online poker

Arquivado em ‘Corra Mary’ categoria

ago-30-2010

Panela velha é que faz comida boa

Postado por Corra Mary

Cena: Sábado de manhã, a mocinha liga para a amiga e conta do mocinho que conheceu na noite anterior.
O mocinho mais novo que a mocinha, diga-se de passagem. O que quer dizer que, dependendo da idade, a mocinha pode se gabar, ou dependendo da idade também, pode começar a pensar em abrir uma creche.

- Amiga, conheci um cara ontem.
- Mas o que aconteceu com o… o… Qual era o nome dele mesmo?
- O falecido? Sabe que já nem lembro mais!? Enterrei como indigente.
- Ah, claro. Conheceu esse novo aonde?
- Ontem numa festinha na casa da Marcia.
- A Marcia fez festa? E nem me chamou? Vadia!
- Não, não. Era festa do irmão dela. Os pais viajaram, e a Marcia pegou cachumba, então quem deu festa foi o irmão.
- O irmão da Marcia? Aquele que comia areia quando fomos pra Buzios? Quantos anos ele tem? 10?
- Ai amiga, isso tem anos. Hoje em dia o irmão dela já tem pelos no saco.
- Não vai me dizer que você viu o saco do irmão da Marcia!?
- Não! É só modo de falar. E pare de ser tão dramática. Acho que estou apaixonada!
- E o que ele fazia nessa festinha pré-adolescente?
- Ele é amigo do irmão da Marcia. Não é demais?
- Sim, é demais. Demais pra você. Tá louca? Quantos anos ele tem?
- Faz 18 semana que vem.
- Amiga, você tem quase o dobro da idade dele.
- Assim você me ofende. Não tem nem um mês que fiz 32.
- E ele sabe disso?
- Claro que não.
- Imaginei.
- Disse que tinha 19. E aliás, esses creminhos da Renew funcionam que é uma beleza. Ele acreditou.
- Mas que idiota.
- Não é perfeito?
- Muito.
- Estou tão empolgada.
- Que bom que alguém está.
- E quem não estaria?
- Talvez familiares que ainda pagam mensalidade escolar.
- Não seja ranzinza. Além do que, a idade não faz tanta diferença assim.
- Não quando se tem 40 e o cara 30. Já pensou que quando ele estava nascendo, você já menstruava?
- Isso quer dizer que tenho que aproveitar antes da menopausa.
- E não tinha outro jeito de aproveitar?
- Tenta me escutar calada, pode ser? Daqui a pouco ele ta acordando e vou ter que desligar.
- ELE DORMIU AÍ??
- Ele fala durante a noite. Uma gracinha!
- E os pais dessa gracinha sabem que ele está aí?
- Daqui a pouco vou levá-lo em casa. Não se preocupe.
- A minha preocupação é com você.
- Sou maior de idade e vacinada. Sei o que faço da minha vida.
- Mas ele não! E eu juro que se você aparecer sendo procurada no jornal da tarde, eu ligo pro Disque-denuncia.
- Aliás, você não pode falar tanto de mim. Não foi você que saiu com aquele carinha de 17 anos na nossa viagem pra Blumenau?
- A gente tinha 20 anos! E ele era emancipado!!
- Calma, Dona-não-me-julgue! E olha, ele tem uma pegada, uma puxada de cabelo que aiii… Você devia estar animada por mim!
- Que ótimo, amiga. Até semana que vem ele desloca seu pescoço ou arranca seu magahair. Uhulll, animação!
- Ele é tão fogoso, tão quente, cheio de vontade. Quer toda hora!
- Isso se chama puberdade.
- Acredita que ele nem sabia colocar uma camisinha? Tive que ensinar e hmmm… Nem reclamei!
- Ok, é melhor parar agora com os detalhes sórdidos antes que eu desista de por filho no mundo.
- Amiga, você anda estressada demais. Dizem que isso é falta de sexo. Quer que eu veja se ele tem algum irmão ou primo pra te apresentar?
- Obrigada, mas prefiro paqueras que completaram o ensino médio.
- Amiga, preciso desligar agora. Mais tarde passo na sua casa e a gente conversa, pode ser?
- Eu não estou em casa.
- Hmmmm… Acho que alguém mais tem coisitas para contar!!
- Não seja boba. Não dormi em casa, ué. O que tem demais nisso?
- Nada. Apenas que você não me contou.
- Desculpe.
- E então…?
- “E então” o que?
- Não vai me contar?
- Precisamos mesmo falar disso?
- Somos melhores amigas desde o maternal, óbvio que precisamos.
- Tá. O que quer saber?
- Tudo. Onde conheceu? Como ele é? Quantos anos? O que ele faz?
- Ele é amigo do meu pai, careca, 72 anos e aposentado.
-…
- Vamos fingir que essa conversa nunca aconteceu.
- E nunca mais falaremos disso.
- De ambas.
- Fechado!

