismã de energia negativa pró-violência. Por exemplo: quando estou no ônibus, e ele está ficando cheio, eu sou quase sempre a última opção para completar o banco. Eles não querem sentar do meu lado, a menos, é claro, que seja uma velhinha, porque as velhinhas têm tesão na minha fofura e na minha simpatia. Elas sempre sentam do meu lado.

Uhul, texto nº 100! Obrigado a todos os envolvidos.

Postado por Pedro | Categorias: Crônicas, Pedro
POSTS Relacionados
02 fev 2011

Vilões

Imagino Lennon escrevendo Imagine. Engraçado começar uma frase com “imagino” e terminar com “imagine”, mas enfim, esse não é o tema do texto.

Acredito que Lennon realmente tenha jogado um monte de fé naquilo que escreveu. Mas sabe, esse mundo perfeito não existe e nem nunca vai existir. Sabe por quê? Porque a humanidade precisa de vilões. E é uma necessidade tão grande, que quando não há vilões, se criam.

Não os vilões se criam, mas as outras pessoas fazem o favor de o criarem por ele. Ninguém quer ser vilão, mas faz questão de que eles existam. Nos outros, claro. Às vezes a pessoa nem sabe que é vilã, mas tá lá ela com uma mascara e tudo, só pra satisfazer a vontade de uma maldade inventada por terceiros.

Veja você, todo mundo quer ser bom, bater no peito dizendo ter caráter e ser honrado, mas quando chega a noite, se sentam no sofá pra ver o vilão do BBB, que nem sabe o que tá acontecendo, ou pior ainda, o vilão de uma novela com uma vida, uma história que nunca existiu, uma história com prazo de validade, justamente inventada para suprir essa necessidade que as pessoas têm de desejar que o vilão morra queimado num acidente de avião e que a mocinha viva seu amor infinito tão real quanto aquela novela.

E aí no dia seguinte a pessoa acorda e vai viver sua vida. Acreditando que é tudo um programa de televisão. Então se o boy não a ama como o galã da novela, que na vida real não passa de uma pessoa normal que peida enquanto dorme e cheira cocaína nas festinhas da Globo, não é amor de verdade. E para o papel de vilão, serve qualquer um. O chefe que não deu aquela promoção, a mãe que não aceita um namoro destinado ao fracasso, a ex-namorada que ainda perturba o seu atual, a amiga invejosa que chora nas madrugadas. Todos que estão apenas vivendo suas vidas da maneira que conseguiram. Da maneira que acharam melhor, e aí você esfrega na cara deles que eles são vilões e você é a mocinha, ou o mocinho. Mas por quê? Quem te deu esse papel? Você, claro.

Somos sempre os bonzinhos das nossas próprias histórias, mas ninguém vai sentar no sofá pra assistir, então foda-se, né? Vamos nomear de vilão quem bem entendermos. Chamar de bobo, feio e chato e achar que alguém se importa.

Mas se até Lennon foi vilão de alguma história em que ele nem sabia que fazia parte, e se soubesse cagaria baldes, saiba que você também é vilão de alguma história. Saiba que alguém também deseja que você morra queimado em um acidente de avião, e você pode nem fazer ideia disso. Mas você também não se importa, porque hoje é dia de paredão no BBB e esse texto maldito não te deixa prestar atenção no Bial.

Postado por Marina | Categorias: Crônicas, Marina
POSTS Relacionados
28 jan 2011

O fantasma da ex

Depois dos 20 anos, é praticamente impossível encontrar alguém sem passado. Levando em conta que as pessoas que estão hoje na faixa dos 20, 25 anos, começaram a se relacionar por volta dos 16, é tempo pra caramba sem que tivessem um compromisso sério em suas vidas. Sendo assim, aquele cara que você está se envolvendo, ou que já está namorando, muito provavelmente já teve outra pessoa em sua vida e em seu coração.

O problema não está em ter ex, mas sim em fazê-la presente todo momento.

