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	<title> &#187; Pedro</title>
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		<title>Trivial demais</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você não acompanhou a minha intensa jogada de marketing de ir propagandear em todos os sites de relacionamentos, de prometer dinheiro e ipods a quem me ajudasse, de assassinar blogueiros que estavam criando blogs no mesmo dia que eu, não tem problema. Eu vim até aqui, com a graciosa permissão da Marina, para falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você não acompanhou a minha intensa jogada de marketing de ir propagandear em todos os sites de relacionamentos, de prometer dinheiro e ipods a quem me ajudasse, de assassinar blogueiros que estavam criando blogs no mesmo dia que eu, não tem problema. Eu vim até aqui, com a graciosa permissão da Marina, para falar sobre o “voo da andorinha loira solitária” ou, sem lirismo, meu blog solo. O chato de falar “blog solo” é que parece “carreira solo” e atribui uma importância que eu não tenho. Então vou falar sobre meu blog individual, fica bem menos Beyonce.</p>
<p>Endereço:</p>
<p><a href="http://trivialdemais.blogspot.com/">http://trivialdemais.blogspot.com</a></p>
<p>É um blog que fala sobre as besteirinhas do cotidiano. Bem, é justamente o que eu fazia aqui. Seria muito estranho se eu saísse do Corramary, adotasse o pseudônimo “Rato Decomposto” e começasse a escrever sobre zoofilia e suicídio. O natural é que continuasse a mesma coisa.</p>
<p>Comunidade:</p>
<p><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98370366">http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98370366</a></p>
<p>Se você tem Orkut, não custa nada entrar na comunidade do blog. Porra, é só ver essas comunidades mongóis das quais você faz parte. A minha é inofensiva!</p>
<p>Bom, é só isso que eu peço. Que vocês me sigam, entrem na comunidade, sigam o blog e entrem nele TODOS OS DIAS. Não é muito, vai?</p>
<p>Ah, e continuem enchendo o saco da Marina para escrever. Sabe o que vocês podem fazer? Criar um tópico na comunidade do Corramary e dar dicas de assuntos sobre os quais a Marina poderia escrever (acho que ela vai me bater).</p>
<p>Beijos!</p>
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		<title>O segundo dia mais gay da minha vida</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 04:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu juro pelas paredes do meu intestino que eu não queria elaborar um texto sobre esse episódio. Eu sempre tive a mania de escrever alguma coisa engraçadinha depois que me acontece uma coisa chata / degradante. Foi assim com a menina que esfregou na minha cara, mas eu não percebi porque tenho problema mental (&#8220;Papando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu juro pelas paredes do meu intestino que eu não queria elaborar um texto sobre esse episódio. Eu sempre tive a mania de escrever alguma coisa engraçadinha depois que me acontece uma coisa chata / degradante. Foi assim com a menina que esfregou na minha cara, mas eu não percebi porque tenho problema mental (&#8220;Papando uma mosca varejeira&#8221;); e com a menina que me deu um toco saindo correndo pela rua (&#8220;A curiosa vez em que Deus se vingou de mim&#8221;).</p>
<p>Em um dia em que deveria ter ficado jogando Uno com a minha avó, fui pra uma festa com pessoas moralmente incríveis e questionáveis. Era semi à fantasia, pois nenhum convidado destoava por estar com ou sem roupinhas ou apetrechos normais ou fantasiosos. As músicas eram razoáveis &#8211; ora desciam ao inferno (funk!), subiam prum hip hop inofensivo, chegavam ao topo com uns roquinhos e desciam tudo de novo depois.</p>
<p>No meio dos festejos, olho para uma menina que estava fantasiada de Pocahontas. Pensei &#8220;isso lá em casa ia ter muito trabalho&#8230;&#8221;, mentira, pensei &#8220;clarearia o filho dela, mas pelo menos lhe daria olhos azuis&#8221;, mentira de novo, apenas pensei &#8220;porra, bonitinha essa Pocahontas, hein? Puta que pariu, se tivesse músculos, chegaria agora!&#8221;. Ela passou e eu continuei a dar atenção à única fêmea que jamais me abandonou: a cerveja.</p>
<p>Fui dançar, pois danço muito, quando vi uma outra garota, só que vestida de mulher gato, com uma roupa coladinha. Imediatamente me veio à mente: &#8220;pega esse chicote e bate no meu lombo, gostosa&#8221;. Na verdade foi assim: &#8220;Obrigado Deus, por existirem as calças de ginástica. E obrigado mais ainda pelas mulheres que as usam sem sentir vergonha nem complexo de observação por nossa parte&#8221;.</p>
<p>Procurei saber dados da Mulher gato e descobri que na faculdade ela tem apelido de heroína da Disney (lembrando que a Pocahontas, a outra, nessa hora está em outra dimensão que não saberia detalhar agora). Soube também que a Mulher gato havia terminado um namoro há pouco tempo. Isso me debilitou a alma, afinal, sou expert em ficar com meninas que voltam para os ex (&#8220;Esse texto não tem graça&#8221;). Só que o pior não era isso, a constatação que meu amigo fez foi mais desanimadora ainda e ajudou a tacar algumas pás de cal nas minhas segundas intenções:</p>
<p>- Ela é ex-namorada daquele negão ali, oh. Ele faz vale-tudo. Mas ele é legal!</p>
<p>Legal? Quero ver ele sendo legal me vendo ficar com a ex dele. O cara faz vale tudo, meu Deus, imagina ele puto da vida?</p>
<p>- Ei rapaz, fiquei chateado com a sua atitude! Mas que índole ruim, é um puta vacilo, meu!</p>
<p>É, seria exatamente assim&#8230;</p>
<p>Enfim, além disso, imaginei que eu, na minha posição pélvica ordinária, só poderia ser a ÚLTIMA pessoa a se envolver com uma menina que acabou de terminar com um negão de vale tudo. Porra, sai o negão e entra o Pedrinho? Ela teria um vazio existencial sem precedentes. Eu não gostaria de estar por perto.</p>
<p>A festa foi se encaminhando até que eu esbarrei com a Pocahontas do início do texto. Retirei um assunto ridículo do fundo de mim e fui falar com ela:</p>
<p>- E aí? Quer uma cerveja, um cigarro, um aperto de mão, um abraço&#8230;?</p>
<p>- Não, eu não fumo nem gosto de cerveja.</p>
<p>- (vaca filha da puta, vai ser mal comida assim na puta que te pariu) beleza (vira pro lado e finge que ela não existe, Pedro!).</p>
