Que pena, boy
fev 04
Nunca fui muito boa em aceitar o fim das coisas. Sempre que algo chegava na beirada do “nunca mais” eu me desesperava e não conseguia entender que é assim que a vida funciona.
Mas sabe, com você foi diferente. Foi um desespero fora do normal. Digo, do meu normal.
Não que tivesse sido tão bom assim a ponto deu querer que você não se vá a todo custo. Porque cá entre nós, você estava longe de ser tão bom quanto eu achava que era.
Mas sabe, as pessoas tem disso. Elas imaginam um alguém cheio de qualidades, com todo aquele nhenhenhe de pessoa honrada, com sua palavra, e promessas cumpridas, que acaba se esquecendo em quem elas estão despejando tudo isso.
E nem que você se entupisse de feijão com farinha, teria sido metade do homem que eu imaginava.
E você pode fazer agora aquela clássica cara de bunda, e me jogar na cara que eu ainda escrevo sobre você. E você está certo. Está certo porque sabe de tudo o que foi. E sabendo disso, ainda mantém minhas fotos e cartas no armário.
Eu entendo. É difícil de aceitar que tudo aquilo cessaria, não é? Afinal, ela não te escreve. Que pena, boy.
Mas para te ser sincera, eu não esperava nada diferente disso. Não vou dizer que era porque eu te conhecia, afinal, não é novidade para nenhum dos dois, que isso esteve longe de acontecer. Mas depois de tudo o que li, tive a paz de finalmente te conhecer.
Agora sim conheço cada palavra que escrevia para as outras, conheço o tamanho da sua podridão, conheço sua desprezível mania de não afastar aquilo que no futuro ainda poderia te ser útil, conheço sua adorável cara falsa de arrependimento, conheço o tamanho da sua curiosidade. Mas de tudo que eu pude ter o desprazer de conhecer, conheço ainda mais a minha enorme vontade de não esbarrar nunca mais com tanto lixo.
Sinto agora aquela agradável sensação de tarefa concluída, sabe?
Ah, não sabe? Imaginei. Mas posso te garantir que não há rostinho bonito que pague isso.
Depois de ter entregue tanto a quem não merecia nada, o mínimo que poderia acontecer, era a vida me jogar nas mãos tudo o que eu tinha o direito de saber.
E foi bem assim. Caiu de paraquedas bem no meu colo. Um embrulhinho escrito em letras garrafais falsidade com o seu cheiro tão forte que me sinto aliviada por ter jogado em outro colo faz tempo.
Agora, meu caro, tenha um pouco de dignidade, e pare de tentar me achar em lugares que obviamente eu não estou. Não peça a ela palavras que você sabe que não estão a sua altura de serem ditas. Contente-se com o pouco que a vida ainda te foi muito boa em oferecer, e na medida do possível não estrague tudo mais uma vez, tente dessa vez, não ser você. Sei que nisso você é bom.




Obrigado por ter escrito meus pensamentos…
ler isso é ao mesmo tempo trágico e confortante…
foi de verdade?
Melhor Blog EVER. eu non sou fã de blogs, mas o de vcs REALMENTE me chamou atenção. me identificoo muiiito com a Fulanaa. Marry tem um jeiito que eu gosto.Helo é demais em tudo o que publica. Pedro é muiito engraçadoo, e um portador de um Dom que ele aproveitaaa muiito bem. Enfim, vcs estão de parabéns. Por incrível que pareçaa, eu tinha um ‘boy’ na minha vida que acabou dia 4 tbm. Eu sempre soubee que non iria acabar bem. a sensação de tarefaa concluída é muiito boa. Mas tudo vai mellhorar, foi só uma fase.
Cecília, obrigada!!! Fico feliz em ter escolhido bem então a galera para o blog. haha
P.s.: O tempo sempre cura o que um boy deixou em nossa vida.
=***
Com o perdão da palavra… mas , CARALHO!!!
Não tem idéia do quanto me identifiquei com esse seu texto …
Ele está perfeito … perfeito …
Adorei …
Parabéns pelo seu “dom” …
Bjos
Obrigada Ellen. Todo mundo sempre tem um boy em sua vida… hahaa
Quanto ódio no seu coração…
E mais uma vez eu aquii lendo essas obras primas da Mary! *–*
Preciso dizer que caiu, como sempre, como uma luva pra mim??
Acho que não, né?!
Creio que seja por causa de tantas palavras sabias, que eu sempre
que posso estou aqui, lendo o que vocês escrevem!
Há tantas inutilidades virtuais por aí, mas CORRA MARY
veio para nos salvar e nos divertir, trazendo informações inteligentes
que nos faz crescer e aprender com as experiencias!
E também, como é o meu caso, me fazer rir ao me identificar com os textos!
Como sempre, estão de parabéns!
Continuem assim, qualidade acima de tudo! (:
Fico até sem saber o que responder com esses comentários!! S2
Mary, não tá dando pra ver os outros textos
((
Já me falaram isso. Mas não entendo, aqui no meu pc aparece tudo direitinho. Não sei oq pode ser. =[
Um dia, uma linda princesa, caminhando pelo bosque, se deparou com um horrível sapo: wrok, wrok
Num impulso de generosidade, ela deu um beiho no animal repugnante e, plum! Um belíssimo príncipe surgiu.
A paixão foi tão forte que, na mesma noite, a princesa se casou com o galante príncipe.
No dia seguinte, ao acordar da noite de núpcias, surpresa, a cama ao seu lado estava vazia…
Procurou desesperada por seu amado, mas nada. Até que ouviu um ruído já conhecido atrás de si, na beira da janela: wrok, wrok… Virou-se, e lá estava o sapo nojento…
Infelizmente, o feitiço só durou um dia…
Inegavelmente incrível o post. =)
Acompanho o blog “em silêncio” há um tempo, mas depois que li esse texto, não pude deixar de reler e comentar!
Parabéns, você disse tudo que eu e muitas outras de nós gostaríamos de poder dizer.
Beijos *:
Nooossa, esse post realmente me deixou de boca aberta. É legal ver que as pessoas passam pelas mesmas coisas que a gente e conseguem colocar em palavras, ás vezes, coisas que não conseguimos. Me senti muito aliviada em ter lido esse teu texto. Adoro o blog!
É UM BANDO DE FILHA-DA-PUTA MESMO!!!
E tem mais: sempre deixam a gente ter a culpa.
Minha amiga diria que a gente sempre escolhe o mesmo tipo, com os mesmos defeitos, inclusive aqueles que mais nos incomodam.
Para todas aquelas (porque o post foi manifestamente feminino) que se identificaram com o texto, reflitam sobre isso. Vocês perceberão o quão semelhantes são os caras que lhes fazem sofrer.
As escolhas são nossas, mesmo que inconscientemente. E a vida é uma merda, porque, pensar assim, traz a culpa pra gente.
Essa história de que tudo depende de nós mesmas é uma eterna verdade que teimamos em não aceitar.