Tudo bem falar uma vez ou outra, mas homem que fala de ex-namorada toda hora é caso mal resolvido, é dor de cotovelo, e a cima de tudo é um saco!

Querido leitor, por mais que para você, a ex já esteja morta e enterrada, é importante prestar atenção em como, quando e quantas vezes o assunto cai nela. A atual não sabe como foi o relacionamento, como acabou ou como você se sente, então tirará as suas conclusões no que ela vê de você.

1)    Apelidinhos

- Essa festa foi muito boa. O Ricardo que não podia beber foi dirigindo. Buscou a Paulinha e eu em casa.
- Paulinha? Que bom saber que você a chamava e ainda chama por apelidinho carinhoso e a mim, a sua atual, a quem você deve amor, fidelidade e apelidinhos carinhosos também, você parece um caminhoneiro com ejaculação precoce chamando pelo nome e olhe lá.

Chamar a ex por apelidinho é um erro grave. Lembre-se que ela não está mais na sua vida. Então ao se referir a ela, nada de Carol, Juju ou Branquinha, sempre Carolina, Juliana, ou seja lá qual o nome da criatura.

2)    Amnésia

- Quando fui pra Argentina, fomos em quatro: Eu, Marcão, Aline, e a Daniela.
-Uhum.
-Sabe? A minha ex. Te contei dela.
- Sim, sim.
- A que eu fiquei 4 anos. Acabou agora em Out…
- EU SEI, CARALHO!

A sua namorada não tem amnésia, então não precisa enfatizar que a ex é de fato a ex. Acredite, a sua atual gravou o nome dela, na primeira vez que você deixou escapar, para chegar em casa e buscar a dita cuja no Facebook pra saber qual tipo de relação vocês ainda mantém, e claro, se ela é mais bonita ou não. Se por algum motivo a ex surgir na conversa, limite-se apenas a dizer o nome dela. Se houver dúvidas de quem ela seja, não se preocupe, será a primeira coisa que a sua atual perguntará.

3)    Detalhes sórdidos

- Já vim nesse Motel com a Aline. Foi bem bacana. 11 horas de sexo ininterruptas. Acho que nunca mais consigo isso na vida.
- Ah, que legal, e aí você me trouxe aqui também só pelo prazer de gozar na mesma banheira?

Toda mulher tem uma leve curiosidade para saber como você foi com a sua ex. Afinal de contas, é bem provável que você agirá da mesma forma com ela. Mas limite-se a contar o básico, apenas o básico. Detalhes sórdidos são altamente dispensáveis, principalmente no quesito cama.

4)    Comentários desnecessários

- A Letícia adorava quando eu fazia cosquinha nela.
- Foda-se.

A sua atual não quer ser amiga dela, não faz questão nem de ser colega, então não tem o menor interesse em saber seus gostos, preferências ou manias. Só fale da ex quando for extremamente necessário. Não traga coisas que não acrescentarão nada ao assunto. Guarde para você.

5)    Comparações

- Acho que você devia pintar o cabelo de loiro. O cabelo da Carina era bem mais claro.
- Dá o cu pra ela então!

Chega a ser desnecessário explicar porque comparações com a ex não são nem um pouco legais, mas como homem não é um bicho tão dedutível assim, vamos lá:
A sua atual não é a sua ex. Não quer ser, e nem quer que você queira isso. São pessoas diferentes, com pensamentos diferentes e atitudes diferentes. Se você ainda tem alguma coisa mal resolvida com a ex, resolva antes de entrar em um novo relacionamento. Ninguém tem culpa do que vocês deixaram pendente, então não faça uma terceira pessoa pagar (e caro) pelo erro que não é dela.

Nunca se esqueça: Se ex fosse boa, seria atual, então é sempre bom que permaneça no cantinho dela: Enfiada no fundo do armário.