<p>- Fumar mata, sabia?</p>
<p>- É, eu sei (ih, vai puxar papo agora, é? S2&#8230; Não! S2 é o cacete!)</p>
<p>Conversamos bastante mas não deu em nada. Pegamos nossos contatos virtuais e começamos um chove não molha de 40 dias e 40 noites. Um dilúvio para a minha angústia e uma oportunidade única para jogar a minha mais fina retórica fora. Tenho plena noção de que eu pari e pari o máximo de originalidade que poderia sair de mim. A gente se deu muito bem, até que ela me chamou para irmos a uma festa no 13º pior lugar do Rio de Janeiro (as duas Mariuzzins estão antes, o necrotério também, claro): Cine Lapa.</p>
<p>Fui para lá já sabendo que seria um desafio no mínimo interessante: era uma festa gay. A fila era gigante e eu mastigava na cabeça os prós e contras daquela noite, mesmo sem tê-la vivido ainda:</p>
<p>- Vai ser vergonhoso se ela não quiser, meu Deus&#8230;</p>
<p>Lá dentro, como era de se esperar, não houve sequer uma discussão, uma briga, pois os gays são uma fração evoluída do nosso mundo. Se eles vão para a festa, eles vão festejar, nada mais coerente. Eles vão lá para também, quem sabe, arranjar um amor. Um deles, inclusive, queria que o amor fosse eu:</p>
<p>- Pedro, meu amigo está interessado em você&#8230;</p>
<p>- (Porrete, que merda de hétero sou eu para entrar numa festa gay e dar esperança para os outros? Bem, pelo menos alguém se interessou, até que eu não sou de todo mal&#8230; Deixa eu ver se o cara é bonito&#8230; Que isso, Pedro? Tá maluco?) Bem, pede desculpa para ele, cara. Diz que eu sou hétero.</p>
<p>A musicalidade continuou alta, todAs nós dançando Lady Gaga, Beyonce, Madonna e mais uma caralhada de divas. Eu já bebendo cerveja meio nervoso reparando que o meu approach não estava evoluindo como esperava. Fui ao banheiro meio apreensivo, com medo de que alguém quisesse meu amor por lá também, mas nada aconteceu.</p>
<p>Na volta, ganhei alguns sorrisos carinhosos e parti para o ataque. Aquilo ali seria tipo desfile de escola de samba: você se prepara por semanas e semanas para o dia decisivo. Aí você perde e fica com ódio. E foi exatamente o que aconteceu, perdi e fiquei com ódio. É claro que não um ódio dela e da festa. Era ódio só dela mesmo.</p>
<p>Arranjei uma desculpa para ir embora que não convenceria nem a Madre Teresa de Calcutá, mas também estava pouco me fudendo. Saí, comprei um cigarro varejo, pois seria minha forma de extravasar silenciosamente, uma vez que nem havia fumado na noite (se você fuma, vai perceber que minhas intenções foram nobilíssimas), e fui pra casa com um micro sorriso brotando na cara.</p>
<p>- Sai, sorriso, não vou escrever sobre essa porcaria de dia.</p>
<p>-</p>
<p>-</p>
<p>-</p>
<p>Bom, resolvi escrever um texto gigantesco para ter bastante coisa pra ler na minha despedida do blog. Eu, assim como Justin Timberlake, vou seguir carreira solo. O nome do meu blog vai ser www.corrapedro.com, que vai ser a melhor forma de chupar o sangue da Marina e homenageá-la ao mesmo tempo. Mentira, ainda não tem nome, mas vocês saberão (vou pagar 10 reais para quem retuitar meu link, vocês vão ver).</p>
<p>Fiquem sabendo que a minha separação com a Marina aconteceu da forma mais terrível possível. Ela me odeia e vai pedir pensão para o resto da vida (estou fudido). Aliás, acho bom que você leia logo tudo porque a qualquer momento ela vai deletar esse post (enquanto ela não modificar a senha, eu reposto o texto, não se preocupe). É sacanagem, foi tudo tão pacífico que até pareceu que ela não queria mesmo que eu fizesse mais parte do blog (ahahah, brincadeirinha, Mary).</p>
<p>Obrigado pelos 1338 comentários que o blog recebeu até hoje. Eu devo ter recebido uns 500 desses. Dos 500, acho que só uns 2 ou 3 foram escrotos (é a dor de se lembrado do pior jeito), uns 30 inúteis, de pessoas que não sei se existem, e o resto foi sensacional. Valeu mesmo! E obrigado para a Marina, por ter me chamado para participar desse adorável espaço.</p>
<p>Beijos e até mais ver!</p>
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		<title>A magia das Tvs de ônibus</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 05:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje eu peguei o 572 e me assustei com a modernidade presa ao lado do cobrador. Era uma tela imensa, mais alta do que larga, com uma definição incrível, design arrojado, e cores, muitas cores pulando fora dela para a gente ver. Era simplesmente mais uma Tv de ônibus: em dado momento alguém teve uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu peguei o 572 e me assustei com a modernidade presa ao lado do cobrador. Era uma tela imensa, mais alta do que larga, com uma definição incrível, design arrojado, e cores, muitas cores pulando fora dela para a gente ver. Era simplesmente mais uma Tv de ônibus: em dado momento alguém teve uma ideia “jeniau” e reparou que TUDO o que faltava na vida de um passageiro de ônibus é justamente uma fonte riquíssima de entretenimento, já que conforto e segurança havia de sobra&#8230;</p>
<p>Parece novo, mas já podemos presenciar uma batalha entre Tvs de ônibus: tem a Bus Tv, que me parece ser a pioneira do ramo, uma espécie de TV Tupi sobre 8 rodas (quantas rodas tem um ônibus?); a “Bus”, que, se não tiver esse nome, foda-se, quem mandou não mostrar a marca direito?; e uma terceira, que é a mais incrível, pois tem como slogan algo como “a única Tv sem som para o seu conforto!”.</p>
<p>Não sei se seu pai é um magnata das telecomunicações e dos transportes, e resolveu juntas as coisas, assim como se junta feijão com sorvete. Mas, se for, manda ele para puta que o pariu. Mentira, peça desculpas para ele, e explique que essa iniciativa ainda não deu certo: as três TVs são tão escrotas, que eu rezo para o ônibus passar pela frequência da CNT, só para o nível melhorar. E convenhamos que a CNT só é melhor do que a TV Anel e a TV Jesus.</p>
<p>Por quê?</p>
<p><strong>Bus TV</strong> – Ela predomina nos ônibus da Real: aqueles amarelinhos, cujo principal representante é o demoníaco 179 (“um–sete-nove” e não ”cento e setenta e nove”. Já reparou que alguns a gente diz número por número e outros a gente fala por extenso? O nove-nove-meia e o quinhentos e onze não me deixam mentir).</p>
