“Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”
(Carlos Drummond de Andrade)
1) A mercenária:
Ela vai chegar de fininho justamente na hora em que você estiver abrindo aquela garrafa esperta de Black Label. Irá te olhar de cima a baixo antes mesmo de dizer “oi”. Enquanto te beija ela irá passar a mão por todo o seu corpo, não por você ser irresistivelmente gostoso, ou pelas curvar conquistadas pela academia, e sim para constar onde está a carteira e a chave do carro.
Agora, filho, tenta falar que mora em Caxias pra ver só.
2) A meiguinha:
Conhecida também como “a chata”. É aquela menininha que mais parece ter 13 anos de idade. Não pode nada, tem vergonha de tudo, sua melhor amiga é a mãe e ela preserva muito sua virgindade.
Você irá passar a balada toda tentando convencer a Britney Spears das antigas, de que um simples beijo não é coisa do demônio, para no final se dar conta de que a amiguinha dela era muito mais interessante.
3) A biscate:
Ela usa top e saia até no inverno. Te da aquela sensação de lembrar alguém, que você se esforça para lembrar quem, mas não consegue durante a balada toda.
Usa eufemismos como “garota bem resolvida” e “moderna” para dizer o que todos já sabem: Ela é puta. Puta! Puta!
Não tem tipo. Gosta de loiros, morenos, ruivos, cabeludos, carecas, cachorros, cavalos, árvores e etc.
Quando chega em casa se lembra qual a semelhança: Ah, sim, Silvia Saints.
4) A gostosa:
Ela foi feita em laboratório, parece ter acabado de sair de um desfile da Victoria Secret, e por isso você não perde seu tempo nem olhando. Ela é linda, ela é difícil, ela está sozinha.
Mal sabe você, que assim como você, ninguém chega nela. Coitada, sua melhor amiga acima do peso se dá muito melhor do que ela.
5) A Maria-vai-com-as-outras:
Ela já foi funkeira, já foi micareteira, já foi evangélica e hoje toma bala e você a encontra em todas as raves do Brasil.
Para chegar nela é fácil, um bocado de piadinhas sem graças com as amigas e pronto. Se as amigas gostaram, ela também gosta.
Quem é ela mesmo?
6) A Patty:
Mais parece uma paquita desfilando pra lá e pra cá com uma smirnoff ice na mão e um cigarro de cravo na outra. Dá selinho nas amigas porqué são “Bff”, tem luzes no cabelo e a cada música que toca, elas se agarram entre si e gritam “Aiii, a minha música!”.
Ela vai te provocar, vai te olhar no fundo dos olhos, vai te excitar, vai dançar grudadinha com você, e no final da balada quando estiver voltando com as bff’s no seu peugeot 206 prata, todas irão rir dos caras que levaram inesquecíveis tocos (Sim, amiguinho, um deles será você!).
7) A feliz:
Normalmente você não deve confiar em gente feliz demais, mas o risco aumenta 60% se for numa balada.
A feliz é aquela que ha 6 meses atrás fez uma operação de redução no estomago e hoje em dia saltita por aí, pois não tem mais o apelido de “chupeta de baleia” ou “rolha de poço”.
Não se engane, as seqüelas da vida de gorda ainda estão presentes. Ela rapidamente se transformará na “garota problema”, ela tem um pai alcoólatra, tem depressão, pele demais onde não deveria e não consegue controlar porra nenhuma do seu lado emocional. O patinho feio ainda não está preparado para ser um cisne.
8 ) A bêbada:
Ela tem 15 anos, e acha um máximo vomitar no banheiro da casa da amiga depois da night.
Não se controla em nada da sua vida, e não seria a opção mais segura na balada.
Ela parece uma boneca de porcelana, mas por trás de todo o gloss da Contém 1g é mais podre que o cachorro-quente da barraquinha do tio Vanderley.
Ela tem sapinho, candidíase, e uma mãe ausente.
9) A politicamente correta:
Ela só está indo na balada porque é aniversário da amiga de infância.
Ela não faz sexo sem camisinha, não bebe bebida dos outros, é vegetariana, fan de Los Hermanos, não dança, e não bebe cerveja sem antes limpar a boca da latinha.
Ela odeia quem pensa diferente dela, ela odeia a burquesia e o capitalismo (seja lá o que ela queira dizer com isso), ela odeia beijar desconhecidos, ela odeia a política, ela odeia tudo, ela odeia todos, ela odeia principalmente a si mesma.
Corra Mary
Me amarro numa riponga autêntica. Mas dispenso a “cabeleira extra”.
Mando bem OO’