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	<title> &#187; Corra Mary</title>
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		<title>Lembre-se</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 21:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando você estiver trabalhando, lembre-se. Quando você estiver dormindo, comendo, se vestindo, lembre-se. Quando você estiver assistindo televisão, comendo churrasco, e tomando uma gelada, lembre-se. Quando você estiver beijando outras bocas lembre-se. Quando você estiver dirigindo o carro, a moto, o caminhão lembre-se. Quando você sentir vontade de fazer xixi nas calças de tanto rir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando você estiver trabalhando, lembre-se. Quando você estiver dormindo, comendo, se vestindo, lembre-se. Quando você estiver assistindo televisão, comendo churrasco, e tomando uma gelada, lembre-se. Quando você estiver beijando outras bocas lembre-se. Quando você estiver dirigindo o carro, a moto, o caminhão lembre-se. Quando você sentir vontade de fazer xixi nas calças de tanto rir, lembre-se. Quando você não achar que a vida vale à pena, lembre-se. Quando você acordar e não quiser sair da cama, lembre-se. Quando você sentir ódio, lembre-se. Quando você sentir frio e calor ao mesmo tempo, lembre-se. Quando você perder o ônibus, lembre-se. Quando você passar um domingo inteiro em casa, lembre-se. Quando você for visitar um parente distante, lembre-se. Quando você lavar o carro, lembre-se. Quando você escutar a sua música favorita, lembre-se. Quando você correr, andar, rastejar, lembre-se.<br />
Quando e enquanto você viver, lembre-se que eu estarei te amando.<br />
E quando você estiver lembrando, não se esqueça de não esquecer.</p>
<p><strong>Corra Mary</strong></p>
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		<title>Boas intenções</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 14:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas intenções não valem de nada. As pessoas parecem ter uma enorme necessidade em querer arrumar desculpas para as ações de outras pessoas. Normalmente, esse papo de “boas intenções” surge nesses casos específicos de talvez não querer aceitar, ou de covardemente querer justificar uma ação injustificável. Até um crime pode ser cometido por uma boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boas intenções não valem de nada.<br />
As pessoas parecem ter uma enorme necessidade em querer arrumar desculpas para as ações de outras pessoas. Normalmente, esse papo de “boas intenções” surge nesses casos específicos de talvez não querer aceitar, ou de covardemente querer justificar uma ação injustificável.</p>
<p>Até um crime pode ser cometido por uma boa intenção. O bandido precisava alimentar a sua família. Por isso, assaltou, roubou, e devido aos acontecimentos inesperados, não teve outra escolha, teve que atirar, e matou outro, que por sua vez, também estava apenas querendo alimentar a sua família, a única diferença é que para isso, escolhera trabalhar.<br />
Isso muda alguma coisa? A intenção do individuo muda o que ele fez? Seu crime será menos crime pela intenção ter sido boa?</p>
<p>O que vale não é a intenção, mas a forma como ela é demonstrada. Todos nós temos escolhas, todos os dias quando acordamos, temos a árdua tarefa de expor em ações, as nossas intenções.<br />
Para si mesmo ou para os outros, uma boa intenção que ainda não virou ação, é inútil. Uma boa intenção demonstrada de forma errada traz conseqüências opostas a ela. É assim que deve ser, e é isso que separa os que sabem conduzir suas vidas, dos que não sabem. E não deixar uma pessoa sofrer as conseqüências de suas próprias escolhas, além de uma falsa proteção, é outra ação não pensada, e acredite, como tudo na vida, ela voltará para você também.<br />
<span style="color: #993300;"><em>“Toda ação tem uma reação.”</em></span> Terceira lei de Newton, e ela já existia e regia a sua vida antes mesmo de você ter consciência do que ela era.</p>
<p>Respeitá-la, não é apenas questão de caráter, mas de inteligência, porque o que define você, não é o que você é, e sim o que você faz com o que você é.</p>
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		<title>Calcinha</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 19:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Calcinhas se dividem em dois tipos: As bonitas e as confortáveis. As confortáveis: São as calcinhas pra bater. Trabalhar, fazer faxina em casa acompanhando o modelito da camiseta do candidato da eleição passada, ralar o dia todo fora de casa, comparecer a compromissos, enfim, para o dia a dia. Pouco importa se são bonitas ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Calcinhas se dividem em dois tipos: As bonitas e as confortáveis.</p>