Postado por Marina | Categorias: Crônicas, Marina
POSTS Relacionados
25 jan 2011

Opinião masculina

Cada dia que passa do meu namoro, mais vou entendendo as questões mulheris mais controversas. E uma dessas coisas que vão entrando na minha cabeça é a suprema importância e a total falta de legitimidade que a minha opinião tem para minha namorada. Sim, a opinião de um namorado é imprescindível e de inútil aplicabilidade prática ao mesmo tempo, por mais paradoxal que possa parecer. Se namoradas fossem Facebooks, elas gostariam que nós curtíssemos tudo, mas sem exprimir comentários, pois eles não valem de nada. Mas você não pode passar sem “curtir”, senão é suicídio matrimonial.

Por exemplo – Você é/está linda.

- Meu amor, você é tão linda…

- Ohh, você fala isso porque me ama, mas não dá para acreditar nisso.

Duas horas depois, e com o vestido novo:

- Tá pronta? Beleza, vamos.

- Poxa, amor, me visto pra ficar linda pra você e você não diz nada!

- Ai, porrete, mas não adianta falar, você não acredita!

Você poderá dizer que a questão principal é que a namorada quer ser reparada. Você tem que registrar o corte de cabelo, o vestido novo, a maquiagem elaborada… E concordo que é legal reparar sim, mas isso não é o suficiente.

- Ih, amor, cortou o cabelo, né?

- É!!!

- Hum…

- … (lacuna existencial / ele não me ama mais / ele odiou, vou raspar o cabelo e comprar uma peruca / vou tacar fogo nos documentos dele para ele parar de ser escroto / ele vai cortar o cabelo e eu NÃO VOU REPARAR… Pior que ele não vai ligar, filho da puta).

Você tem que reparar e tecer bons comentários. E é curioso porque você vai fazer isso e ela vai pensar “ótimo”, mas no fundo esse “ótimo” vai ter um caráter de “ele não fez mais do que a obrigação dele de namorado”. Mas se a sua opinião, que não tem a menor validade, for negativa ou nula, ferrou-se. Você imagina que a importância que ela vai dar para o seu elogio (nenhuma) vai ser a mesma que para a sua crítica, mas não é nem um pouco isso que acontece.

Isso me leva a inferir que o namorado é tipo o cara da obra. A namorada vai passar, o namorado vai elogiar e ela não vai ligar. Se ele não falar nada, ela vai ficar paranoica, pois o namorado é o elemento mais básico de aceitação na estratificação social do elogio. Receber elogio do namorado é a mesma coisa de o seu time ganhar a primeira rodada da Copa do Brasil: só vai ser lembrado se for no mau sentido. Ganhar / elogiar é obrigação. Esse assunto é muito mulherzinha, e o exemplo que eu usei é super macho. Acho que ninguém vai entender. Só os machos mulherzinhas como eu.

Mas eu tento levar a vida com o mínimo de honestidade. Minha namorada já sabe que eu detesto franjas. Nem digo que ficou ruim nela, mas as pessoas precisam valorizar as testas quando elas não são exageradas (!?). Tem outro exemplo: ela gosta de usar uns prendedores estilosos de cabelo. Noutro dia ela estava usando um que parecia uma peça do figurino de Moulin Rouge – espinafrei sinceramente e sem dor. Na verdade é tudo calculado: se eu elogiar tudo, ela não vai acreditar em nada. Se eu criticar às vezes, os elogios vão ter mais peso.

Às vezes o amor é uma ciência exata.

Postado por Pedro | Categorias: Crônicas, Pedro
POSTS Relacionados
21 jan 2011

Rituaizinhos sem porquê

Superstições só servem para isto: te tornar um ser humano com o pé atrás eternamente e cheio de rituais que embolam sua sobrevivência normal. Por uma total circunstância do acaso, você estava com a cueca do Mickey no dia da sua primeira entrevista bem sucedida de emprego. Mas isso não quer dizer que a cueca do Mickey se tornou um oráculo ou reuniu em si toda a energia positiva da qual você precisa para dar certo na vida pra sempre. Não precisa usá-la sempre que precisar de sorte. Se você estivesse usando uma cueca do Jaspion (que tipo de adulto teria uma cueca do Mickey e outra do Jaspion no armário?), uma toda preta ou se não estivesse usando cueca alguma, a sua entrevista seria tão bem sucedida quanto, a menos que você ficasse se coçando todo por estar pinicando sem cueca. Mas não há espiritualidade na coisa.

