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	<title>Comentários sobre: Fim</title>
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	<description>Senta que lá vem história</description>
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		<title>Por: Ace</title>
		<link>http://corramary.com/fim/comment-page-1/#comment-892</link>
		<dc:creator>Ace</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 12:41:48 +0000</pubDate>
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		<description>voce as vezes me arrepia. a ultima estrofe eu achei foda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>voce as vezes me arrepia. a ultima estrofe eu achei foda.</p>
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		<title>Por: Thatá Onofre</title>
		<link>http://corramary.com/fim/comment-page-1/#comment-529</link>
		<dc:creator>Thatá Onofre</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 15:37:29 +0000</pubDate>
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		<description>Como todos os fins....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como todos os fins&#8230;.</p>
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		<title>Por: Marcus</title>
		<link>http://corramary.com/fim/comment-page-1/#comment-517</link>
		<dc:creator>Marcus</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 23:45:05 +0000</pubDate>
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		<description>Você falou em Fim, isso me lembrou muito, irônicamente, uma crônica do Sabino que, se chama Última Crônica.

&quot;A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: &quot;assim eu quereria o meu último poema&quot;. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: &quot;Parabéns pra você, parabéns pra você...&quot; Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você falou em Fim, isso me lembrou muito, irônicamente, uma crônica do Sabino que, se chama Última Crônica.</p>
<p>&#8220;A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: &#8220;assim eu quereria o meu último poema&#8221;. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.<br />
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.<br />
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho &#8211; um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.<br />
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: &#8220;Parabéns pra você, parabéns pra você&#8230;&#8221; Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura &#8211; ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido &#8211; vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.<br />
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.&#8221;</p>
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	<item>
		<title>Por: Felipe Magalhães</title>
		<link>http://corramary.com/fim/comment-page-1/#comment-513</link>
		<dc:creator>Felipe Magalhães</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 07:12:47 +0000</pubDate>
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		<description>Eu tenho tomado cuidado com o que como e com o que bebo, a gente acaba exteriorizando, sendo reflexo do que ingerimos, mesmo não digerindo muito bem. Quando comecei a fazer isso, comecei por coisas que não agredissem tanto o estômago... acabei descobrindo que tem umas frutas frescas bem saborosas na feira, ou no hortifruti...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho tomado cuidado com o que como e com o que bebo, a gente acaba exteriorizando, sendo reflexo do que ingerimos, mesmo não digerindo muito bem. Quando comecei a fazer isso, comecei por coisas que não agredissem tanto o estômago&#8230; acabei descobrindo que tem umas frutas frescas bem saborosas na feira, ou no hortifruti&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Rick</title>
		<link>http://corramary.com/fim/comment-page-1/#comment-512</link>
		<dc:creator>Rick</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 06:06:34 +0000</pubDate>
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		<description>No cabeçalho do texto &quot;As palmeiras&quot; você usou a frase “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.” extraída de um texto do Fernando Pessoa. No texto original dá pra entender bem em qual sentido ele relaciona esta dependência. Porém acho que essa frase se enquadra também agora nesse seu texto, uma vez que fiquei com impressão de que o estado de espírito do personagem da crônica é fortemente influenciado por outra pessoa, o que vejo, de certa forma, como uma certa forma de dependência.

PS. Vou tentar ser mais breve quando voltar a comentar aqui</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No cabeçalho do texto &#8220;As palmeiras&#8221; você usou a frase “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.” extraída de um texto do Fernando Pessoa. No texto original dá pra entender bem em qual sentido ele relaciona esta dependência. Porém acho que essa frase se enquadra também agora nesse seu texto, uma vez que fiquei com impressão de que o estado de espírito do personagem da crônica é fortemente influenciado por outra pessoa, o que vejo, de certa forma, como uma certa forma de dependência.</p>
<p>PS. Vou tentar ser mais breve quando voltar a comentar aqui</p>
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