Se você gosta do CorraMary vote para o blog virar livro:


ago-23-2010

O chefe tarado

Postado por Corra Mary

Arrumar emprego novo é sempre bom. Com salário dobrado em comparação ao antigo então, nem se fala. Você já chega na animação, dando bom dia efusivamente e sorrindo para qualquer um que cruze seu caminho. Nada te abala. Acordar às 6 da manhã se torna prazeroso, e o caminho para o trabalho é repleto de campos floridos e vacas malhadas imaginárias. Você não entende o porquê de tantos rostos tristes e amuados no metrô, chega à estação dando high five com o policial, e quando chega no trabalho quase beija a moça do café.

É muita empolgação para um ser humano só, você está quase enfartando de tanta felicidade, e tem a certeza que nada poderá estragar aquele momento de pura vitória.
Bem, isso até seu chefe tentar beijar você.

Era meu primeiro dia de trabalho. Estava me controlando para não parecer empolgada. Era quase a reencarnação da Lady Di, com gestos calmos, sorriso bondoso e olhar candido. Sentava cruzando as pernas e apoiava as mãos suavemente em cima do joelho, falava com a minha voz mais doce e tinha a risada mais delicada do bairro.
Ou seja, tudo o que eu não sou.

O dia ainda estava começando, quando meu chefe me chamou em seu escritório. Pedi licença, peguei o elevador e enquanto subia as escadas até a cobertura, dava umas curtas paradinhas, para não chegar transpirando feito um porco e ofegante feito a sedentária que eu, de fato, sou.
Consegui chegar ainda linda, bela e seca. Entrei, no final da sala, sentado em sua mesa, parecendo um sultão, estava o meu chefe.
Ele apenas disse: – Encosta a porta.

Essa pobre menina que vós falais, pura, ingênua, virgem e imaculada (ok, exageramos um pouquinho), encostou a porta e se sentou na beira da cadeira em frente à mesa.

- Você está precisando mesmo trabalhar?

Normalmente, me viriam de imediato duas respostas à mente:
A) Óbvio. Se não estivesse, não estaria aqui.
B) Não, estou não. To aqui só porque adoro acordar ás 6 da manhã para trabalhar das 7 ás 7, voltar no metrô lotado sendo encoxada por um vagão inteiro de trabalhadores suados, enquanto seguro forte a minha bolsa pra nenhum deles me roubar, chegar em casa, cochilar enquanto tomo banho devido ao cansaço e terminar minha noite comendo comida congelada em frente a TV, aproveitando meus 40 minutos de Jornal Nacional, que será a única coisa que terei durante a semana que de alguma forma se assemelhará há algum tipo de entreterimento, mesmo que seja com o tiroteio que aconteceu num bairro que eu nunca irei passar na minha vida.

Reprimi meus instintos e limitei-me a responder um simples “sim”.

- O que está achando até agora?

- Estou gostando bastante.

- Vejo muito futuro para você aqui. Nossa conexão foi instantânea. Escolhi você pela entrevista, por essa química que eu tive com você. Acho isso muito importante num trabalho, e saiba que para trabalhar aqui, você tem que confiar em mim, e eu em você. Posso confiar em você?

Estava começando a ficar desconfortável naquela situação toda, minha vontade era de me teletransportar para qualquer lugar que não fosse aquela sala.

Imaginando que assim seria logo liberada, respondi mais uma vez um simples e dessa vez desconfortável “sim”.

Ele se levantou e eu me aliviei, achei que fosse me dar um aperto de mãos, um tapinha nas costas e… Ok, eu sou uma retardada.

Meu chefe chegou perto de mim, segurou meu rosto com as duas mãos e… É com extremo nojo que escrevo isso: Tentou me beijar!

