
Parafraseando um grande amigo: “Conteúdo na internet é que nem xixi na piscina, uma vez dentro, impossível tirar tudo.”
Na madrugada passada, uma menina, de por volta 16 anos anos, sentiu isso na pele. Teve fotos intimas suas expostas no Facebook pelo ex-namorado. As fotos eram tão íntimas, mas tão íntimas, que em uma delas eu acredito até que vi uns dois ou três órgãos internos da menina.
Nada novo para a geração Orkut, nem para a geração Klauss, que aprenderam que nunca se deve subestimar a dor de cotovelo alheia. Uma pessoa babaca cheia de ódio, é capaz de cometer as ações mais sujas imagináveis.
Essa geração que está começando sua primeira rede social com o Facebook, provavelmente não acompanhou tantos casos de humilhação pública devido a exposição de suas intimidades na internet. Isso porque as pessoas na internet possuem a incrível capacidade de tirarem o pior de si mesmas. Comentários extremamente cruéis são disparados como se por trás do outro computador nem existisse uma pessoa de verdade.
Todo mundo faz sexo, todo mundo possui fantasias sexuais (algumas realmente bizarras e outras até ilegais), mas essa, apenas essa menina, será cruelmente massacrada, pelo simples fato de suas fantasias terem sido expostas. Não por culpa dela, mas ninguém na internet está interessado em saber disso. A internet não quer ser justa, ela quer apenas humilhar. Seja lá quem e por qual motivo for. Como se aquela pessoa fosse apenas um saco de pancadas virtual e nada mais. Como se não possuísse família, amigos ou vergonhas.
Adolescentes agem por impulso. Adolescentem se apaixonam e juram amor eterno. Adolescentes também erram (e pra caralho). Mas adolescentes também crescem, também se arrependem e também querem simplesmente deixar esses erros para lá. E a internet está aí para não deixar isso acontecer. A internet registra e imortaliza erros e vergonhas e uma vez online, não há mais o que se fazer. Carregar para toda a vida o fantasma da internet não deve ser fácil.
A lição que deve ser aprendida não é tirar ou não fotos íntimas e nem confiar ou não nas pessoas. Confiar é bom. A lição é aprender que dentro de cada pessoa há um monstro vil e cruel, e que nós nunca sabemos como essa pessoa lida com esse monstro, e que claro, a internet é uma vadia.