Não parece absurdo demais, depois de anos de estudos, vivências, portas na cara, macetes, manhas e um monte de coisas, o seu destino estar reservado à cueca usada em determinado dia? Ou lencinhos da sorte? Ou às músicas que você ouviu no dia? Ou Deus?

Deus é um cara que até pode existir (estou fudido se isso acontecer. Mentira, sou uma pessoa boa sem precisar temer ir pro inferno, quer onda maior do que essa pra ir pro céu?), mas certamente ele não vai te ajudar se você pedir para passar no Vestibular ou no trabalho ou ganhar na Mega Sena. Sabe por quê? Porque TODAS as pessoas, tirando as que não ligam ou acreditam em Deus, vão fazer o mesmo que você. E se Deus conceder a graça para o seu sucesso, ele vai ter que fazer o mesmo com todos os outros que pediram (muitos com muito mais fé que você), afinal, o slogan-síntese da publicidade divina é “Deus é justo”.

Além do mais, há pessoas no mundo que rezam para comer, e isso é muito mais importante do que passar no vestibular. E essa pessoa que pede pra comer, em geral continua com fome ou morre dela. Ou seja, se Deus não realiza um desejo tão básico e urgente, jamais realizaria o seu. E não adianta falar que ele não realizou porque tinha um plano maior para você. O plano não existe, só sua esperança.

Mas voltando ao tema. O começo do ano é um período em que você se besunta em simpatias, rituaizinhos sem pé nem cabeça que, se dessem certo, minha avó de 89 anos já seria rainha da Inglaterra. No réveillon ocorre uma espécie de pescaria espiritual de tons de roupa. Usar amarelo chama riqueza no mar da vida, vermelho chama paixão, verde é sorte, azul ninguém sabe, mas é melhor do que preto… Será que todas as cores chamam alguma coisa? E se eu usar fúcsia? Marrom? E se eu usar aquelas cores proibidas no adedanha, como gelo, jambo ou ferrugem? Nada acontece? E se eu passar pelado?

Isso sem contar com pular sete ondinhas e comer as uvas e guardar os caroços na carteira (que nojo). O caroço é uma espécie de salvaguarda para mostrar às autoridades espirituais que você comeu as uvas, ou a romã do dia de Reis e que está pronto para trocá-lo por dinheiro e prosperidade. É como se fosse uma fada-dos-dentes só que para maiores (Papai Noel x Deus segue nesse raciocínio). E é bizarro, porque a prosperidade não chegou aqui em casa ainda, e desde quando tenho luzes cerebrais, acompanho meus semelhantes fazendo essas merdas.

Aqui em casa é um transtorno: nasci tendo que beijar o pedaço de pão antes de jogá-lo fora, como se fosse uma mea culpa com o corpo de Jesus: “foi mal, Jesus, mas pensei que daria para comer duas porções do seu corpo com requeijão e presunto, mas me entupi só com uma e meia. Vou ter que jogar fora essa metade, tá? Pode ser? Tranquilo?”. Vivi também desvirando chinelos obsessivamente, pois se eles estivessem com a sola pra cima, uma contagem regressiva se iniciava para a morte dos meus pais. Uma vez uma prima minha tentou assassinar os pais dela com o chinelo: botou o par virado e esperou os pais morrerem (olha o rancor que uma surra bem dada pode gerar). Os pais não morreram. Na verdade um morreu, mas 40 anos depois… Será que tem algo a ver?

Postado por Pedro | Categorias: Crônicas, Pedro
POSTS Relacionados