<p><a href="http://corramary.com/wp-content/uploads/calcinha-de-cotan-estampada-tr.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1111" title="calcinha de cotan estampada tr" src="http://corramary.com/wp-content/uploads/calcinha-de-cotan-estampada-tr-300x225.jpg" alt="" width="128" height="96" /></a></p>
<p>As confortáveis: São as calcinhas pra bater. Trabalhar, fazer faxina em casa acompanhando o modelito da camiseta do candidato da eleição passada, ralar o dia todo fora de casa, comparecer a compromissos, enfim, para o dia a dia. Pouco importa se são bonitas ou feias. Esse não é o objetivo delas. O importante é serem confortáveis, e cobrirem toda a bunda, o que normalmente as fazem feias. Coitadas, elas até tentam. Algumas tem até o seu charme. Um lacinho aqui, uma estampinha ali, mas que no máximo as fazem engraçadinhas. Não tem jeito, calcinha confortável nunca será sexy.</p>
<p><a href="http://corramary.com/wp-content/uploads/fiodental.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1112" title="fiodental" src="http://corramary.com/wp-content/uploads/fiodental.jpg" alt="" width="111" height="120" /></a></p>
<p>As bonitas: As bonitas são para ocasiões especiais. E por “ocasiões especiais” entenda-se “noite de sexo”. Nenhuma mulher em sã consciência usaria uma calcinha bonita (desconfortável) se não fosse esperar algo a mais da noite.</p>
<p><span style="color: #808080;">*<em>Ou seja, rapazes, se a menina disse que usa aquele tipo de calcinha sempre, é mentira. Ela já saiu de casa preparada porque estava mesmo esperando te dar naquela noite</em>.*</span></p>
<p>As calcinhas bonitas são perigosas. Elas tem, digamos, um prazo de validade. Durante as primeiras horas de uso elas são totalmente suportáveis. Mas há um limite. E quando se passa desse limite&#8230; Ahhh, Meu amigo&#8230; Aí é puro terror.</p>
<p>Creio que a calcinha bonita seja uma grande vilã da moral e dos bons costumes femininos. Porque quando elas começam a sacanear, a única coisa que a mulher pensa é em tirar aquele instrumento de tortura medieval a qualquer preço.</p>
<p>Veja bem, a mulher está a horas agüentando um fio que a estupra a cada passo dado, mantendo um sorriso no lábio, rindo das piadas do cara, e fingindo interesse na suuuuper história da briga que ele teve com o chefe, e ainda tendo que se preocupar com a maquiagem que não pode borrar, o salto que não pode quebrar, e a impressão que ela quer passar. Na primeira oportunidade que tem, tudo o que ela quer, é tirar aquela calcinha maldita. Linda, mas maldita.</p>
<p>Ninguém consegue pensar direito cultivando uma dor há 5 horas dentro das calças.</p>
<p>E o pior: Tudo isso para chegar na hora, e o cara sem o menor romantismo, tirar a calça com a calcinha junto.</p>
<p>A mulher escolheu a calcinha mais bonita (muitas vezes, caríssima), aguentou firmemente as horas de dor, para chegar na hora mais importante e o cara nem notar? Não receber em troca um elogiozinho que seja?</p>
<p>No mundo feminino, beleza significa dor. E é importante que a mulher seja de certa forma, recompensada por bravamente passar por uma dor que o único benefício era a beleza.</p>
<p>Acho uma palhaçada dizer que mulher se veste para outra mulher. Mentira, mulher ta nem aí pra outra mulher. Quando ela se veste para uma festa, ela quer ser a mais bonita da festa, lógico, mas ela quer que isso seja reconhecido pelos <strong>homens</strong>, e não pelas outras mulheres. Então no final das contas, a mulher se arruma sim para o homem, o único problema é que eles não reconhecem isso.</p>
<p>Então meninos, passem a reparar mais. E principalmente a falar. Não adianta reparar e gostar, mas não expressar. Uma unha bem feita, um cabelo bem escovado, uma calcinha bem pequenininha, pedem, imploram, e a cima de tudo, merecem um elogio do tamanho do esforço que ela teve não para apenas ficar bonita, e sim para ficar <em>a mais bonita</em>.</p>
<p><strong>Reconheçam.</strong></p>
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		<title>Torneio de poker para blogueiros</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero ver quem vai torcer por mim no torneio de poker exclusivo para blogueiros. I have registered to play in the PokerStars World Blogger Championship of Online Poker! Bloggers can register to play for free in the WBCOOP, if you don’t have a PokerStars account you can get your Free Poker Download at PokerStars Registration [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quero ver quem vai torcer por mim no torneio de poker exclusivo para blogueiros.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div style="height: 250px; width: 100%;"><a href="http://www.pokerstars.com/blog_tournament/"><img style="margin-right: 10px;" src="http://www.pokerstars.com/images/wbcoop/250x250.gif" border="0" alt="Online Poker" align="left" /></a>I have registered to play in the PokerStars World Blogger Championship of Online Poker! Bloggers can register to play for free in the <a href="http://www.pokerstars.com/blog_tournament/">WBCOOP</a>, if you don’t have a PokerStars account you can get your <a href="http://www.pokerstars.com/">Free Poker Download</a> at PokerStars</p>
