Corra Mary
04 jun 2012

Relacionamentos por livre e espontânea pressão

Duas pessoas se conhecem, há interesse mútuo, a vontade de estarem um ao lado do outro vai crescendo cada vez mais, quando se dão conta já estão transbordando de amor.
Sempre imaginei que relacionamentos começassem assim, que essa era a única maneira de ter alguém ao lado e que só assim se construía amor, companheirismo e óbviamente felicidade, mas recentemente me deparei com um outro tipo de relacionamento: os que só acontecem depois de muita pressão.

Tenho um amigo que só foi assumir um relacionamento depois de 9 meses saindo com a menina.
Uma amiga que precisou insistir no mesmo cara por 2 anos, para finalmente ser elevada à categoria de namorada. Categoria essa, que só durou 6 meses.
Conheci também um casal que não andavam de mãos dadas na rua, não se apresentavam como namorados, não trocavam carinhos em público, mas dormíam todas as noites juntos e se comportavam como um casal normal em casa ou em lugares fechados na presença de amigos íntimos. Esse casal me intrigou muito e quando perguntei ao amigo que tinha em comum sobre a relação deles, soube que o motivo por não terem ainda oficializado era porque ele a considerava muito feia e tinha vergonha dela. Fiquei chocada, fiquei revoltada e depois fiquei com nojo. Alguns anos já se passaram desde o meu primeiro contato, mas soube que nada mudou entre eles, ainda estão na mesma situação e ela ainda insiste e tem esperanças de ser finalmente valorizada e de um dia evoluírem para um relacionamento sério, sem que precise permanecer escondida nas vergonhas daquele rapaz imaturo, inseguro, e claro, completamente babaca.

Independente do exemplo, o que todas as histórias tem em comum é uma pessoa tentando ganhar o prêmio máximo (a outra pessoa) não por ser a melhor opção, mas por ser a única. A única opção a insistir por tanto tempo, a única opção a fazer de tudo para aquela pessoa, a única opção a aguentar tão pacientemente a espera desse convencimento emocional. Será mesmo que amor pode ser gerado por pressão? Será que é possível convencer o amado à amar de volta?

A tática se baseia no “acabar virando”. O que o pressionador quer não é necessariamente o amor, mas apenas a outra pessoa, de qualquer jeito, com qualquer sentimento, com qualquer intenção. Seja amando ou não, o importante é ter a pessoa. E do outro lado, o pressionado acaba cedendo à pressão não porque deu valor àquela pessoa, não porque descobriu que a ama, mas por ser conveniente e comodo diante à situação dos dois.

Há outro fator também que todas as histórias tem, ou terão em comum: a forma como elas acabam.
Todo mundo quer se apaixonar, todo mundo quer se sentir embriagado de amor, todo mundo quer estar com a única pessoa que gostaria de estar, e o que acontece é que relacionamentos que começaram por livre e espontânea pressão, chegam ao fim, quando o pressionado encontra alguém que desperta, ou com possibilidades de despertar, essa paixão nele. O comodismo vai por água abaixo quando há a possibilidade de um amor fresquinho, saindo do forno, na porta ao lado.

O pressionador prefere não pensar nessa possibilidade, acha que algo prenderá o outro, talvez os anos de luta, o amor oferecido ou a lealdade, mas aqui vai uma verdade: Não importa o quanto você ofereça ao outro. Se ele não te amar de volta, mais cedo ou mais tarde, ele irá embora.

Não existe uma receita para ser amado. Não existe uma fórmula matemática, cada pessoa se apaixona por determinadas características, de determinadas pessoas, o amor ou é ou não é, simples assim. E quando não é, não há santo, não há prova, não há convencimento que mude isso.

Postado por Marina | Categorias: Contos, Marina
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15 mai 2012

Síndrome de cachorro

Quando você foi embora hoje de manhã eu enfiei a cabeça no travesseiro e durante os minutos que levaram até você bater a porta, eu fui a pessoa mais triste dessa manhã de terça-feira.

