Geopolítica pedante e especulativa
ago 06
Passamos por um merdelê danado na América Latrina uns meses atrás, graças a uma indisposição diplomática entre Álvaro Uribe (do time estadunidense, por onde já passaram Lon Nol, Ehud Olmert, Zeca Bordoada e Camilo Castelo Branco), e o bloco “vermelhos do curral”, com Rafael Correa e Hugo Chávez, que outrora contaram com Pol Pot, Daniel Ortega, Elba Ramalho e Luiz Carlos Prestes).
Aconteceu que, arbitrariamente, o governo colombiano disparou algumas bombas (10, para ser exato) na cabeça de alguns membros das Farc, enquanto eles dormiam (que se danem, os reféns também estavam dormindo).Mesmo com Chávez sendo todo esquentadinho e cheio de pólvora em seu interior, esse não foi o maior problema. O acampamento bombardeado estava na berola do Equador, quase Colômbia. Por ser quase Colômbia e não Colômbia totalmente, foi considerada uma infração cavalar, porque, de fato não se brinca com a berola dos outros países.
Fidel sentia as trombetas da guerra; Rafael Correa se sentia estuprado; Daniel Ortega xingava o outro lado de feio, bobo e chatonildo; Celso Amorim fazia “bibibibibi” (símbolo internacional de ponderação); Bush se perguntava se as farc são um país; minha avó via Big Brother e Chávez estava louco para sair na porrada.
Mas, como era de se esperar, todos tomaram um porre de Maracujina com cachaça dominicana, e os ânimos se acalmaram. Mas será que dá pra imaginar como seria uma guerra aqui em cima!?
Bom, a Colômbia estaria com dois fronts, um a norte e nordeste, uma pica, pois enfrentaria uma Venezuela com vários “comandos em ação” novos, direto da Rússia. E outro, a sudoeste, pinto, o pequerrucho Equador, cujo exército usa zarabatanas talhadas na altitude.O governo americano, amigão e solidário, jogaria War da seguinte maneira com a Colômbia: peixe grande com peixe grande, manjubinha com manjubinha.
O Brasil mandaria uns dois mil soldados. Mil para cada lado, que é pra ninguém reclamar que a nossa terra não é uma potência regional, amiga de todos. Mas eles ficariam meio que longe da sanguinolência, porque o Brasil perdeu as práticas covardes de guerra na Guerra do Paraguai. É claro que nenhum vai se lembrar de levar o livro do Sun Tzu.
A Islândia enviaria um soldado. Não sei se vocês sabem, mas a Islândia tem essa tradição (ou mania, não sei) de mandar apenas um soldado para cada guerra em que se enfia. Foi assim no Iraque. Aliás, o mesmo soldado que estaria lá, pegaria um vôo Bagdá/Selva Amazônica imediatamente. Pois é, o país com mais exibições dos filmes do Rambo per capita deve ser a Islândia.
A França não mandaria nada, afinal, Ingrid Bettancourt já está em seu devido lugar (França, Colômbia, Ilha de Caras, sei lá!) e o esforço diplomático foi todo para o saco.
Obviamente o lado estadunidense iria ganhar. A Venezuela e o Equador seriam partilhados, em uma espécie de néonéo-imperialismo, e as super reservas de petróleo venezuelano seriam dadas de bandeja para os Estados Unidos. Ou seja, com o fim dessa guerra, a nova empresa B.U.S.H (Bolivar & United States Hydrocarbonets), faria com que a guerra no Iraque fosse desnecessária, e terminaria tudo por lá também. Dois coelhos com uma cajadada só!
E os elefantes começariam a voar que nem o Dumbo.
É por isso que agora eu penso: santo Maracujina com cachaça dominicana!




Há. Genial, Pedrinho!
É isso aí! Por aqui pelo sul do equador, tudo acaba em samba(ou em maracujina com cachaça dominicana), mas também com calor que faz por aqui quem é que vai querer brigar, é melhor festejar!
Ótimo texto!
Até mais
Amei o texto. :*
Realmente, genial!
Estive na Colombia há dois anos e posso dizer: Alvaro Uribe está fazendo um ótimo trabalho. O país é lindo e vive uma tranquilidade de nos dar inveja. Aquilo lá é um paraíso!
Simplesmente GENIAL!