<p>É uma Tv para quem tem tempo de sobra, daqueles que vão de um ponto final ao outro. Rolam umas charadas que demoram uns 5 minutos para dar a resposta (haja suspense); o horóscopo é fragmentado na programação, então se você lê Áries na Central, só vai conseguir ler Libra em São Conrado, uma tortura. Além disso, nela você pode ver os mais variados clipes&#8230; Eu disse “ver”, porque não dá para ouvir. Supostamente ela tem som, mas o motor do ônibus tem absurdamente mais.</p>
<p><strong> Bus (ou outro nome secreto) </strong>– É a que está instalada na São Silvestre (a que eu vi hoje no 572). Essa reparou bem na lerdeza da Bus TV e resolveu fazer ao contrário – é uma Tv hiperativa. É tanta a rapidez que você não vai conseguir ler o que está escrito, a menos que você seja aluno (a) do professor Xavier.</p>
<p>São vários blocos como o Bus Gastronomia &amp; culinária, que sempre dá toques sobre alimentação. Num deles dizia que o excesso de alho na comida pode causar&#8230; Bem, não sei, porque não consegui ler até o final. Assumo que fiquei curioso. Alho demais deve deixar a pessoa fedorenta e com algum problema no sangue. Talvez seja uma Tv com convênio com o Google, porque é fato que eu vou procurar o que acontece quando uma pessoa tem overdose de alho.</p>
<p>E o mais engraçado é que tem um chamariz “a Bus informa você”, mas deveria ser diferente: “A Bus informa você (parcialmente)” ou “A Bus informa você?” ou “A Bus informa você (só se você tiver uma puta duma leitura dinâmica)” ou “A Bus informa e o Papai Noel presenteia você”. É complicado, o negócio já começa nadando na mentira.</p>
<p><strong>TV Sem som (ou “TV assumo que não sei o nome”) -</strong> Essa está ligada à Saens Peña, pois sempre tenho o prazer inenarrável de vê-la no 410. Como já disse, essa se tocou de que não dá para ouvir porra nenhuma no ônibus, então executa uma série para ser entendida mesmo sem som. Aliás, eu imagino que seja uma programação para você viajar dentro da sua viagem, uma vez que a programação é uma compilação de vídeos viajandões. Nela você encontra pessoas correndo, cachoeiras, imagens da cidade, pássaros voando, na mesma linha das imagens de arquivo do “Fala que eu te escuto”. Eu vejo e consigo imaginar uma voz no meu ouvido “Você acredita em milagres? Deus está perto de você&#8230;”.</p>
<p>Enfim, de qualquer forma, é impossível relaxar com essas imagens, porque o retardado esqueceu a seta do Windows bem no meio da tela. Sim, tem uma seta inerte no meio da “programação”. Por mais que você tente relaxar, sempre vai ficar uma parte sua lutando para que a seta suma da sua frente, não dá. Se você fumar uns três cigarros do capiroto, talvez consiga alguma coisa.</p>
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		<title>A Mariuzzin e a Casa da Matriz</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 16:21:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí, pessoal? Vamos falar mal delas? Certa vez no passado escrevi que lutei contra todos os prognósticos e fui para a Mariuzzin  de Copacabana: um lugar essencialmente brega e perigoso por vários aspectos: - Você pode apanhar simplesmente por estar acompanhado de uma menina. É que ela despertou ares reprodutivos tão fortes em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí, pessoal? Vamos falar mal delas?</p>
<p>Certa vez no passado escrevi que lutei contra todos os prognósticos e fui para a Mariuzzin  de Copacabana: um lugar essencialmente brega e perigoso por vários aspectos:</p>
<p>- Você pode apanhar simplesmente por estar acompanhado de uma menina. É que ela despertou ares reprodutivos tão fortes em um Zé buceta bombado que ele vem disposto a te bater. Ele vai te bater, tomar um toco da sua acompanhante e, possivelmente, bater nela depois. Aí sim ele é convidado a se retirar educadamente pela sentinela da galeria.</p>
<p>- Os drinks matam da mesma forma que as pedrinhas brilhantes de Césio 137 fizeram em Goiânia na década de 80. O primeiro drink tem gostinho de frutas, é levinho. O segundo, teoricamente igual, tem urina de alcoólatra e chumbo em pó. Você tropeça sozinho no banheiro, meu amigo! Sua alma dá um looping dentro de si!</p>
<p>- As músicas são os drinks em formato de som. A combinação dos dois causa trombose no cérebro. Se alguém disser que é viciado na Mariuzzin, procure urgentemente um psiquiatra como se fosse procurar um Narcóticos Anônimos pro teu amigo viciado em cocaína.</p>
<p>Saí de lá pensando com carinho nas nights roquenrol do meu Brasil varonil. Mentira, eu estava bêbado demais para isso (afinal, eu tinha 2 lagoas azuis, ou 7% do álcool da Terra no meu estômago). Mas vou te contar que esses lugarzinhos hipe master cools são muito esquisitinhos também.</p>
<p>No terceiro dia do vigente ano (se você está lendo o texto em 2017, o vigente ano é 2010. Bom saber que você está lendo, os maias não mataram a gente) resolvi exalar meus hormônios dançarinos na Casa da Matriz. Lugar bacana, com uma quantidade infindável de meninas que, de tão limpas e bonitas, parecem lavadas a Pinho Sol sabor Cherry Dolls, e rapazes que nem de longe parecem os bombados suados e com limitações intelectuais da concorrente leske. Até aí, uma graça. Uma higiene digna do palácio de Buckingham.</p>
<p>Só que lá também tem muita coisa esquisita. A Mariuzzin tenta te matar, mas não é por querer, sabe? Ela te serve um drink com tesão de vaca justamente para que você espalhe seu amor na pista, se divirta, tenha filhos, seja feliz. A Casa da Matriz me parece mais desonesta. Os donos, parlapatões malandróticos, fixam o horário de corte para desconto: meia-noite. Levando em consideração de que uma lata de cerveja lá dentro é mais cara do que uma garrafa aqui fora, é óbvio que as pessoas não vão chegar antes das 22 horas.</p>
<p>Até aí tudo bem, o que me irrita é que você chega à fila, e ela engorda como um chouriço gigante até que as sentinelas mandam:</p>
<p>- Um atrás do outro.</p>
<p>Pensei que fosse uma piada para descontrair o ambiente, porque se a fila chouriço chegava ao final do quateirão, a fila “um atrás do outro” iria até o final do bairro. Era muita gente estilosa junta, elas precisam se olhar.</p>
