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Pílulas sem propósito ou conexão

Se houvesse um concurso para eleger as pessoas mais cools do orkut, com certeza 99% dos finalistas seriam aqueles que só têm testimonials de uma linha só em seus perfis. Você já reparou que aquele seu amigo hype só tem depoimentos hypes de uma linha, vindos de amigos igualmente hypes, formando uma teia de amigos [...]
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dez 24

Layout novo II - por Pedro

Sem dúvida, o Layout novo é sensacional, com ótimos detalhes, sobretudo as abinhas à esquerda que mostra a data, o fundo caderno… Irado! É algo bem feminino, que mostra a atitude das autoras misturada com aquela sensação de diário, que, convenhamos, quase toda menina já teve.

O lema na comunidade é algo bem nessa onda também: “Pior do que uma mulher que fala o que pensa, é uma mulher que escreve o que pensa.”

É… Esse blog é a minha cara.

Pedro

Por Pedro   |   7 Comentários
dez 23

Corra Mary de layout novo

CorraMary.com de cara nova.

Já estava querendo mudar de layout há um bom tempo, comecei a tomar ódio do antigo, a ponto de nem mais entrar no site, e então ganhei esse personalizado do Márcio, e não é porque é meu não, mas é o layout mais lindo que já vi. haha
Ok, talvez seja porque é meu… ;)

Márcio e Ander queridões, obrigada mais uma vez.

Ah, e comemoremos também os 300 membros da comunidade do Orkut.

E aí, o que acharam do novo layout?

Corra Mary

Por Corra Mary   |   7 Comentários
dez 20

2008 me descaracterizou

2008 foi um ano filho da puta. Tudo o que eu imaginei que seria bom, tornou-se uma merda, e tudo o que eu imaginei que seria uma merda não me surpreendeu. Mas eu não vim aqui falar disso, e sim sobre como eu mudei - não para melhor ou pior, e sim para “menos eu” simplesmente - nos últimos 12 meses.

  • Perco tudo, mas não perco a piada.

Sempre fui prudente na hora de fazer uma piada, ainda mais quando esta se referia a alguém. Mas alguma entidade má tomou conta do meu corpo de uns tempos pra cá e me transformou em um daqueles caras de time de futebol americano dos filmes igualmente americanos que usam casacos cujas mangas são coloridas. Eles oprimem os nerds, zoam e fazem os outros chorarem. Não que eu tenha sido tão cruel, mas realmente perdi a linha. Eu tenho (ou tinha) um amigo na faculdade chamado C (não vou identificar o Ciro, é sacanagem). Graças a uma música que eu fiz, que virou hit entre nós, ele nunca mais falou comigo direito. Também pudera, eu zoava o coitado do primeiro ao último verso. O pessoal adora a canção, tão esmeradamente produzida, mas ele detestou, com toda a razão.

Fui a um aniversário na casa do meu grande amigo Paulo.  Nesta época, ele namorava há apenas dois meses com Mariana. Na hora do parabéns, os pais, pudicos e corujas, estavam cantando junto. Aí no momento do primeiro pedaço, já prevendo um dilema de quem seria merecedor de receber o primeiro, eu perguntei no meio de um daqueles silêncios entre-gritarias (você acha que ninguém vai ouvir e todos ouvem):

- E aí, Paulo!? 20 anos de amor ou 2 meses de carnalidade?

Todos riram a valer… Menos os pais dele, que se pudessem, pegariam o bolo e enfiariam no meu rabo. Pronto, perdi prestígio familiar graças a uma galhofinha que julgava inocente.

Tenho que lutar contra esse vício de perder a peguete, o amigo, o prestígio, mas não perder a piada.

  • Rir com Faustão

Estava vendo as videocacetadas, com o oferecimento da Fininvest, quando apareceu uma de um poodle raivoso que tentava morder a dona. Aí ele falou que poodles são bizarros, vivem 190 anos, ficam cegos de um olho, depois do outro, uma tristeza. Comecei a rir desvairadamente, pois o apresentador praticamente descreveu a Fly, a cachorra que sobrevive aqui em casa. Ela é uma conjunção de problemas - Artrite, epilepsia, cegueira, costas encurvadas - e ainda tem forças para rosnar. Teria para morder, mas lhe faltam os dentes.

Depois de rir, reparei que tinha apreciado a piada do Faustão. Entrei em um pânico interno, me perguntando se a partir daí, iria começar a gostar de Raúl Gil, Leão Lobo e de outros canastrões que figuram a Tv Brasileira. O que não seria de se estranhar, porque se eu achasse o Wagner Montes na rua, daria um abraço nele.

É complicado, eu não me reconheço em certos aspectos. Não tenho me interessado mais por filmes (e eu adoro!), sobretudo os com título de número: dormi vendo 300, Número 23…  Para ser sincero, o último filme que eu vi foi Alvim e os Esquilos, no Telecine.

Eu nunca atribuí nenhum significado cabalístico às mudanças de ano. Mas dessa vez eu vou fazê-lo. Vou mudar mais um pouco até o dia 31, só na expectativa de que em 2009 eu volte a ser eu mesmo. Ou não, porque piadas ousadas são ultra divertidas. Além disso, Faustão e Alvim e os Esquilos não são de todo o mal, não é verdade?