<p>Registration code: 049819</p>
</div>
<p>Quem mais tiver blog, trate de se registrar. Vamos jogar, já que isso tem ocupado 70% do meu tempo ultimamente mesmo&#8230;</p>
<p>Sim, não posto mais por culpa do Poker. Mas eu o amo. <img src='http://corramary.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>O cabelo e as mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 03:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo da vida, o cabelo de uma mulher vai assumindo um papel cada vez mais vital. Acontece de modo gradual, cada etapa vivida enfatiza um grau de importância cada vez maior. Creio eu que o começo pode ser definido antes mesmo do nascimento, quando numa sessão de ultrassonografia, sempre tem alguém para apontar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1052" title="long-hair" src="http://corramary.com/wp-content/uploads/long-hair-208x300.jpg" mce_src="http://corramary.com/wp-content/uploads/long-hair-208x300.jpg" alt="long-hair" height="300" width="208"></p>
<p>Ao longo da vida, o cabelo de uma mulher vai assumindo um papel cada vez mais vital. Acontece de modo gradual, cada etapa vivida enfatiza um grau de importância cada vez maior. Creio eu que o começo pode ser definido antes mesmo do nascimento, quando numa sessão de ultrassonografia, sempre tem alguém para apontar o borrão no monitor e exclamar: “Olha, é cabeluda!”. E então aquele quase-ser, antes mesmo de ter noção de qualquer coisa, já se torna escravo do tecido morto que brota do alto da sua cabeça.</p>
<p>Minha prima de cinco anos deixou o cabelo crescer até a altura da parte interna dos joelhos. Tirando o fato de que a mãe já deveria ter cortado muito antes de chegar aí, a pobre menina não quer cortar de jeito nenhum. Diz a mãe que só a palavra “tesoura” já a faz chorar e gritar como se estivessem querendo lhe amputar um braço.<br />
Em contrapartida, essa mesma priminha, ainda não se acostumou a usar calcinhas, e tem fortemente o hábito de arrancar a calcinha com toda a ferocidade de uma incomodada criança de cinco anos e atirá-la o mais longe possível. Não se importando muito se está na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê. Para ela, o importante é se livrar da calcinha.</p>
<p>Ou seja, minha prima de cinco anos se preocupa mais em manter seu cabelo grande, do que sua bunda coberta.</p>
<p>É indiscutível o valor que o cabelo tem para uma mulher. Antes mesmo da própria se reconhecer como mulher, seu cabelo já representa boa parte de sua feminilidade, e enquanto vai aprendendo que Seda só funciona nos comerciais da TV e que bom mesmo é Kérastase, a idéia do que seria o belo, se torna mais concreta para ela:<br />
Ora bolas, o belo é cabelo. Simplesmente cabelo. E quanto mais, melhor.</p>
<p>E aí, gastar mais com o cabelo do que com comida, se torna não só normal, como necessário.</p>
<p><b>Corra Mary</b></p>
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		<title>As amigas do namorado</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 18:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda mulher que já namorou pelo menos uma vez na vida, sabe que um dos maiores problemas são as amigas do namorado. Acredite leitora, não importa o quão forte seja o seu relacionamento, o quanto vocês se amem, ou a confiança absurda que um tenha no outro, os seus problemas começarão no momento em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda mulher que já namorou pelo menos uma vez na vida, sabe que um dos maiores problemas são as amigas do namorado.</p>
<p>Acredite leitora, não importa o quão forte seja o seu relacionamento, o quanto vocês se amem, ou a confiança absurda que um tenha no outro, os seus problemas começarão no momento em que ouvir a simples frase:<br />
<span style="text-decoration: underline;">“Ai, amor, é só minha amiga”</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></p>
<ul>
<li><strong>A amiga carinhosa</strong></li>
</ul>
<p>De primeira ela parece mesmo uma amiga, mas há um probleminha que se não for resolvido, poderá virar um problemão: Ela é carinhosa. Muito carinhosa, mas muito mesmo. Ela é <strong>realmente</strong> carinhosa, e não faz questão de disfarçar.<br />
Ela sentará no colo do seu namorado, o chamará por apelidinhos, ligará para dar boa noite, bom dia, boa tarde, feliz natal, feliz aniversário, feliz finados, e tudo mais que possa parecer um bom motivo para uma ligação. Isso para ela, porque para todo o resto da humanidade, seria altamente desnecessário.<br />