<p>Outra coisa irritante é quando você está extenuado no chouriço, pensando se realmente vale à pena gastar toda a sua energia vital para pagar cerveja cara, e aparece um furador de fila. Se ele furar atrás de mim, eu já fico puto, se for na frente, não consigo me segurar.</p>
<p>- Ééééé&#8230; Depois reclamam dos políticos&#8230; Falam que são corruptos. Mas pagar propina pra policial, ultrapassar o sinal vermelho, furar fila&#8230; Essas coisas são corrupção também. O congresso é uma mostra da nossa sociedade, a gente é tão desonesto quanto.</p>
<p>O puto continua impassível. O que me resta é torcer para que ele tenha diarreia lá dentro. Porque ao sair de casa, todos são muito cheirosos e maquiados, mas o banheiro é digno do boteco do seu Prachedes, ali perto do Sambódromo, onde há um mictório só para os ratos. A Vigilância Sanitária agradeceria!</p>
<p>A fila não anda, passa da meia noite e todo mundo paga mais caro. Nota 10. Isso porque a sentinela-mor prende a fila para mostrar para quem passar que a night lá dentro está bombando. Ou seja, acompanhe o raciocínio:</p>
<p>- Você vai pagar para entrar, pagar para consumir, fica uma hora na fila suando e estragando a maquiagem poker face, passa do horário e acaba tendo que pagar mais ainda. Ou seja, pagamos MAIS CARO justamente porque estamos servindo de propaganda pros transeuntes. Não era pra ganhar um desconto bacana pelo trabalho feito?</p>
<p>Além disso, odeio gente que nasceu com sangue azul ou que é peixe de alguém lá dentro, que entra a hora que quer porque é amiga do DJ, vai se fuder! Isso é muito escroto.</p>
<p>Tudo que é demais faz mal. Políticos de extrema esquerda ou direita são igualmente ditadores; comidas doces ou salgadas demais fazem mal à saúde; pessoas inteiramente castas ou ninfomaníacas têm parafuso a menos; A night lesk e a night cool me mostraram que ambas conseguem ser absolutamente insuportáveis quando querem. É uma pena!</p>
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		<title>Assassinos de nome fofo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 16:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[A história mundial é caprichosa, salpica a cronologia com bastante sangue e dengo, uma controvérsia bélico-fonética difícil de descrever. Houve, nos idos dos anos 70, um ditador cambojano que possuía uma convicção sanguinolenta e uma maldade minuciosa que chegava a dar medo. Ele, comuna bizarro, tinha um grupo guerrilheiro chamado &#8220;Khmer Vermelho&#8221; (Semioticamente, esse vermelho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história mundial é caprichosa, salpica a cronologia com bastante sangue e dengo, uma controvérsia bélico-fonética difícil de descrever.</p>
<p>Houve, nos idos dos anos 70, um ditador cambojano que possuía uma convicção sanguinolenta e uma maldade minuciosa que chegava a dar medo. Ele, comuna bizarro, tinha um grupo guerrilheiro chamado &#8220;Khmer Vermelho&#8221; (Semioticamente, esse vermelho é de comunismo, não de hemácia) que, numa paranoia convulsiva, resolveu tolher qualquer resquício de intelectualidade em seu país. Destruiu as universidades, transformando-as em chiqueiros (literalmente), matou praticamente todo mundo que gritou &#8220;ai&#8221; contra ele. Quem pensou &#8220;ai&#8221; morreu também, diga-se de passagem.</p>
<p>O governo dele, sem um puto no bolso, fazia fila com os pobres-diabos na hora da execução. Uma bala para atravessar o máximo de gente possível, uma grande economia. Quando não havia fuzis, o negócio era saco plástico: era menos rápido do que um projétil, mas para matar sem pressa era um adianto. Quando não havia saco plástico, eles usavam a criatividade &#8211; estraçalhar crânios jovens em troncos de árvore, por exemplo.</p>
<p>Estima-se que entre 25% e 40% da população cambojana tenha morrido nos quatro anos em que ele ficou no poder. Dos mais de dois milhões de mortos, grande parte foi assassinada. A outra morreu em decorrência de trabalhos forçados e doenças. Ou seja, se esse massacre se desse de forma igualitária em todo o território, é bem possível que cada cambojano que não morreu arcasse com a tristeza de chorar por quem não tivesse a mesma sorte.</p>
<p>Talvez você saiba que eu estou falando de Pol Pot. Sim, um dos caras com o maior débito com Deus que a história já viu, tem nome de Fox Paulistinha, de Poodle. Tudo bem que seu inimigo número 1, o general Lon Nol, também tinha um nome gostoso de se falar. Mas acho que Lon Nol (um palíndromo, se você reparar) não matou ninguém. Na verdade, Pol Pot se chamava Saloth Sar, outro nome neném, mas resolveu mudar para um nome super comum na época, sei lá, acho que para rolar mais empatia com o povo. Acho que se eu fosse um cambojano, nem se ele tivesse o nome da minha mãe, eu ia gostar dele.</p>
<p>Como uma pessoa com esse nome pôde matar tanta gente? O curioso é que muitos outros ditadores, cujo principal ofício era finalizar vidas, tinham nomes mimosos como o de Pol Pot.</p>
<p>Idi Amin (Uganda) &#8211; Torturou e matou quase 300 mil.</p>
<p>Mao Tsé-Tung (China) &#8211; Suas perseguições e torturas levaram mais de um milhão de chineses para o céu (O que me traz a dura constatação de que o Céu também está entulhado de chinês&#8230; Merda!).</p>
<p>Pinochet (Chile) &#8211; Responsável pela morte de 3 mil opositores e pela tortura de 30 mil pessoas que deram bom dia depois das 12 horas.</p>
<p>Stalin (União Soviética) &#8211; Há quem diga que ele matou 12 milhões de pessoas.</p>
<p>Fanatismo, paranoia, maldade, sangue frio, loucura&#8230; O que passa na cabeça de gente assim? Só sei que graças a essas barbáries, perdemos nomes lindos, afinal, quem se arriscaria a dar nome de assassino pro filho ou pro cachorro?</p>
<p>Não pensem em Hitler. O nome dele não era nem um pouco fofo.</p>