Pedro

Por Pedro   |   3 Comentários
dez 18

Tô gorda

Tô gorda. Tô mais gorda do que já fui em qualquer dia da minha existência.
E não, não estou reclamando. Serio muito fácil sentar a bunda em frente ao computador e escrever sobre o quão gorda eu estou.
Mas o grande saco de se estar gorda, é que isso incomoda mais aos outros, do que a você de fato.
Não que eu adore me olhar no espelho e ver tanta gordurinha mal localizada num corpinho que não está mais tão “inho” assim, mas a repulsa dos outros é o que mais me assusta.

Mãe: Nossa minha filha, ta precisando voltar à academia, hein?

Pai: O que é isso? Estrias?

Amiga: Essa roupa não te cabe mais, né?

Ex-namorado: Na minha época você era mais magra.

Todo e qualquer homem que ler esse texto, virá com a velha história: “mulher é tudo exagerada”, mas não é questão de exagero, e sim, de 11 kgs a mais. Não que eu esteja concorrendo a um lugar no Fat Family, mas também não a um no Miss Universo.
Então qual o grande problema das pessoas em fazerem questão que eu me recorde a cada segundo de que estou gorda?
Eu sei disso, as calças que não passam mais da coxa não me deixam esquecer!

Minha mãe chegou esses dias em casa, abriu a porta do meu quarto e disse:
- Encontrei a Bárbara hoje. Filha da Elaine. Ela está magrinha.
- É, e ta dando mais que chuchu na serra.
- Elaine jura que ela é virgem.
- Só se for da orelha.

Parafraseando minha querida Fulana: Não to agradando. To poluindo a cidade visualmente.

Corra Mary

Por Corra Mary   |   11 Comentários
dez 14

Kriptonita

Outro dia fomos a uma festa. Eu e as meninas. Sempre elas, sabe? O telefone tocou, já estava de pijaminha, mas então elas falaram com aquele jeito carinhoso que é impossível dizer não:
- Vaquinha, bota um decote que vamos a uma festa.
Ah, a amizade feminina…
Pegamos um taxi, e em 10 minutos chegamos na tal festinha.
Bastante gente conhecida, eu sem o menor saco de fazer social, e morrendo de vontade de fazer xixi.
Não era possível que eu já tivesse enjoado daquilo tudo. Acho que quando passo muito tempo com as mesmas pessoas, se eu não as amo, acabo enjoando. Porque só com muito amor para aturar manias, defeitos e jeitos talvez um tanto quanto exagerados.

E era tudo muito exagerado. Gente legal, admito, mas do tipo que você esbarra no shopping e dá “oi”, ou encontra numa festinha dessas e passa 5 minutos trocando uma idéia, mas vê-los todo final de semana começou a me dar nos nervos.
Estava subindo as escadas quando me deparei com ele.
Devia ter ficado em casa fumando meu cigarrinho e assistindo Zorra Total que ainda estaria ganhando mais.
Ele estava lindo, e… Ok, falemos a verdade: Ele não estava lindo, ele nem se quer era bonito, mas ele continuava carregando a palavra ele em letras garrafais no meio da testa.
Ele era ele, e isso já era o bastante para me dar friozinho na barriga.

Olhei pra ele, ele olhou pro decote, e o decote não olhou pra lugar nenhum. Fiz cara de empadinha, levantei as sobrancelhas e continuei em direção ao banheiro.
Ele não fez mais nada, não me puxou pelo braço, não me deu um beijo hollywoodiano, e eu não tive a oportunidade de dar um tapa na cara dele como seu eu não quisesse aquele beijo.

Esperei na fila do banheiro feminino ao lado de duas garotas conversando.
Uma chorava compulsivamente, e aquilo me dava uma agonia tremenda. Não importava o motivo, a razão, o homem ou em casos modernos, a mulher que fosse. Mas chorar na fila do banheiro era o fundo do poço para qualquer ser humano.
A amiga tentava acalmar a outra, oferecia água, e ela respondia:
- Não quero água. Isso não resolve nada.
E eu achava que o que deviam ter feito mesmo era ter suspendido a bebida da menina há pelo menos duas horas atrás.

Dentro do banheiro, enquanto mirava o xixi no azulejo pro barulho não ficar tão grotesco, as duas continuavam a conversar:
- Mas amiga, você sempre foi tão forte, tão corajosa. O que é isso agora?

Como se coragem tivesse alguma coisa a ver. Isso não é força, não é coragem, é burrice que acaba sempre em humilhação na fila do banheiro, e se para todo Homem Aranha existe uma Mary Jane, para todo Super Homem também existe uma kriptonita.

Ele era minha kriptonita, e eu teria que conviver com isso. Não ia chorar em fila de banheiro, não ia reclamar com as amigas, não ia agir como se tivesse 15 anos, porque eu não tinha.
E se era então inevitável encontrá-lo, que fosse da melhor maneira possível, e que ele passasse então a ser o que era antes de estar entre minhas pernas: Um cara qualquer.

E era isso mesmo que ele era. Um carinha qualquer, um esbarrão no meio da pista, mas ainda assim, minha kriptonita.

Corra Mary

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