Enquanto via aquele rosto cheio de rugas se aproximando, vi passando um filme da minha vida em minha mente. Não tinha mais de dois segundos para decidir qual a melhor opção para sair da melhor forma daquela situação, e eu mesma poderia duvidar disso, mas naqueles segundos ridículos, consegui refletir em mais coisa, do que havia refletido nas últimas semanas:

Que idade esse cara deve ter? 70? 75? Eu nunca beijei um cara com mais de 35 anos. E ainda meu chefe! Que absurdo, eu devia processar esse cara. Vamos então cogitar essa hipótese. Primeiro de tudo: preciso de provas e… Bem, quais eu tenho? Ok, a idéia do processo está descartada.
Meu Deus, será que para trabalhar aqui, tem que beijar o chefe? E sendo assim…  Não pode ser! Será que todas as outras que estão aqui, se enroscam com esse velho safado?
Com essa boca murcha aí aposto que ele baba, feito o velho babão que é, durante o beijo. E nem sei por que ele quer beijar uma menina de 20 e poucos anos cheia de disposição. Daria conta do depois? Duvido! Aliás, aposto que o bilau nem sobe mais.
Ai, Marina, que visão do inferno. Para! Para de pensar no bilau do chefe.

Bem, voltando ao raciocínio, só tenho duas opções:
A) Não beijar
B) Beijar
Não beijando, eu poderia estar botando em risco meu emprego. Mas que sem dúvida alguma, não me pagariam os anos de psicólogo que me seriam necessários para apagar o trauma que tal experiência causaria em mim.
E beijando, eu teria que conviver com essa tal experiência.
Optei por não beija
r.

Livrei-me daquelas mãos cheias de veias altas e azuis do meu rosto, e a minha única vontade naquele momento era de tacar álcool e fogo na minha própria cabeça para conseguir não me sentir tão suja. Era como se ele, com o toque, tivesse me contaminado com toda sua escrotisse. Por motivos óbvios, essa idéia foi eliminada de imediato.

Pensei em dar um tapa na cara daquele sem vergonha. Mas era fato que ele já passara dos 70 anos, e não seria nada difícil dele cair duro no chão encarpetado e eu ter de acabar enfrentando um perrengue por ter matado meu chefe. E em nenhuma situação, enfrentar um perrengue por matar alguém, pode ser considerado fruto de uma idéia no mínimo “boa”. Também desisti dessa.

Virei o rosto, e saí pela porta. Voltei a minha mesa e fiquei tentando entender o que acabara de quase acontecer. Decidi-me não sair do emprego, e bolei meu plano maquiavélico de levar o celular no bolso para gravar às vezes em que fosse a sua sala.

Passei as duas semanas seguintes tentando descobrir onde era o gravador do meu celular.

Numa quinta feira, fui chamada novamente a sua sala. E enquanto subia as escadas até sua sala, ia me arrependendo mais e mais por não ter baixado o manual em PDF do meu celular.

- Encosta a porta, por favor. Sente-se.
Sentei sem falar nada.
- Acho que você não está precisando trabalhar.
- Estou sim.
- Não é o que parece. Sabe quantas eu eliminei para botar você na vaga? Mais de 80 candidatas.
- Hm
- Você pode ganhar bem mais aqui. Só depende de você.
- Hm
- Você quer ganhar mais?
- Quero. Mas dinheiro a gente trabalha e faz.

Durante alguns segundos ele permaneceu apenas sentado, olhando para a minha cara e em seguida me liberou.
Desci as escadas com o orgulho nas nuvens, mas o cuzinho apertado de medo. Pronto, fudeu, perdi meu emprego!

Algum tempo depois, outra funcionária me chamou em sua sala e tentou me beijar. Não, mentira, ela apenas me “dispensou”.
Peguei minha bolsa, me despedi de todos e tive a volta de metro pra casa mais feliz do que qualquer novo emprego poderia me proporcionar. Nem me incomodei com as encoxadas.

Se você gosta do CorraMary vote para o blog virar livro:


ago-20-2010

Vendedoras

Postado por Corra Mary

Certa vez vi uma lista das pessoas menos confiáveis do mundo. Segundo estudos de cientistas que não tem nada melhor para estudar, os Advogados estão em primeiro lugar. E numa outra lista, dos mais confiáveis, os bombeiros estão em primeiro. Sendo assim, você se sente mais a vontade para chamar o bombeiro pra tirar o seu gato da árvore, do que o advogado pra fuder com seu ex-marido. Ok, justo, seu gato sempre cagou na caixinha de areia, quanto seu ex-marido cagou no relacionamento inteiro.

Não sou uma pessoa muito odiosa (há quem duvide), não tenho nada contra advogados, e nem tão a favor de bombeiros assim, mas há um tipo de pessoa que eu realmente odeio: Vendedoras de loja.