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		<title>Listas</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 22:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certa vez, estava tomando uns birinaites com a rapaziada num bar. Bem, parece que eu só faço isso da vida, né? Não é verdade, mas é só isso que eu faço com gosto e alegria. Estávamos conversando sobre besterinhas diversas, quando meu amigo lista os quatro animais favoritos dele. Não estou muito lembrado sobre qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, estava tomando uns birinaites com a rapaziada num bar. Bem, parece que eu só faço isso da vida, né? Não é verdade, mas é só isso que eu faço com gosto e alegria. Estávamos conversando sobre besterinhas diversas, quando meu amigo lista os quatro animais favoritos dele. Não estou muito lembrado sobre qual era o contexto, acho que falávamos da minha paixão por pôneis com cabelos lisos nas patas. É que uma amiga, sabendo desse meu ardor pelos cavalos anões, disse entusiasmadamente que bricou com um pônei numa viagem que fizera uns dias antes.</p>
<p>Tudo bem, eu gosto de pôneis. Mas esse assunto trouxe à tona uma lista dos quatro animais favoritos do meu amigo, e isso é muito mais estranho. A primeira coisa esquisita é o número que ele escolheu para compor a lista. Por que não três, para ficar tipo um pódio? Por que não cinco, que traz a confortável sensação de coesão? Números bons de ranking são três, cinco, dez, cem, mil, sei lá! Números com propósito, sabe? Quatro é uma circunstância no meio do caminho. Você não usa todos os dedos da mão, entende? Tudo bem, o Lula usa, mas ele é presidente, estou falando de seres normais.</p>
<p>A outra coisa louca é: por que alguém faz uma lista dos animais favoritos? Ele estuda engenharia química, nada que passe nem perto de veterinária, biologia&#8230; Ele não tem animais de estimação, talvez só um peixe (que eu não considero animal de estimação &#8211; se não dá para fazer carinho, não serve pra nada). Resumindo, ele arranjou uma brecha na matrix para poder elaborar uma lista de QUATRO animais favoritos. Parece bobeira, mas isso me deixou perplexo no momento.</p>
<p>Vou te falar que eu não lembro ao certo quais bichos eram. Se não me engano era macaco, cachorro, elefante e cavalo. Eu fiz uma de sacanagem, que continha pônei (com cabelos lisos nas patas, senão não serve), girafa, albatroz e gato. Na verdade, eu nunca vi um albatroz, mas com um nome desse é difícil não respeitar.</p>
<p>Mas essas aves gigantes e com ótimos nomes (albatroz, cegonha, pelicano, valotrina &#8211; mentira, esse último eu inventei) são legais só na teoria. Eu creio que meus animais favoritos sejam gato, cachorro, pônei e o meu irmão. Vou botar apenas quatro porque, embora ache absurdo quantificar assim, vou respeitar o autor do modelo.</p>
<p>Listas são pêndulos que viajam entre o extremamente útil e o totalmente desnecessário. Eu lembro que eu tinha uma lista dos meus pokemóns favoritos (você é perfeito, né? Só gosta dos filmes do Selton Melo, né? Seu cool&#8230;), esse é um exemplo de lista inútil. Aqui em casa, nós temos uma listagem de alimentos funcionais, para melhorar cada vez mais a nossa saúde. Esse é um outro exemplo de lista inútil, porque a gente nunca come o que está lá. É pura encenação.</p>
<p>Mas, por falar em comida, lista de compras é de pura utilidade. A menos que você seja milionário ou gênio, é sempre bom ter tim tim por tim tim o que você vai comprar, se não você esquece algo ou compra coisas demais. A lista telefônica é, ou era, bastante útil também. Fica a dúvida porque ninguém mais usa as telelistas&#8230;. Acabou-se a época glamurosa em que catávamos o número das nossas amadas nas listas amarelas (ruiva, boquinha de veludo, artista do sexo, 23&#8230;&#8230; anos! Não centímetros), hoje em dia é tudo na internet, está tudo aberto para quem queira ver.</p>
<p>Tem também as mais ou menos úteis, como a lista de convidados de um aniversário. Primeiro porque, a menos que você faça a festa em Guantánamo, SEMPRE vai haver pelo menos um penetra. Segundo porque quando fazemos uma lista de aniversário, nos sentimos os donos do mundo&#8230; A gente acha que é capaz de incluir absolutamente todas as pessoas do Hemisfério Sul na lista, o que é uma grande besteira porque se nem de todas as 438 pessoas do orkut você gosta, imagina do Hemisfério Sul todo?</p>
<p>No entanto, a lista mais inútil do século é aquela que fazemos em dezembro, as famosas resoluções de ano novo. Ano que vem eu vou parar de fumar, entrar na academia, me dedicar mais à faculdade&#8230; Nesse momento, um trovão ecoa no céu: é Deus rindo da sua cara. É aquele tipo de lista em que toda a dedicação de que precisamos acaba justamente no exato momento em que terminamos de botar as resoluções no papel. A vida continua a mesma coisa e o símbolo de mudança que o ano novo traz dura uma semana. Que beleza: mais um ano fumando, cheio de banha e levando a faculdade nas coxas.</p>
<p>Obs.: Vaporeon, Squirtle, Kakuna, Charizard e Pikachu. Merda, não dá para listar só quatro!</p>
<p>Feliz ano novo!</p>
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		<title>Azar no amigo-oculto</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 03:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano dobra a última esquina entrando no mês derradeiro, momento em que sempre acontece a mesma coisa – há milhares de dezembros, alguma força interior embute nas nossas cabeças previsíveis as mesmas sensações de sempre: Que esse verão vai ser o mais quente de todos – se o Aquecimento global fosse embasado na nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano dobra a última esquina entrando no mês derradeiro, momento em que sempre acontece a mesma coisa – há milhares de dezembros, alguma força interior embute nas nossas cabeças previsíveis as mesmas sensações de sempre:</p>
<ul>
<li>Que esse verão vai ser o mais quente de todos – se o Aquecimento global fosse embasado na nossa crença, a Terra já teria derretido</li>
<li>Que o tempo está passando cada vez mais rápido – acho que é culpa da pós-modernidade (quando não houver culpado aparente, recorra à pós-modernidade, aos alimentos transgênicos ou ao demônio. Sempre funciona!).</li>
<li>Que amigo-oculto só serve para gastar dinheiro com presente bom e ganhar presente ruim – Essa história é muito esquisita, afinal, se pelo menos você levou um presente bom, alguém tem que se dar bem. É que nem falar que os guarda-chuvas caem num buraco negro&#8230; Não é possível que a mística do mundo se resuma aos guarda-chuvas.</li>
</ul>