Mandará recadinhos cheios de corações, escreverá no caderno, no braço engessado, no tênis, na mão, e viverá pendurada feito um bicho preguiça no namorado que em teoria é <strong>seu</strong>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
De a ela de presente, um cachorro. É ótimo para casos de carência exagerada.</p>
<ul>
<li><strong>A amiga coitada</strong></li>
</ul>
<p>O tão temido “Ai, amor, é só minha amiga”, será seguido de “coitada”.<br />
Ela teve uma infância difícil, foi estuprada pelo tio/vizinho/cachorro/padre, a mãe morreu de câncer, o pai foi comprar cigarro e nunca mais voltou, a irmã mais velha é prostituta (e nem de luxo é), mora com os avós fanáticos, e estuda de bolsista.<br />
Ela sofre mais do que Maria do Bairro, e sabe quem ela escolheu para se apoiar, dar toda a atenção, carinho, amor e curar seus traumas?<br />
Sim, exatamente ele: O <strong>seu</strong> namorado!</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
Lembre-se sempre: Quem tem pena, toma no cu. Indique a ela um bom psicólogo. Caso a mesma não possa pagar, faça uma vaquinha com as outras namoradas dos “amigos”.</p>
<ul>
<li><strong>A amiga ex</strong></li>
</ul>
<p>Ex nunca é coisa boa. Se fosse bom, seria atual.<br />
Ela parecerá bem resolvida, dirá que foi passado, que foi namorico de criança (mesmo que os dois já tenham passado dos 20), e manterá o discurso de que eles são pessoas evoluídas, porque “o importante é manter a amizade”, mas não evitará as indiretas de lavagem de roupa suja. E achará que seu namorado tem algum caso extremo de amnésia, fazendo com que ela precise efusivamente relembrar coisas do passado, achando a maior graça em dizer no meio da galera, com você junto:<br />
“Lembra da viagem pra Búzios que a gente quebrou a cama do hotel e fugimos pra sauna antes que o gerente chegasse? Foi tão engraçado, né!?”<br />
<span style="color: #999999;">(É&#8230; Muuuito engraçado!)</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
Diga para o seu namorado: “Amor, achei muito legal você ter amizade com a sua ex. Tanto que ontem liguei praquele meu ex que minha mãe adora, de 1,85 de altura, corpo escultural, fluente em 5 línguas, que me deu um anel da Tyffany. Agora nós somos amigos.”</p>
<ul>
<li><strong>A amiga sijoguda</strong></li>
</ul>
<p>Ela é a super bem resolvida com a sua sexualidade: Gosta de tudo, e pronto. Já pegou metade da torcida do Flamengo, incluindo o mascote, e dirá incansavelmente que sempre preferiu ter amizade com homens, porque segundo a mesma, eles são muito mais “confiáveis” que as mulheres.<br />
O final de semana para ela começa na quarta, e você terá que incorporar Buda, quando ela estiver com vocês.<br />
Ela adora dançar. Ela vai descer até o chão, grudada feito um cachorro no cio, na perna do seu namorado, mesmo que esteja tocando Caetano Veloso, e achará a coisa mais normal do mundo, apoiar a mão na virilha do seu namorado, quando for pedir um gole de canudinho da bebida que ele comprou para <strong>você</strong>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
Afogue a bendita na água quente e faça uma canja.</p>
<ul>
<li><strong>A amiga você-merece-coisa-melhor</strong></li>
</ul>
<p>Antes de mais nada, você precisa saber de duas coisas:<br />
Ela o ama. <span style="color: #999999;">(como amigos, claaaro)</span><br />
Ela odeia você.<br />
Ela se dirá muito amiga do seu namorado. Tanto, que para ela, você não é boa o suficiente para ele. A verdade é que ninguém será boa para ele, a não ser ela mesma (mas isso ela não admitirá).<br />
Ela vai te ignorar. Não falará nem na entrada, e nem na saída, mesmo depois daquele abraço apertado que ela vai dar no seu namorado, que aliás está de mão dada com você.<br />
Para ela, o seu namorado é tão lindo, inteligente, bom partido, e merece uma mulher a altura. E mesmo que você seja a cara da Megan Fox, PhD em física, e ostente um “Orleans e Bragança” no nome, essa mulher não é você.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
Nada.<br />
É, simplesmente nada.<br />
Ela não lava as suas calcinhas. Ela não te carregou na barriga por 9 meses. Ela não beija a sua boca. O que ela acha ou deixa de achar, não influencia em muita coisa.<br />
Entre bilhões de outras possibilidades, a mulher que ele escolheu foi você, então quem tem que te achar boa o suficiente, já acha.</p>
<ul>
<li><strong>A amiga que era sua</strong></li>
</ul>
<p>Ela é aquela amiga que era sua, e que um belo dia você vê nas chamadas recebidas e/ou discadas do celular do seu namorado.<br />
Ela começa a ligar para ele, conversar demais no MSN, e quando você for visitar a sua tia-avó doente em Petrolina, eles sairão para tomar um inofensivo chopp sábado à noite.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