Um passeio sem compromisso no shopping só é tranqüilo, até você entrar na primeira loja. Querendo comprar algo, ou não, a vendedora da vez, irá tentar te vender até a mãe, mesmo que você tenha entrado apenas para perguntar onde fica a praça de alimentação.

- Oi, posso te ajudar?

- To só dando uma olhadinha.

- Fica a vontade. Meu nome é Vanessa.

(sorrisos)

- Essa blusa é linda, né?

- Na verdade estava olhando justamente esse rasgo nela.

- Ah, querida, isso não é um rasgo. Ela é assim mesmo.

- Rasgada na frente?

- Sim, última moda em Paris.

- Não me lembro muito das pessoas andando com os peitos de fora em Paris.

- Ok, essa blusa não faz muito o seu tipo. Mas já viu essa calça aqui? Verde limão, ta muito em alta.

- Ah, bem…

- Você pode ainda usar com um desses 23 tops da nossa coleção. Chegaram ontem também essas 11 jaquetas, esses 16 cintos, e essas 58 sandalinhas. O bom é que todos combinam entre si, e levando todos, você pode variar de acordo com o humor e a ocasião.

- Eu entrei na verdade para…

- A gente divide em até 10 vezes.

- O que eu to querendo dizer é que…

- Compras a cima de 500 Reais tem 5% de desconto.

- Entendi, mas, olha…

- Se não gostar de verde limão, tem também nas cores azul turquesa, amarelo ovo e vermelho sangue.

- Eu…

- Pagando em débito automático, a nossa gerente dança o Cancan.

- Eu não tenho cartão, e além do mais…

- Não tem problema. No cheque, ganha uma encoxada do nosso segurança. Ô Fátimaaa, manda o Luiz descer!!

- Eu to com horário no cinema.

- Cinema? Porque não falou antes? Nossa loja dá desconto na compra da balinha sabor peixe boi da lanchonete do cinema.

- Obrigada de verdade, mas preciso ir.

- Sem antes ver nossa coleção de lenços?

- Errr…

- É rapidinho, e aproveita que eles estão em promoção. Só R$ 37,00. Ou pode parcelar em 3 vezes de R$ 18,00.

- Essa conta não faz muito sentido.

- Gostei de você, é esperta. Te faço um super desconto. Levando essa bolsa de apenas R$560,00, leva um lenço de graça.

- Vanessa, pelo amor que você tem a qualquer coisa que você ame muito no mundo, me deixa ir embora!

- Não precisa ser grossa. Pode ir embora à hora que quiser.

- Ótimo.

- Você volta depois, né?

Se você gosta do CorraMary vote para o blog virar livro:


ago-20-2010

Vote no Corra Mary no 2º Prêmio Blogbooks

Postado por Corra Mary

Caros amigos, eu poderia estar enviando spamm, eu poderia estar tirando a roupa na webcam, eu poderia estar te tremendo no msn, mas só peço humildemente o seu voto.

E como sabem, quem vota uma vez, vota duas, três… cinquenta e sete, setenta e três, etc.

Bom, sem brincadeiras, é o seguinte: O blog está concorrendo ao 2º Prêmio Blogbooks, e precisa do maior número de votos possíveis.
Os blogs mais votados, iráo concorrer em sua categoria para virarem livro.

Então espalhem para a mamãe, o papai, o irmão, o tio do amigo do primo do seu avô e toda a sua lista do msn.

A votação vai até o dia 12/09 e pode votar quantas vezes quiser. Para votar, basta clicar no banner abaixo:

Não vou terminar o post com frases de efeito, tipo “conto com vocês”, mas considerem nas entrelinhas.


ago-17-2010

Timão Barbudo

Postado por Corra Mary

Amiga, estou morrendo de saudades, mas espero que você aproveite suas férias ao máximo, e como combinado, prometo te contar tudo o que está acontecendo por aqui.
Volta logo porque você faz uma falta enorme!

Sexta-feira:

Você não vai acreditar, queria te contar pessoalmente e ver sua cara de espanto, mas não vou conseguir segurar até você voltar: Fiquei com o Carlos!
Pois é, depois de quase dois anos sem vê-lo, nos encontramos e consegui me lembrar do porque saía com ele: O sexo.