<p>E vou te contar que, sem querer maquiar o clichê em que eu estou me metendo, o verão vai ser quente pra caralho; o tempo realmente está passando rápido pra caralho e eu só me fodo em amigo-oculto. Desculpe os palavrões.</p>
<p>Em 1992, tive meu primeiro amigo-secreto. Havia tirado Ana Claudia, uma menina por quem eu não era apaixonado (deveria ser um monstro, porque eu me apaixonava por todas as meninas ao mesmo tempo). Provavelmente minha mãe também achava Ana Claudia um trubufu, pois ao vê-la, pensou em comprar um estojo de maquiagem.</p>
<p>Na hora da roda, os presentes iam sendo entregues, mas eu só conseguia reparar em Warley. É porque nessa época, eu também me apaixonava pelos meninos. Mentira, é que ele estava com um embrulho mínimo, quase 2D, na mão. Pensava “será um cartão?”, “Será uma luva de pelica especial para tocar piano?”, “Eu só tenho seis anos, como tenho mentalidade para falar sobre luva de pelica?”. Bem, a brincadeira foi chegando ao final, quando um aluno indigno de registro tira o Warley e lhe dá um imenso helicóptero dos Comandos em Ação (só um rapaz sabe o que é a emoção de ganhar um helicóptero dos Comandos em Ação. É tipo você menina ganhar o Box com a série completa de Gilmore Girls, sacou?).</p>
<p>Warley guarda o gigantesco helicóptero no cu (mentira, era só o que eu gostaria), ou melhor, guarda atrás dele. O helicóptero era tão imenso que, dependendo da perspectiva com a qual você olhava para ele, você imaginava que uma criança do jardim III conseguiria entrar nele. Warley, papelzinho numa mão, presente na outra, olha para mim e começa a falar. Nesse momento, eu rezava “por favor, eu não, eu não, eu não”, mas nada adiantou. Ele me chama e eu vou buscar o presente. Chuta o que era:</p>
<p>a)      Um vale compras no valor de 1.500 cruzeiros (1992, meu amigo!).</p>
<p>b)      Um cartão de crédito sem limites.</p>
<p>c)       Uma passagem para o Beto Carrero World.</p>
<p>d)      Uma escova de dente amarela com a cara de um palhaço na ponta.</p>
<p>Se você chutou opção D, meus parabéns. Quando abri o saquinho e tirei a escova, minha cara de bunda foi tão evidente, que eu conseguiria fazer um comercial de supositórios só mostrando o rosto. Não estou me queixando do presente, escovas de dente são úteis, importantes para a nossa saúde, piriri parará pororó. Só achei uma injustiça tremenda.</p>
<p>Sentei, dei o caralho do estojo de maquiagem para a feia da Ana Claudia e amaldiçoei internamente o Warley. Não sei por onde eles andam até hoje.</p>
<p>Feliz Natal</p>
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		<title>Mulheres sofrem</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 18:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E isso não tem nada a ver com menstruação. Nem gravidez. Mulheres sofrem porque elas possuem seios, bundas, coxas, umbigos, piercings neles, rostos e uma substância invisível que desperta sentimentos de pura sodomização na cabeça dos machos que cruzam por elas. Você mulher passa por homens quaisquer (velhos, novos, abnegados, eruditos, carecas ou pentecostais) com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E isso não tem nada a ver com menstruação. Nem gravidez.</p>
<p>Mulheres sofrem porque elas possuem seios, bundas, coxas, umbigos, piercings neles, rostos e uma substância invisível que desperta sentimentos de pura sodomização na cabeça dos machos que cruzam por elas. Você mulher passa por homens quaisquer (velhos, novos, abnegados, eruditos, carecas ou pentecostais) com a convicção de que ele vai pensar que quer te comer, não é verdade? Pois é, se você for bonita, desculpe a grosseria com as menos abençoadas, é fato que eles realmente vão pensar. Se você for razoável, cai para 70%, mas ainda assim é um belo dum contingente.</p>
<p>Deve ser esquisito conviver com isso. Se olhar esquentasse, as bundas de todas vocês já estariam bem passadas.</p>
<p>Tenho uma amiga que, por acidentes catacômbicos das relações humanas, já foi minha namorada. Hoje em dia temos vaselina na alma suficiente para conversarmos sobre questões que ex-namorados não conversam usualmente. Ela me conta das paradas dela – sem grandes detalhes, afinal, minha alma está vaselinada, mas não é um cu – e eu conto das minhas.</p>
<p>Ela tem o malogrado talento de atrair toda a sorte de tarados para si. Eu fui um deles. Mentira, estou falando de tarados mesmo, daqueles que mijaram o superego acidentalmente e perderam por completo a noção do bom senso. Porque uma coisa é um cara que quer te comer, outra é aquele que te mostra isso sem nem saber seu nome e da forma menos atraente possível. Mostrar seu pinto para uma moçoila não vai despertar paixão alguma. Será que as pessoas acham que filme pornô é baseado em fatos reais?</p>
<p>Pois é, mostrar as vergonhas. Essa amiga estava num ponto de ônibus esperando uma condução para ir sabe Deus onde. Ao lado dela tinha um tarado sistemático, daqueles que desenvolve todo um método para te taradear, um ardil para te pegar com calças curtas:</p>
<p>Tarado &#8211; Quando passar o 47, me avisa?</p>
<p>(Ah! Estamos em Niterói. Lá é uma cidade mágica em que os ônibus só têm dois números; os museus voam e os fornicadores elaboram planos complexos).</p>
<p>Ela – Aviso.</p>
<p>O piruzento se afasta sorrateiramente, talvez para ter uma visão melhor dela. Alguns minutos e ônibus dispensáveis depois, o maluco grita:</p>
<p>- E aí!? Passou meu ônibus?!</p>
<p>Quando ela vira para responder, o tarado está praticando o ato mais rudimentar de amor-próprio no meio da calçada. Uma, desculpe o palavreado, punheta que a fez correr chorando para casa (agora me diga, isso lá é a função da masturbação? Assustar as pessoas? Se fosse, o Lobo Mau se masturbaria vestido de vovozinha).</p>
<p>Vale lembrar que esse cara era de uma cordialidade fora do normal. Sorriso sincero, simpatia exalando pela orelha, normalidade total aparente.</p>
<p>Noutra vez, essa mesma amiga pegou uma van para vir ao Rio. Creio eu que nossas vidas ainda eram entrelaçadas amorosamente, afinal, lembro-me remotamente de falar “você tem certeza de que ele estava se masturbando do seu lado?” enquanto ela se expressava em choque. Sim, um cara também se amando, só que do ladinho dela na Van. Quem já andou de van sabe que ali não há espaço para nada além de respirar e olhar para os lados. São coxas e ombros se esfregando durante uma hora. Há quem ache isso extremamente excitante, talvez o caso do rapaz que estava do lado dela.</p>