De todos os tipos, é o mais delicado. Você não quer perder nem a amizade, e nem o namorado, mas sabe que os dois nunca deveriam ter esquecido que a relação dos dois só é ligada por <strong>você</strong>.<br />
E quando não existe mais o “você” interligando as duas relações, é porque algo desandou.<br />
Ele tem os amigos dele, e mesmo sendo importante ter uma boa relação com as suas amigas, as amigas ainda são <strong>suas</strong>.</p>
<p><span style="color: #999999;">P.s.: Levo em consideração que ele tenha amigos, até porque, quem namoraria uma pessoa tão problemática a ponto de não conseguir fazer amigos?</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><br />
</span></p>
<ul>
<li><strong>A amiga amiga</strong></li>
</ul>
<p>Essa é a amiga que vai estar louca para te conhecer. Afinal de contas, se ela gosta tanto do seu namorado, vai adorar conhecer a pessoa que ele escolheu para estar ao lado dele.<br />
Ela agirá com ele, da mesma forma que os amigos homens agem, e não passará dos dois beijinhos na hora de se despedir.<br />
Por maior que seja a intimidade que eles tenham, ela pensará duas vezes antes de falar ou fazer qualquer coisa que possa criar um clima ruim, porque ela se preocupa com ele, e sabendo que ele está feliz com você, ela detestaria saber que uma situação foi criada por culpa dela.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">O que fazer:</span><br />
Você acaba de ganhar uma amiga.</p>
<p><strong>Corra Mary</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre a saída de Fulana e Helô</title>
		<link>http://corramary.com/sobre-a-saida-de-fulana-e-helo/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei que deveria fazer esse post explicando o porque das minhas duas amigas não estarem mais escrevendo aqui. No começo do blog, chamei três amigos para escrever. Primeiro foi o Pedro, amigo antigo, uma inspiração para mim. Adorei quando ele aceitou, era mesmo a minha primeira opção. Sou fã dos seus textos há uns bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei que deveria fazer esse post explicando o porque das minhas duas amigas não estarem mais escrevendo aqui.<br />
No começo do blog, chamei três amigos para escrever. Primeiro foi o Pedro, amigo antigo, uma inspiração para mim. Adorei quando ele aceitou, era mesmo a minha primeira opção. Sou fã dos seus textos há uns bons anos.<br />
Logo depois a Helô me mandou um texto dela por e-mail. Adorei. Ela tinha a ironia necessária, e mandava bem na escrita. Com esse único texto, chamei-a para o blog.<br />
Logo após, chamei outra amiga que eu sabia que tinha sagacidade suficiente para completar o grupo. A Fulana.<br />
Fulana foi a que menos escreveu, mas posso garantir que criatividade e genialidade não faltam naquela cabecinha. Mas quando entrou, estava em época de mudança, o que prejudicava bastante sua concentração e seu tempo.</p>
<p>Sei que elas curtiram bastante o tempo que passaram escrevendo aqui. A gente ria dos comentários, contava o que havia por trás de cada texto, bolava idéias, e enfim, realmente gostava do blog, mas elas estão com o tempo muito curto agora.<br />
Helô está estudando bastante, Fulana mudou de cidade, e agora, no momento atual, ficarão fora do blog.</p>
<p>As portas estão abertas para qualquer uma das duas, quando as coisas acalmarem. E espero de coração que elas voltem. Além de minhas amigas, são escritoras geniais.</p>
<p>Sendo assim, por enquanto ficará eu e o Pedro no blog somente.<br />
Se alguém vai entrar, se as meninas vão voltar, ou se não, só Deus sabe&#8230;<br />
Eu e Pedro estamos conversando bastante sobre isso, e há a possibilidade de outras pessoas entrarem, mas não queremos nos precipitar por agora. Funcionamos bem em dupla, e se for para alguém entrar no blog, será para acrescentar, nunca para diminuir. Sendo assim, ainda é uma idéia a ser pensada e discutida.</p>
<p>P.s.: Sei que estou sumida também, mas é temporário.</p>
<p><strong>Corra Mary</strong></p>
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		<title>O formulário</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 20:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[- Oi, bom dia&#8230; Aliás, boa tarde. Já passou do meio dia. - Boa tarde. - Eu vim aqui pra falar com o Sr. Bittencourt - Ele te espera? - Sim. - Um segundo&#8230; &#8211; - Alô, Sr. Bittencourt? Tem um jovem na portaria que&#8230; Ah, sim. Mando subir? Ok. &#8211; - O Sr. Bittencourt [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="http://www.whitehousemuseum.org/west-wing/presidents-secretary/presidents-secretary-1947-ne.jpg" src="http://www.whitehousemuseum.org/west-wing/presidents-secretary/presidents-secretary-1947-ne.jpg" alt="" width="352" height="277" /></p>
<p>- Oi, bom dia&#8230; Aliás, boa tarde. Já passou do meio dia.<br />
- Boa tarde.<br />
