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Gatos, a loucura e o abandono

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Publicado em 18 de maio de 2009 por Corra Mary
mai 18

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No meu primeiro semestre na faculdade tinha aula com uma professora louca. Sim, ela era realmente louca. Não é exagero meu. Louca mesmo. Varrida, pirada, maluca.
No primeiro dia, ela já virou a minha preferida. A aula é sempre mais agradável com alguém lá na frente que ache bacanérrimo te fazer rir.
Muitos tentam, mas poucos realmente conseguem. Admiro quem tem cara para ser professor. Acho que eu morreria de medo e seria a típica professora de inglês do segundo ano. Onde os alunos cagam pra aula, fazem tudo menos prestar atenção, e na hora da prova, ainda tiram nota boa. (Linha que fica difícil de seguir se a professora no caso for de matemática)

Chamaremos a tal professora louca de Elisabeth (eu lá sei as conseqüências de chamar alguém louca, de louca).
Elisabeth sempre comentava sobre seus gatos. Seus 22 gatos, que dividiam com ela um apartamento na Gávea.
Mas não para por aí. Elisabeth também havia sido deixada pelo marido.
Para ter 22 gatos num apartamento, não é de se estranhar, né!?
Claro que as palavras usadas pela minha querida professora não eram exatamente essas. Eram coisas como: “Se eu soubesse que gatos amam mais do que homens, nunca teria me casado.”
Mas fofocas correm pela faculdade, e não estranhei quando soube do que de verdade acontecera.
Mas ela não era uma recalcada abandonada, era apenas uma mulher louca e sozinha que vivia com seus 22 gatos.

Na época de escola, tinha uma professora de matemática que era outra louca. Mas no sentido ruim. Foi onde aprendi o real sentido de mau-comida. Mas o que mudava nesse caso era APENAS a falta dos gatos.
Porque a tal professora também fora abandonada pelo marido, mas se tornou alguém mesquinha, amarga e altamente sádica. Adorava torturar os alunos enquanto se decidia se gostava ou não deles.
Certo dia, um menino de uma série abaixo me disse:
- Já chamou a Denise de senhorita?
- Eu não. Chamo de Denise mesmo. Por quê?
- Tem aula com ela amanhã? Se tiver, chame.

Sempre evitei muita aproximação com essa professora, dependendo do dia ela me amava ou me odiava, e como matemática nunca foi meu forte, eu preferia não arriscar, mas no dia seguinte, durante três deliciosos tempos seguidos de sua matéria, resolvi dar uma variada:
- Denise, a senhorita podia me explicar de novo o exercício 3?
No automático, a mesma se virou e respondeu:
- Senhorita não, que eu já sou toda arrombada. É senhora mesmo.

A mesma se vestia feito uma velha lésbica e não era absurdo quando ela contava para todos os 30 alunos da sétima série que não transava há seis anos. Gostaria muito de ver alguém responder “E o que nós temos com isso?”, mas a maioria não estava lá tão bem em matemática assim, então mantínhamos apenas os olhares enquanto nos perguntávamos o que aquela mulher havia feito com sua ética profissional.
Provavelmente a mesma coisa que fizera com sua reputação e feminilidade.
E tudo isso sabe por quê?
Porque quando o marido a abandonou, ela não comprou um casal de gatos.

E você que odiava gatos, hein?

Corra Mary

P.s.: O nome da professora mau-comida de matemática não fora modificado. Saí da escola fazem alguns aninhos, não me preocupo se ela gostará ou não e quero mais que ela enfie sua matemática no cu.

5 Comentários

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  1. Bruno em 18 de maio, 2009

    Isso porque você não teve uma professora que regulava o humor quando transava, puta que pariu.
    Ela era professora de português, quando ela chegava feliz na sala dando ponto de graça para todo mundo é porque a noite tinha sido boa, agora quando chegava mal humorada aí o bicho pegava.

  2. T1460 em 19 de maio, 2009

    Tinha uma professora de Matemática que me odiava por alguma razão desconhecida, talvez por eu saber a matéria dela sem precisar prestar atenção.

  3. Pedro Staite em 19 de maio, 2009

    Caraca, Bruno. Será que a gente estudou na mesma escola???

    Boa, Mary! Adorei!

  4. Thaiz em 22 de maio, 2009

    Hahahahahaha!!!

    E a matemática que vá pra pqp, com força e em duplo twist carpado!

    Amei!

  5. Thaiz em 22 de maio, 2009

    Eu tive uma Profa. de Português muuuuito doida.

    Às vezes, ela ir dar aula de canga. Canga mesmo! Quando a galera começava a rir, ela já adiantava: “E quem disse que canga só se pode usar na praia, hein?”.

    A mulher fazia ioga na pracinha da escola entre os turnos matutino e vespertino. Até chamava a gente pra ir com ela!

    Reencontrei-a ano passado num vôo, indo pra Vitória. Ela estava voltando de um ano na Itália. Convenceu a pessoa que estava sentada ao meu lado a trocar de lugar só pra me contar as novidades, dentre elas que havia sido despedida da escola. Hehehehe!!!

    Louca, mas hiperamável!



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