<p>Houve também uma ocasião em que ela foi ao banheiro da faculdade para tirar a gigantesca porção de urina de dentro de si (a bexiga feminina é uma caixa d’água, não é possível). O bloco estava vazio, pouquíssimas pessoas vagando pelos corredores. Foi lá ela marota fazendo seu xixi na tranquilidade que pede uma necessidade fisiológica. Quando ela olha para cima tem uma cabeça observando, cabeça essa que some e sai correndo (suponho que ela tenha pernas). Restou terminar de urinar e ver se tinha algum filho da puta correndo. Não achou. O cara é tipo um fantasma punheteiro do 1º andar, algo com um quê de Harry Potter, sei lá.</p>
<p>Essa minha amiga tem uns 154 centímetros. É de uma feição pueril flagrante, embora já esteja com seus 21 anos. Ela é um exemplo bizarro de que nós homens somos uns monstros. Eu, mais hétero do que um touro reprodutor (foi uma piada, mas é verdade), abdico dos meus prazeres só para pedir que todas vocês virem lésbicas. Nós não merecemos vocês.</p>
<p>-</p>
<p>-</p>
<p>-</p>
<p>Se bem que 98% dos homens têm um tesão maior ainda em lésbicas. 99% em lésbicas se pegando&#8230; É melhor ficar como está.</p>
<p>Eu faço parte do 1%. Primeiro porque eu não tenho dois pirus. Segundo porque, mesmo que tivesse, arranjaria um motivo duplo para ser ignorado. Se lésbicas não gostam de um piru, que dirá de dois.</p>
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		<title>Doismilidose</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 15:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fofocas maias, atravessadas pelos milhares de anos, não dizem outra coisa: nos fuderemos em conjunto em 2012. É um presságio encravado nos anais do calendário deles, aliás, calendário esse que já deve ter acertado alguma coisa na humanidade, porque é inegável que eles têm uma bela duma credibilidade. Um exemplo fatídico é que essa profecia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fofocas maias, atravessadas pelos milhares de anos, não dizem outra coisa: nos fuderemos em conjunto em 2012. É um presságio encravado nos anais do calendário deles, aliás, calendário esse que já deve ter acertado alguma coisa na humanidade, porque é inegável que eles têm uma bela duma credibilidade. Um exemplo fatídico é que essa profecia não soa canastrona que nem as do Nostradamus, que não passa de um velho safado cheio de teoria da conspiração na cabeça doente.</p>
<p>Mesmo defendendo os caras, não estou dizendo que dá para acreditar nisso. Estou só falando do espetáculo. O ser humano tem verdadeiro tesão pela tragédia – tiroteios, ônibus pegando fogo, sequestro em rede nacional&#8230; Se o microcosmo em caos já excita as almas, imagina o planeta inteiro?</p>
<p>Eu não consigo conceber na mente como seria se o mundo desse provas concretas de que ia para o saco. Primeiro porque o espaço entre o primeiro aviso cabalístico (sei lá, um terremoto bolado, ou o céu ficar vermelho, ou ter uma nuvem de gafanhotos malignos e carnívoros cobrindo as cidades&#8230;) e a destruição total pode ser de um dia ou um ano. Então ferrou, não dá para fazer planos, entende?</p>
<p>Se bem que fazer planos para o fim dos tempos é um contrassenso abissal. Mas de qualquer forma, todo mundo já pensou no que faria se houvesse o fim dos fins. E em toda lista tem alguma coisa sexual, porque está na essência do ser humano pensar e fazer putaria (pensar mais que fazer). Uma orgia; uma história mínima de sexo com alguém que te envergonha; liberar os anseios em público&#8230; Sei lá, mil opções, além, claro, das resoluções cristãs, familiares e fraternais&#8230; Você lista seus compromissos para morrer sem a sensação de missão incompleta, groso modo falando.</p>
<p>E é engraçado que a iminência da morte te desperta esse dever de faturar as contas pendentes. Algo que nem passa pela nossa cabeça quando temos a vida toda pela frente (vida toda = <strong>duas horas</strong>, se você for um cara bastante azarado; <strong>um século</strong>, se você for tão azarado quanto). Mas eu entendo isso. As pessoas não fazem loucuras quaisquer dignas de “estou com prazo pra ver Deus” normalmente pelo simples motivo de que seria uma puta queimação de filme. Iam achar você maluco.</p>
<p>- Celso! Que surpresa, o que você está fazendo aqui?</p>
<p>- Amanda, eu viajei 500 km só para dizer que te amo&#8230;</p>
<p>- Celso&#8230; Você sabe que eu sou casada&#8230; É melhor você ir embora&#8230;</p>
<p>Se fosse o fim dos tempos, Amanda e Celso se entenderiam às escondidas, afinal, ela ainda se lembra dele com carinho desde quando eram namorados. Além do mais, Ricardo, o marido de Amanda, também estaria carimbando suas resoluções com Fátima, então está tudo certo. Quem é Fátima?</p>
<p>- Mãe, obrigado por tudo&#8230; Te amo muito. Você foi essencial na minha vida.</p>
<p>- Que isso filho? Tá louco?</p>
<p>Se estivesse chovendo prego do céu, mãe e filho se abraçariam e chorariam a valer.</p>
<p>Bom, eu realmente espero que o mundo não acabe em 2012. Tudo bem que seria uma sensação espetacular e medonha presenciar a destruição total, e eu posso até dar a sorte de sobreviver com cerca de 10 meninas da minha idade e assumir a missão de repopular a Terra (aham, até parece que Deus me escolheria para isso). Mas acho que vai ser tão legal quanto ver de perto a Copa do Mundo e as Olimpíadas aqui no Brasil, a diferença é que eu não vou morrer depois de acompanhar o espetáculo.</p>
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		<title>Papando uma mosca varejeira</title>