- Eu vim aqui pra falar com o Sr. Bittencourt<br />
- Ele te espera?<br />
- Sim.<br />
- Um segundo&#8230;</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- Alô, Sr. Bittencourt? Tem um jovem na portaria que&#8230; Ah, sim. Mando subir? Ok.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- O Sr. Bittencourt liberou a sua entrada.<br />
- O elevador é por onde?<br />
- O Senhor preencheu o formulário?<br />
- Que formulário?<br />
- O de subir o elevador.<br />
- Não.<br />
- Então não pode subir.<br />
- Mas você acabou de dizer que o Sr. Bittencourt liberou a minha entrada.<br />
- Meu jovem, eu só cumpro ordens.<br />
- Olha, eu só vim falar com o Sr. Bittencourt!<br />
- Pra isso também tem que preencher um formulário, mas aí já é com a secretária dele.<br />
- &#8230;<br />
- &#8230;<br />
- Não vamos a lugar nenhum assim.<br />
- O senhor é quem não vai a lugar nenhum.<br />
- Você venceu. Onde arrumo esse formulário?<br />
- Ao lado da samambaia ali. O senhor pode se sentar nas cadeiras vermelhas enquanto preenche.<br />
- Obrigada.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- Psiuuu&#8230; Eu disse nas cadeiras vermelhas.<br />
- É onde estou.<br />
- Não, não. Essa é laranja. As cadeiras laranjas são para deficientes físicos. As azuis para idosos. As amarelas para gestantes. E as verdes para desempregados a mais de dois anos.<br />
- Mas não há nenhum deficiente físico aqui.<br />
- Imagina se chega um e vê o senhor sentado na cadeira dele. Onde ele vai sentar? No chão?</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- Ei, moça&#8230;<br />
- Já terminou de preencher o formulário?<br />
- Não, não. É que me ocorreu uma dúvida.<br />
- Do formulário?<br />
- Não. Sobre o que você acabou de dizer. Daquele lance das cadeiras&#8230; E as cores.. enfim.<br />
- Hm<br />
- E se por acaso aparece uma deficiente física, gestante, idosa e que nunca trabalhou na vida?<br />
- Impossível. Já viu uma grávida com mais de 40 anos de idade?<br />
- Mas é um caso hipotético. Um exemplo.<br />
- Nós não trabalhamos com exemplos. Isso só na outra filial. Se o senhor quiser, só precisa preencher esses formulários aqui que encaminho&#8230;<br />
- Não, não. Obrigada. Já estou terminando esse aqui.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- Opa. Acabei. Aqui está meu formulário.<br />
- Ah, sim. Pode subir. Primeira à esquerda.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>- Oi. Licença de novo. A senhora disse primeira à esquerda, mas eu não achei os elevadores.<br />
- É porque eles são para a direita.<br />
- Então porque você me mandou para a esquerda?<br />
- É onde ficam as escadas.<br />
- O escritório do Sr. Bittencourt fica no 26 andar.<br />
- Eu sei.<br />
- E porque você acha que eu subiria pelas escadas e não pelo elevador?<br />
- Porque o senhor preencheu o formulário das escadas, e não o do elevador.<br />
- Mas isso é ridículo.<br />
- Meu rapaz, aqui não há nada de ridículo. Somos muito simples. Priorizamos a organização e nosso método tem se mostrado muito eficaz no controle das pessoas que entram, das que saem e das que apenas perambulam pelos corredores da empresa fingindo para as esposas que trabalham.<br />
- Mas eu nem trabalho aqui. Eu só quero falar com o Sr. Bittencourt.<br />
- É a primeira vez do senhor aqui?<br />
- Sim!<br />
- Ah, então eu preciso fazer um cadastro do senhor. Olha aqui pra webcam.<br />
- Isso é mesmo necessário?<br />
- Se o senhor quiser, pode só deixar seu e-mail.<br />
- Meu e-mail?<br />
- Isso mesmo. Para receber as nossas informações.<br />
- Que tipo de informação?<br />
- Ah, o senhor sabe&#8230; Aquelas que vão sempre direto pra lixeira automática e os cartões virtuais de aniversário e Natal.<br />
- Então tudo bem. Eu fiz um e-mail no Gmail esses dias que quase não uso.<br />
- Ah, perdão. Eu me esqueci de avisar. Só aceitamos e-mails da empresa.<br />
- Mas eu não tenho um e-mail da empresa.<br />
- O senhor gostaria de fazer? Máximo de 13 caracteres, mínimo de três. Precisa conter pelo menos uma letra, e um número.<br />
- Não, não. Obrigada. Que mal lhe pergunte, essa empresa é de que?<br />
- O senhor não sabe?<br />
- Não.<br />
- Fabricação de formulários.</p>
<p><strong>Corra Mary</strong></p>
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		<title>Os homens da minha vida &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://corramary.com/os-homens-da-minha-vida-parte-1-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 19:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Um fato curioso em se estar solteira, é que as pessoas falam com você como se estivessem morrendo de pena: - Você namora? - Não. Solteira. - Ah, não se preocupa. Qualquer dia você acha alguém. Oi? A pessoa por estar solteira, necessariamente TEM que estar desesperada por alguém? E logo então vem aquela pergunta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="http://latimesblogs.latimes.com/photos/uncategorized/2007/08/28/my_boys_j8uk9wnc_500.jpg" src="http://latimesblogs.latimes.com/photos/uncategorized/2007/08/28/my_boys_j8uk9wnc_500.jpg" alt="" width="330" height="231" /></p>
