As mulheres gostosas que posam na Playboy são gostosas, não adianta negar. No entanto, mais de uma vez achei na internet um “antes e depois” de musas que passaram pelo reparo no Photoshop com o objetivo de aparecerem intactas nas páginas de todos os punheteiros do Brasil. Como se um punheteiro se importasse com uma celulite, enfim. No “antes” tem a mulher ao natural, com suas imperfeições à mostra. No depois, tem ela perfeita.
Mas não é sobre isso que eu quero falar.
Quando se está carente, na seca, na febre do rato, ou em todas as alternativas anteriores (eu diria que esses três estados são uma hierarquia, mas há quem não ache), o mundo muda, vai me dizer que não? Eu sei disso, porque eu tenho um amigo na febre do rato (Pedro Staite da Hora, um rapaz ótimo) que anda vendo as coisas de outro jeito. De uma forma mais bonita, eu diria.
Acontece que quando os seus anseios amorosos não são postos para fora (não pense em sêmen, por favor, mas se pensar, não te recrimino), eles sobem para a cabeça. Assim como a caxumba pode descer para o saco, existem coisas que podem subir. Quando isso acontece, nosso globo ocular passa a ter uma fina pelÃcula esbranquiçada, tal qual uma catarata. Mas, diferentemente da doença, essa pelÃcula faz enxergar mais. Ela torna as mulheres atraentes mais atraentes do que já são. As bonitas viram lindas; as médias ficam bonitas e as feias passam a dar um gasto danado. As horrÃveis… Bem, elas sempre continuarão no limbo, desculpa.
Essa pelÃcula é a Membrana Photoshópica. É um conversor natural e instantâneo que faz a gente ver a realidade menos real do que ela já é.
Existe uma prática horrÃvel que eu chamo de “compartimentalização”, um nome esdrúxulo que nem o Word reconhece (aliás, essa porra de programa nem reconhece “punheteiros”, o texto está todo grafado de vermelho). As pessoas dividem as outras em compartimentos – rosto, peito, abdômen, bunda, pernas. E se a pessoa tem alguma dessas partes interessantes, já se torna um atrativo, ainda que primitivo, a alguém que lhe veja com o mÃnimo de maldade. Quando se tem a membrana, essa compartimentalização atinge nÃveis estratosféricos, o que te faz arrastar asinha para indivÃduos inarrastáveis.
- Porra, mas ela é estraaaaanha!
- Mas tem um peito…
Ou seja, com a catarata em questão, você deixa de ficar com pessoas para ficar com partes de seus corpos, uma doideira. A pessoa está ficando com uma bunda, ou com um rosto, nunca com outra pessoa inteira, porque você simplesmente ignora a imensidão de coisas esquisitas que ela tenha. Vira uma coisa animalesca, e faz parte daquele “se contentar com pouco” que muita gente tem e não percebe quando está assim.
Mas se você fizer uma cirurgia de catarata, que dura 40 minutos, sua visão volta ao normal. Se você der sorte e encontrar pessoas certas, a membrana photoshópica some também. Dizem que beterraba e formiga fazem bem para o olho. Mas como eu não quero comer coisas que me causarão arrependimento, prefiro contar com a sorte.
Pedro
Prefiro comer mil formigas, que uma beterraba.
hahahaa adorei o post!!!!
Ja ouvi dizer que em 40 minutos da pra fazer “cirurgia de catarata” duas vezes…
hahaha vi essa piadinha no Friends hoje, nao com os mesmos termos, claro.
Então tome cuidado…cenoura também faz bem pra vista.
que dó, cara… precisa parar de beber nessas horas, hein?
ou então fazer uma macumba
um amigo meu certa vez disse:
“Mulher é como cd, por causa de uma parte boa vc leva ela inteira”
o fato de eu escrever isso aqui não quer dizer que concorde com ele rsrsrsrsrsrs
comigo essa cirurgia demora bem menos e nem doi, o bisturi é pequenininho!
Ah,mas essa de retocarem fotos de mulheres na Playboy…isso tem mais de vinte anos que eu ouço falar e naquela época,ferramentas como o Photoshop nem estavam assim tão disponÃveis…
e você tem um belÃssimo e bem escrito blog,sempre que der,dou uma passada aqui !
beijos !!!!!!!!!!!!
Hahahahah Caio, Caio…
É, a minha cirurgia também é relâmpago… Só queria fazer uma média no blog =D
Mulher é mulher depois das 4 da manhã