		<link>http://corramary.com/papando-uma-mosca-varejeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 00:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedro]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2005, eu era um rapaz que passava por profundas mudanças estéticas. Foi nessa época em que mudei de sexo e passei a me chamar Pedro. Antes era conhecida por Ângela e era profundamente insatisfeita por ter uma vagina. Mentira. Eu, que sempre fui homem (acredite), comecei 2005 com cabelo grande, que chegou a bater [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2005, eu era um rapaz que passava por profundas mudanças estéticas. Foi nessa época em que mudei de sexo e passei a me chamar Pedro. Antes era conhecida por Ângela e era profundamente insatisfeita por ter uma vagina. Mentira. Eu, que sempre fui homem (acredite), comecei 2005 com cabelo grande, que chegou a bater no ombro, uma autêntica autoafronta. Não sei o que estava querendo provar deixando o cabelo crescer (talvez os limites incopreensíveis do mau gosto&#8230; Ou estava provando só o gosto da solidão mesmo), só sei que tive uma bela (jeito de falar) estopa no meu cocuruto por muito tempo. Sempre quando acordava, era um suplício, tinha que tomar banhos complexos, passar cremes das mais duvidosas procedências (pré-banho, com enxague, sem enxague, com mais ou menos enxague, pós-banho&#8230;), era infernal.</p>
<p>E eu assumo que eu não cortava a juba porque tinha preguiça&#8230; São nesses momentos que a gente entende por que preguiça é um pecado capital.</p>
<p>Bem, resolvi cortar e tive um salto de qualidade. Saí do horrível para o normal. E normais, quando são gente boa, vez ou outra se dão bem, não é verdade? Pois é, foi o que aconteceu comigo. Ou melhor, o que ia acontecer comigo se eu não tivesse papado uma mosca varejeira real africana (<em>Africanus varejerus).</em></p>
<p>Entrou, no meio desse ano de 2005, uma menina bonita de morrer no meu cursinho. Ela, cujo nome não seria prudente revelar, é loira (acho que é farmacêutico, mas isso não embaça sua beleza), tem um rosto fino, sorriso divertido e altura perfeita. Nosso primeiro papo foi meio estranho, porque foi ela quem puxou:</p>
<p>- Você toca algum instrumento?</p>
<p>- Toco você se quiser, minha tchutchuca&#8230;</p>
<p>Mentira, eu jamais daria uma resposta dessa sóbrio. Ela realmente havia perguntado se eu tocava alguma coisa. Isso porque ela afirmou ter visto uma palheta na minha carteira no exato momento em que eu a abria para tirar um tostão. Pensei &#8220;que freak essa menina, que visão de águia&#8230; Que rosto lindo, ai ai&#8221;.</p>
<p>Começamos a conversar sobre as coisas mais belas da vida (quando se começa a falar sobre as coisas mais belas da vida, a parada não pode dar certo) e estabelecemos ótimas conexões. Viramos bons colegas, mas eu nunca tinha tentado nada, porque imaginei que ela jamais fosse querer alguma coisa com um réles bunda como eu, que um diria escreveria em blog com coelhinhas da playboy estampadas &#8211; não dá para respeitar.</p>
<p>Foi quando rolou uma festinha da nossa amiga, e toda a rapaziada estava presente: Trombeta, Mescalina, Gravata, Geleia, Hamburger, Zé Buceta, Espirro, Antônio Costa Prachedes de Almeida, eu e ela&#8230; Bem, usei nomes fictícios para evitar o constrangimento público (embora só o Mescalina leia o blog de vez em quando. Bruno Miranda, você é o Mescalina, beleza? Tô contando aquela história ridícula da festa da Ana Paula).</p>
<p>A musicalidade rolava solta, os esqueletos balançavam, as pessoas tiravam fotos, e os birinaites batiam no estômago como pantufas em museus &#8211; um primor absoluto. Tudo estava muito divertido, e eu na minha, contando as piadas nos momentos certos, mas sem pretensões. Aí eu tirei uma foto com a minha amada e foi fofinho, porque dei-lhe um abraço mais intenso do que aquele que o figurino pedia. Ela deve ter notado que eu, mesmo sem mostrar muito, estava cheio de maldade. Mas aquela maldade bem tímida, pois não estava nos meus planos chegar nela.</p>
<p>Para espanto meu, ela também estava de maldade.</p>
<p>Depois de terminar a latinha de cerveja (eu estou sempre bebendo, que cachorro alcoólatra), levantei para pegar outra, mas minha amada faz um pedido.</p>
<p>- Balu, pega a minha máquina fotográfica?</p>
<p>Ou melhor, já que eu sou eu, e não preciso preservar meu nome:</p>
<p>- Pedro, pega a minha máquina fotográfica?</p>
<p>- Onde ela está?</p>
<p>- Na minha bolsa, lá no quarto (No quarto escuro, bem escuro e sensual).</p>
<p>Saio da sala, virando à esquerda, no corredor. Antes, dou uma olhadela no espelho, pois sabia que tiraria fotos com ela quando voltasse para a sala. Entro no quarto e a bolsa está lá, em cima da cabeceira, pronta para ser aberta por um estranho. Enquanto estou procurando a porra da máquina fotográfica, ouço passos atrás de mim. Era a minha amada na porta&#8230; Tudo escuro, só a luz de onde a festa estava rolando dizia que era ela.</p>
<p>- Pegou a máquina?</p>
<p>Eu, malandro que sou, com a máquina na mão, só que dentro da bolsa:</p>
<p>- Estou procurando.</p>
<p>Aí ela veio, sentou do meu lado e eu perguntei:</p>
<p>- Vamos tirar uma foto?</p>
<p>Ahá!</p>
<p>Nem preciso dizer o que aconteceu, né?</p>
<p>A gente tirou fotos&#8230; Literalmente.</p>
<p>No dia seguinte, o Mescalina pergunta para a minha amada:</p>
<p>- E você e o Pedro, hein!? Rola um clima, né?</p>
<p>- Ah, pô, dei o maior mole ontem pra ele e ele não aproveitou&#8230;</p>
<p>Poderia soar injusto, mas a menina, linda e divertida, praticamente me dá uma emboscada no quarto escuro &#8211; um avanço do poder feminino &#8211; e eu procedo cheio de infância na mente. É de doer o coração. Ela estava inteiramente coberta de razão.</p>
<p>Foi uma mosca que eu papei e que ficou engasgada na minha alma por muito tempo. De vez em quando tenho pesadelos em que uma máquina digital começa a me xingar e a me perseguir gritando &#8220;otááário!&#8221;. Menos Pedro, não exagera.</p>
<p>Obs.: A menina NUNCA mais me deu sequer um mole, embora continuasse legal. O divertido é que depois ela começou a namorar um Pedro. Maneiríssimo saber que, dependendo dos desmandos cósmicos, o Pedro poderia ter sido eu.</p>
<p>Obs 2.: Até hoje eu sou profundamente zoado pelo viado do Mescalina. Graças a Deus eu não sou o único a fazer merda na vida, então tenho moeda de troca.</p>
<p>Obs 3.: Se você tiver saco para ver como as coisas na vida se entrelaçam, dê uma olhada nos comentários do texto &#8220;Sorte no jogo, azar no resto&#8221;. Tem um comentário do Mescalina (Bruno) que não me deixa mentir.</p>
<p>Obs 4.: As fotos que eu e a minha amada tiramos até hoje estão no meu computador. Mas as pessoas jamais verão.</p>
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