“Men see things in a box, and women see them in a round room.”
Eu tinha um amigo que dizia que “ser feliz” era um momento, era isso mesmo que ele falava: “A felicidade é um momento”. Mas acho que ele não passava muito por esses momentos, vivia deprimido e não soube acompanhar o resto. Foi ficando pra trás, cada vez mais, até que numa das melhores festas que eu já fui com o pessoal da escola, alguém olhou pros lados e perguntou “Cadê ele? Cadê?” e percebi que não fazia idéia de onde ele estava, do que estava fazendo, e nem do que tinha virado. Preciso te confessar isso, me incomoda a maneira como os outros vão embora das nossas vidas. É tão natural que parece certo demais para você lutar contra.
Eles simplesmente se vão, desaparecem e um dia enquanto você toma um copão de café com creme, vê essa mesma pessoa com 5 kgs a mais e uma aliança no dedo sentando na mesa ao lado, e você se dá conta que não conhece mais aquela pessoa. Ele poderia ter morrido sem você ter jogado flores no caixão. Ele poderia ter sido preso sem você botar a mão na boca e dizer “Meu Deus do céu”, ele poderia ter chorado tantas vezes sem nem pensar que a sua presença fosse talvez uma salvação ou maldição. Então você simplesmente se levanta da mesa, deixa uma gorjeta miserável para o garçom e vai embora. E no momento em que sai, aquilo tudo não existe mais.
Aquela pessoa é mais uma pessoa no mundo, e não importa muito quais seus sonhos e suas felicidades. Porque de certa forma ela não existe mais. Não para você.
Mas, nós, pessoas, temos a (in)feliz capacidade de substituir. Sei que você vai gritar comigo quando ler esse trecho, mas sabe que é bem verdade? Esse meu amigo por exemplo, ele era um baita amigão. Engraçado, fazia massagem sempre que eu pedia, e naquele dia que eu torci o pé, me levou nos braços até a enfermaria, mas um dia o telefone dele foi apagado, e não vou dizer que “foi a vida que o apagou”.
Não! Porque quem o apagou fui eu. Tenho consciência disso. O dele foi apagado da memória 27 e quando pego o celular, vejo que outra pessoa entrou na memória 27. Ele foi substituído, assim como eu também fui na vida e na agenda dele. E deveria me sentir triste por isso? Acho que nem está no meu direito.
Só espero que quem tenha me substituído seja… Hmm… Bem… Seja alguém que faça valer a pena.
Porque no final, é só isso que importa, né? Ter valido a pena ou não. Se no dia que tudo acabar, nada tenha valido a pena, eu não quero mais gastar meu tempo pensando nisso. Você me entende? Não quero me matar pelo que não posso mudar, e nem fazer um novo depois (que não é mais meu). Quero ter isso como sonho então. Agora mesmo!
Corra Mary
















Já vi essa história acontecer várias vezes. Pessoas indo e vindo.
Mas tenho link com algumas pessoas que, mesmo que passe uma década sem ver, quando sentar na mesa do bar vai parecer que a pessoa nunca esteve longe. Acho que esse tipo de coisa não acontece com os amores. Só com as amizades.
Não sei se é uma característica minha, ou todo mundo é assim.
Acho que é assim que funciona “faça valer a pena”!
Pena que nem sempre dá!
Mas bem que a gente tenta.
Beijos bela ruiva.
Já acessou meu blog? Acho que não….
Mulher, estava pensando justamente nisso hoje pela manhã! É incrível! Senti falta das minhas amigas, que não estão por perto, pois continuaram lá, de onde vim, mas daí percebi, tristemente, que não adiantaria que agora estivessem perto, porque algo de muito importante foi perdido: a necessidade de estarmos realmente próximas. Isso sempre acontece comigo: acabo deixando, em cada fase, os amigos pelo caminho. Não há culpados, nem recuperação. Começo a negar os convites para um café ou um cinema. Sempre me senti muito mal com o fato de as pessoas mudarem. As nossas mudanças, não percebemos, mas, as dos outros, me deprimem. Quando voltava à minha pequena cidade do interior do Espírito Santo e me deparava com amigas com novos sorrisos, hábitos e tristezas, com novas gírias e novos amigos, sentia que a nossa amizade já não podia ser. Ou vc muda junto, não pro mesmo caminho, mas junto, perto, ou a amizade se perde. Acho que não fui ao casamento de uma das minhas melhores amigas da adolescência na semana passada por causa disso. Reencontrar o seu grupo de seis ou sete amigas populares da oitava série, que saíram para estudar, mas voltaram para a cidadezinha, e que namoram há 8 anos com a mesma pessoa, não ía me fazer bem. Ver as mudanças alheias me incomoda, porque só assim percebo que o tempo passou. Não que eu seja a mesma, mas me olho todo dia. Só as pessoas que não lhe vêem há algum tempo notam que vc engordou. Seria tão bom se as pessoas fossem eternas… Isso me entristece.
o que aconteceu com o “Monotonia – Parte I – Tia Helena”?
Foi repensado. Talvez ainda não seja a hora de contar essa história.
Ou talvez seja.. Vai saber. haha
é realmente irônico estes fatos da vida,as vezes engraçado até,ou triste as vezes pela decadência das pessoas…enfim as vezes penso,quão estranho é isso,pq muitas vezes pertencemos a vida da pessoa,outra somos apagados da memória…como o “número do telefone,rs!”,o orkut as vezes ajuda nisso reencontrar pessoas,muitas vezes percemos que a distancia não mudou nada,outras realmente somos apenas uma memória meio ofuscada pelo presente…bjos dona Mary!
Oi Marina, adorei os textos do seu blog! Vocês 3 escrevem brilhantemente, tô aqui praticamente hipnotizada lendo o que foi postado!
Espero que isso nao soe meio psicopata, mas eu era sua vizinha do oitavo andar (não sei se lembra de mim) Te reconheci quando vi a foto rs
Fiquei surpresa, não fazia idéia desse seu talento com as palavras! Vou acompanhar o blog a partir de hoje! bjos!
Olá Ciça, vc não mora mais aqui no prédio não?
Acho que me lembro de você sim. Onde está morando? E pq saiu daqui?
É engraçado a gente conviver com algumas pessoas e não saber nada delas, né?
Seja super bem vinda!!!
Grande beijo =**
Perfeito o texto… Me identifiquei completamente.. Foda é que deu umas bads que só o álcool pode curar haha
Se fosse ”elA” ao inves de ”ele”, eu ia começar a ficar preocupada. Mania de perseguiçao ;D
te amo
adooooreeeei *-*
É assim mesmo, a vida é uma atribuição passageira, pessoas passam, muitas já passaram por nossas vidas e muitas ainda irão passar, o que não podemos é deixar que passem sem serem influênciadas, podemos marcar as vidas que passam por nós, fazendo-as ver a vida de uma nova maneira.
A vida como verdadeiramente é: Uma oportunidade que Deus nos deu, e que não deve ser vivida de qualquer maneira, de ver ser vivida com intenssidade, com propósitos claros.
Viver com Cristo, pois em Jesus a vida é pra valer.