“-Where? Show me! Where is this love? I can’t see it, I can’t touch it. I can’t feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can’t do anything with your easy words.”
“-No one will love you as much as I do. Why isn’t love enough?”
“-Don’t say it! Don’t you fucking say I’m too good for you. I am, but don’t say it.”
(Closer )

photo credit: Lucas Vieira Moreira
Era um pato como outro qualquer, num mar como outro qualquer, levando uma vidinha como outra qualquer. Um belo dia, deu de cara com uma pedra.
Uns dizem que foi amor a primeira vista, outros juram que antes da paixão, o pato ainda olhou para o lado.
Ela era uma pedra, e assim como outra qualquer, uma pedra. Ele passava noites ao seu lado, não comia, não dormia, vivia avoado, e as outras criaturas diziam que ele tinha enlouquecido de vez.
- Você não pode amar uma pedra, Pato.
- Como não? Como não amar Carol?
O Pato era cafona, falava demais, mandara toda sua sanidade para os cafundós da China, e os outros se importavam mais com sua sanidade mental, do que o próprio.
Carol era real. Não falava, não sorria, nem ao menos se mexia. Mas ela existia, e isso já era suficiente para o Pato.
Carol era merecedora de seu amor, só por ser Carol.
Num dia, assim nem tão belo, alguma maré havia levado Carol embora. Ela tinha sumido, sem deixar vestÃgios, sem nem ao menos se despedir.
Como podia Carol ter abandonado tudo? Como podia ter aberto mão daquilo que todos procuram e Carol simplesmente ganhou?
Quem mais amaria uma pedra estúpida, se não o Pato?
Ninguém. Ninguém mais amou a pedra. Ela nem se quer foi algo além de uma pedra
E talvez, exatamente por ela ser uma pedra, não se importava.
- Como você pode sofrer por uma pedra que nem ao menos sabe quem é vc, Pato?
- Porque eu sei quem ela é!
Para Pedro
Corra Mary