<p>Um fato curioso em se estar solteira, é que as pessoas falam com você como se estivessem morrendo de pena:<br />
- Você namora?<br />
- Não. Solteira.<br />
- Ah, não se preocupa. Qualquer dia você acha alguém.</p>
<p>Oi? A pessoa por estar solteira, necessariamente TEM que estar desesperada por alguém?<br />
E logo então vem aquela pergunta que nenhum solteiro mais agüenta ouvir:<br />
- Solteira? Mas por quê?<br />
Juro que em quatro anos de solteirice, eu ainda não aprendi a responder essa pergunta. Vario bastante na resposta. Às vezes digo “porque eu quero” ou “porque ainda não é a hora” ou quando o saco já se foi, um sorrisinho responde tudo.</p>
<p>Depois da 77829179 pergunta, comecei a pensar se haveria algum porque, e vi um certo padrão em relação aos homens da minha vida, a cada homem que eu me envolvia, focava no que mais me incomodava para achar o próximo, não me importando com o pacote que viria junto. O que me fez chegar há apenas uma conclusão: Não há conclusão nenhuma para se chegar.</p>
<p><strong>Os homens da minha vida:</strong></p>
<p><span style="color: #993366;">1)    O primeiro</span><br />
“Ex-namorado é que nem vestido velho: Você olha depois e diz: Como eu pude sair com isso?”<br />
Esse ditado fez muito mais sentido depois do “primeiro”.<br />
O “primeiro” foi a iniciação para tudo o que veio depois. Chega até a ser emocionante relembrar tudo o que ele me proporcionou primeiro do que qualquer outro que se seguiu (que depois fatalmente fizeram um ótimo trabalho em propagar seu invejável trabalho):<br />
A primeira mentira<br />
O primeiro chifre<br />
O primeiro choro<br />
A primeira briga&#8230;<br />
Dizem que a primeira transa é inesquecível, mas na verdade o que é inesquecível mesmo é a primeira decepção.</p>
<p>Decidi então que eu queria alguém mais maduro.</p>
<p><span style="color: #993366;">2)    O mais velho</span><br />
Ele era oito anos mais velho do que eu, morava sozinho, tinha carro, trabalhava e adorava me ensinar física quando a semana de provas da escola se aproximava. Sua mãe me odiava, mas como eu não a namorava, estava cagando. Pena que ele era igual comigo, exceto pelo fato de que sim, ele me namorava.<br />
Era um namoro totalmente morno. Um não morreria pelo outro, e era perceptível que eu não passava de um enorme travesseiro fofo que consolava as mentirosas tristezas de seu passado.<br />
Um dia cansei de tanto drama mexicano e acabei sem a menor tristeza.</p>
<p>Decidi então que queria mais paixão.</p>
<p><span style="color: #993366;">3)    O apaixonado</span><br />
Minha mãe diz que meu Santo Antônio é meio desregulado. Eu digo que é completamente.<br />
Quando eu pedi “mais paixão”, obviamente pedia para os dois lados.<br />
Sabe aquela coisa bonita em que a gente vê em filme? O casal que se esbarra no mercado e se descobrem loucamente apaixonados? O menino que ama a menina secretamente e quando se declara, descobre um enorme amor por parte dela também? O casal de velhinhos juntos há 50 anos e ainda se amando?<br />
Pois é, filha, isso só existe em filme mesmo. Na vida real o casal se casa por culpa de uma gravidez precoce, se separam depois de 6 meses, e ela descobre que contraiu hpv.<br />
“O apaixonado” era um cara que parecia ter saído de um desses filmes da sessão da tarde (tirando aqueles em que os animais falam. Por Deus, esses não!). Eram abraços demais, beijos demais, declarações demais, nhenhenhes demais. Tanta coisa que comecei a adquirir uma certa fobia dele. Ele vinha com aqueles braços enormes me prender só pra ele, e eu me concentrava no meu mantra secreto: “calma que daqui a pouco tudo isso vai acabar e você estará em casa assistindo televisão”.<br />
Aprendi então que quando assistir televisão em casa é melhor do que estar com um cara, já passou a hora de terminar esse relacionamento.</p>
<p>Decidi então que queria alguém com mais amor próprio</p>
<p><span style="color: #993366;">4) O bonito</span><br />
O que não faltava nesse era amor próprio. Na verdade seu amor era tão próprio, mas tão próprio, que não havia lugar para mim naquela relação. Todo o amor girava em torno dele, e ele mesmo.<br />
Para alguém que era tão perfeito, era difícil aceitar que os outros podiam ter defeitos. Ele me fazia sentir feia, velha, gorda e burra, e antes que me sentisse pior, mandei-o tomar no meio de sua linda bunda, e depois me senti melhor do que qualquer experiência que eu tenha vivido com ele.</p>