Já foi tirando a minha roupa do corredor mesmo, e você sabe como homem é apressado e nunca tira nada por completo. Já queria começar com a minha calcinha no joelho, a blusa na cabeça e o sutiã num dos braços. Com a agilidade que só uma não-virgem aprende ao longo da vida sexual, consegui me despir por total ao mesmo tempo que despia ele.
Foi bom como sempre, mas um pouco estranho também, acho que ele foi com muita sede ao pote. Achava que meu clitóris era campainha, e bateu tanto na minha bunda que me fez sentir um cavalo de corrida.

Depois de duas horas, como se lesse meus pensamentos, ele foi embora. Quase me senti na obrigação de pagá-lo.

P.s.: Usamos camisinha sabor hortelã. Que não fez a menor diferença, afinal, quem é estranho o suficiente para chupar um pau com camisinha?

Sábado:

Sei que esse comentário não é dos mais humildes, mas devo ser muito gostosa mesmo. Porque, amiga, a saudade que o Carlos estava devia ser tanta, mas tanta, que estou sentindo ela até agora. Acordei hoje com a Grace Kelly inchada. Parece um hamburguinho!

Domingo:

Amiga, estou começando a ficar preocupada e acho que terei que interditar a Disneylandia por tempo indeterminado. Se o Carlos queria que eu não o esquecesse, conseguiu, porque a dor que tenho sentido pra fazer um simples xixi, me faz xingar toda a sua geração.

Segunda-feira:

Fui hoje ao médico. Estou com uma coisa chamada candidíase. Parece que é um fungo. Ai, amiga, que nojo. Um fungo, já logo imaginei a minha Grace Kelly que sempre foi tão bonitinha, cheirosinha, saudável e rosinha, com cogumelos saindo dela.

Ele me passou três remédios, que aliás foram caros pra dedéu, me levaram embora quase 100 contos. Olha, se os homens soubessem o trabalho e o dinheiro que a gente gasta para literalmente dar algo saudável à eles, eles passariam o sexo todo só agradecendo.

Segundo ele, não é uma DST, o que me aliviou, mas como o Carlos foi tão selvagem em cima da minha pobre e delicada Grace Kelly, pode ter contribuído bastante.

Homem é foda mesmo, não faz o trabalho direito nem quando é só como instrumento sexual.

P.s.: Vou comprar um vibrador.

Terça-feira:

Amiga, se algum dia eu já te dei algum conselho que disse ser importante, esqueça e guarde apenas esse:
Nunca, em hipótese al-gu-ma, procure qualquer doença que tenha a possibilidade de você estar, no Google imagens.
Estou traumatizada!

P.s.:Esqueça o vibrador, vou procurar um psicólogo.

Quarta-feira:

Acho que os remédio não estão fazendo efeito, passei a noite sem calcinha, parecendo um frango assado, com o ventilador em cima da Grace Kelly.

Uma amiga me sugeriu comprar um tal de Barbatimão. Parece que é uma casca de árvore e que cura Candidíase. Ri da cara dela, né? Vou passar casca de árvore na Grace Kelly toda mimada à Dermacyd?

Quinta-feira:

Ai, amiga, não vale a pena.
Passar por isso, por homem, não vale a pena. Não mesmo!

Porque não fiquei quietinha naquela sexta? Porque não fiquei dormindo? Porque não fui jogar buraco com a minha vó? Porque simplesmente não fiquei no completo tédio?

Isso não é um fungo, é um demônio!

P.s.: Depois que isso passar, fazer xixi será uma nova experiência. Nunca fui grata por isso, mas acredite, deveríamos todos ser.

Sexta-feira:

Devo admitir, eu me rendi à medicina alternativa. Estava tão desesperada que fui em busca desse Barbatimão, procurei por todas as lojinhas verdes que eu achei, mas fui encontrar mesmo numa casa de macumba em baixo do meu prédio. Na caixinha dizia “Ameniza os sofrimentos”. Comecei a ganhar confiança aí. Porque se fosse para dar um nome à minha atual condição, certamente seria “sofrimento”.

Cheguei em casa e antes mesmo de tirar os sapatos, fervi a água e deixei as cascas de molho. Alguns minutos depois, me vi na cena mais deprimente da minha vida: Estava no banheiro, de cócoras em cima de uma panela, dando banho tcheco de chá de árvore de macumba na Grace Kelly.

Sábado:

Por incrível que pareça, subestimei demais essa casca de árvore. Comprei por menos de dois Reais e funcionou melhor e mais rápido que os remédios que quase me custaram um órgão.
Acho que vou virar uma daquelas naturebas, que se alimentam de luz e passam o dia por aí cantando Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare, Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare.

Mas e você amiga, alguma novidade para contar?