Nós jornaleiros estamos sempre em contato (no meu caso, por pura obrigação) com as notícias mais quentes do planeta Terra. Qualquer novo acontecimento nos adentra a alma, porque é o maior mico ser desinformado numa faculdade de jornalismo. No entanto, estamos vivendo um momento em que todos, independentemente da vontade de se informar, conseguem falar sobre o que está na mídia. Esse fenômeno acontece quando o mundo (ou o Brasil) entra em crise. Quando o Jornal Nacional usa um bloco inteiro para falar sobre o mesmo assunto. E qual é o assunto do momento?
a) Big Brother 10 será com famosos
b) Marcio Garcia é um protagonista deprimente
c) Gripe suína – pandemia
Se você respondeu letra C, genial, você nem deveria precisar dessas opções para acertar a minha pergunta.
O mundo está estranho, essa é a verdade. Precisamos de uma gripe coletiva para perceber que pessoas morrem. Deus já inventou o câncer, deveríamos estar mais do que acostumados com essa ideia.
É esquisito como o mundo elege, de quando em quando, uma doença da moda. Nos idos negros da Idade Média, a peste bubônica arrasou população europeia. Por causa de um mijo de rato filho da puta, a galera começou a morrer loucamente. Aí nas guerras, um grupo tacava defuntos que tiveram peste negra, através da catapulta, no outro grupo. E assim, todos chafurdaram juntos na imensa lama de mil quatrocentos e tal.
Devemos lembrar também da gripe espanhola, alguns séculos depois, que matou mais gente que a Segunda Guerra Mundial. Metade do mundo pegou essa gripe durante a pandemia, acredita? Tem também a AIDS, e aquelas doenças africanas que parecem mentira (ebola não pode ser de verdade, não é possível)…
É como se o planeta fosse uma imensa passarela sádica em que desfilam as doenças da moda. Cada uma no seu tempo e com seus mortos no bolso de couro com paetês. Nem todo mundo morre das mesmas doenças, mas que existem as que são tendência absoluta no mundo fashion-patológico, isso não podemos negar.
A AIDS é um pretinho básico; a varíola é a calça jeans – nunca saem de moda. Gripe espanhola é calça boca-de-sino – já arrasou quarteirões, mas ninguém morre mais disso. Gripe suína é só um conceito até agora, mas é a maior promessa da próxima estação.
Então já sabe, para ficar antenado com as últimas tendências, siga a lista:
- Compre suas máscaras. Ou abra uma loja de máscaras… No momento, essa peça é mais importante do que amor de mãe. Aquele industrial modesto que tem uma loja de máscaras cirúrgicas deve estar se sentindo estranho, né? Imagina ter como principal público-alvo “pessoas com medo de morrer”?
- Entre em pânico. É 99% certo que você não vai morrer de gripe suína, mas é muito transgressor acreditar nisso.
- (dica genérica) Aproveite mais. Se você não morrer de gripe, vai morrer de outra coisa. E não necessariamente daqui a 50 anos. Pode ser daqui a seis dias num acidente de lancha. Aproveite os cinco dias que virão, e, se sobreviver ao sexto, aproveite todos os outros só para garantir.
Bom, vou terminar esse texto, antes que outra doença apareça no planeta e o post fique defasado. Beijos e bons espirros.
Pedro
Esqueceu de falar da dengue. Que ngm mais aguenta ouvir sobre. Todo mundo já sabe como fazer, mas msm assim vira e mexe alguém tá com essa merda. haha
A dengue seria o quê? O modelito de verão dos brasileiros?
Essas pandemias sempre acontecem de tempos em tempos, é a natureza selecionando os seres humanos mais aptos hahaha
Gripe suína é modinha! Câncer é uma doença old school!
Sabe que eu ja tinha pensado nisso!!!!
gripe suina = bermuda xadrez!
e cara, peste bubonica é transmitida pelas pulgas que os ratos tem auhauahuaha