<p>Decidi então que eu queria alguém que me tratasse bem.</p>
<p>5) O namorando<br />
O “namorando” é aquele tipo irresistível. Sabe que tem uma enorme desvantagem por ser “namorando” e por isso usa todo o charme e lábia que puder.<br />
Sempre tratando a mocinha como uma princesa. Afinal, é o mínimo que pode oferecer a alguém que não terá espaço algum em sua vida.<br />
Para mim era perfeito. Alguém que quando eu quisesse, estaria lá para me dar toda a atenção do mundo (por aquela noite, é claro.), não me importaria com as suas mentiras, e nem ele com os meus perdidos, e seríamos felizes para sempre até ele ter que atender o celular.<br />
Tivemos uma ótima relação, onde fingíamos ter alguma relação, até que um dia eles acabaram.<br />
Pareceu bem claro o que eu devia fazer, quando me peguei numa discussão com ele em que eu dizia: “Vocês não podem ter acabado!”</p>
<p>Decidi então que eu queria alguém com perspectiva</p>
<p><span style="color: #993366;">6) O não-dá-mais</span><br />
Mesmo que não houvesse perspectiva alguma, eu criaria. Eu estava apaixonada. Daquele tipo em que você passa a ter 13 anos de novo e se pega escrevendo suas iniciais dentro de enormes corações em todas as folhas do caderno durante uma aula chata. Eu tinha certeza de que havia achado o cara certo, ele é que ainda não tinha a mesma certeza, e isso ficou claro quando num belo dia chegou na minha casa, sentou na minha cadeira, fumou do meu cigarro, e então se virou e disse: “Não dá mais”.</p>
<p>[continua...]</p>
<p><strong>Corra Mary</strong></p>
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		<title>Parei de fumar</title>
		<link>http://corramary.com/parei-de-fumar/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Corra Mary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corra Mary]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou pelo menos é o que estou tentando fazer. Lembro que comecei com o cigarro numa propícia viagem a Guapi há três anos. Muita caipirinha, piscina e amigos. Por que não adquirir um vício novo? Meu primeiro cigarro fumado inteiro foi um Marlboro (marca que mais tarde virou minha preferência), mas logo após o primeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou pelo menos é o que estou tentando fazer.<br />
Lembro que comecei com o cigarro numa propícia viagem a Guapi há três anos. Muita caipirinha, piscina e amigos. Por que não adquirir um vício novo?</p>
<p>Meu primeiro cigarro fumado inteiro foi um Marlboro (marca que mais tarde virou minha preferência), mas logo após o primeiro, entrei de cabeça nos mentolados, que devo admitir, são deliciosamente malignos. Sentia-me fumando uma Halls preta, com aquele lindo e fino cigarro preto entre os dedos. Eu era um luxo de se ver, um lixo de se cheirar.</p>
<p>Já fazem 24 horas que não boto um cigarro na boca. O que para os não fumantes deve soar como piada, para os fumantes soa como tortura medieval.<br />
Vivi 18 anos sem saber o que era uma deliciosa tragada de Marlboro light, mas depois de descobrir essa iguaria da nicotina, como, COMO ficar sem meu cigarrinho logo após aquela refeição caprichada?<br />
Hoje depois do almoço, tive a árdua missão de resistir ao cigarrinho pós-almoço. Bolei um plano infalível:<br />
Como, e durmo.<br />
Parecia que não tinha como dar errado. Afinal, eu estaria dormindo e sem sentir meu corpo desejando os 4 Carltonzinhos que estão na gaveta para uma possível “emergência”.</p>
<p>Enquanto dormia parecia o plano perfeito, mas não me toquei de que uma hora, obviamente eu iria acordar. E devo admitir que meu corpo não estava nem um pouco feliz.<br />
Recomendaram chupar balinhas ou mascar chiclete cada vez que eu quisesse um cigarro.<br />
Mas a vontade de parar com o cigarro foi justamente a do dinheiro gasto com um vício tão desnecessário.<br />
Não estou disposta a largar um vício, e entrar de cabeça em outro. Sendo assim, balinhas e chicletes não me são a solução.</p>
<p>Recomendaram também tomar água sempre que a vontade aparecer. Ok, isso não faz o menor sentido e sinceramente não está ajudando em nada.<br />
Essas soluções da “psicologia moderna” só devem funcionar em drogados já altamente viciados e sem um pingo de sanidade para conseguirem perceber o quão sem sentido isso é. Certas horas a loucura pode até ajudar.</p>
<p>Espero de verdade conseguir parar. Já viram como os maços estão cada dia mais caros? Alguém finalmente ouviu minhas preces e resolveu colocar os bons cigarros (se é que isso existe) a preços absurdos, enquanto o “ministério da saúde” continua insistindo em fotinhos de pulmão de argila atrás dos maços.<br />
Alguém fazendo o favor, avisa logo que entre a possível falta de saúde e falta de dinheiro não há como discutir qual das duas é mais eficaz.</p>
<p>Corra Mary</p>
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