Um cachorro quando vê o dono saindo de casa sempre acha que ele o está abandonando, por mais que ele tenha a mesma rotina todos os dias é o que o cachorro pensa. E tente entender, estou com síndrome de cachorro. Desespero-me todas as manhãs quando você se levanta e vai em direção ao banheiro e eu já sei qual será o resultado final: você vai me abandonar.
Mesmo que por algumas horas, mesmo que por menos de um dia, mesmo que você volte para o jantar, você vai me abandonar. Sei que no final do dia você vai voltar, mas e enquanto você não volta?

Tente entender, é síndrome de cachorro adotado. Cachorro que já teve muitos donos, muitas casas, muitos nomes, e que a cada novo dono se enchia de esperança, balançava o rabo e fazia a gracinha mais bonita que conhecia para conquistar, para prender, para ganhar amor, para ser o escolhido, mas no final sempre voltava para a lista de adoção.
É síndrome de cachorro velho. Cachorro que enjoa, que vira estorvo, que não serve mais, que enfeia e é trocado, que ainda está em casa quando um novo chega, mais jovem, mais bonito e com mais pedigree.

E era isso que eu queria te dizer antes de você bater a porta. Uma hora eu vou enfeiar, vou envelhecer, vou perder os pelos, não vou mais fazer gracinha, vou pertubar as suas visitas e suas respectivas bundas, mas eu ainda vou fazer força para buscar a bola todas as vezes que você jogar, ainda vou mergulhar no mar com você mesmo que eu não saiba mais nadar, e mesmo que minhas pernas falhem eu ainda vou pular em você todas as vezes que você voltar para casa, ainda vou andar ao seu lado na calçada e vou agir como se não tivesse medo de voltar para a fila dos cachorros rejeitados, mas eu tenho.

 

Postado por Marina | Categorias: Contos, Marina
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27 abr 2012

O mito da Friend Zone

Não é de hoje que as pessoas possuem uma terrível dificuldade em se responsabilizarem pelas suas próprias vidas. Qualquer infortúnio, a culpa é sempre do outro. E quando não tem nem outro para culpar, a culpa é de Deus, do destino, do universo, do caralho a quatro; mas nunca da própria pessoa. Sinto-me na obrigação de começar esse texto com uma das lições mais importantes que meus 25 anos de vida me ensinaram até hoje: Tudo que acontece na sua vida, absolutamente tudo, é culpa única e exclusivamente sua e de mais ninguém.
Estamos entendidos quanto a isso?  Ok, então podemos continuar.

No momento em que você conhece uma pessoa do sexo oposto (ou dependendo da sua opção sexual, do mesmo sexo) você automaticamente a classifica em uma das três categorias:

  • Interessante
    Aquela pessoa que fisicamente tem todos os atributos para que vocês futuramente se envolvam sentimentalmente ou apenas sexualmente. Essa pessoa já começa na vantagem das outras pessoas.
  • Semi-interessante
    Aquela pessoa que pode não ter todos os atributos, mas que, pelo menos, possui algum ou alguns.
  • Desinteressante 
    Aquela pessoa que não possui nenhum atributo físico que te atraia ou que possua algum atributo grande que você desgoste exacerbadamente.

É importante deixar claro que as duas primeiras classificações acima estão sujeitas a mudanças (apenas essas). Uma pessoa que de primeira entrou em uma categoria, pode no segundo seguinte mudar para outra.

Todos nós fazermos parte dessas categorias nas listas imaginária das pessoas que conhecemos e convivemos. Não tem como escapar. Para qualquer relação amorosa, é necessário sentir tesão pela outra pessoa. Não existe nenhuma possibilidade de manter uma relação feliz e verdadeira, se aquela pessoa nem ao menos te atrai fisicamente. É o início de tudo, é de onde surge a vontade do primeiro beijo, da primeira transa, dos primeiros sentimentos (não necessariamente nessa ordem). Nem sempre o belo é o chamariz do interesse, às vezes pequenos detalhes como um sorriso, uma tatuagem, uma parte do corpo específica, são o suficiente para faiscar o desejo inicial. E depois vem então todas aquelas etapas que já conhecemos: A conquista mútua, a rendição igualmente mútua e etc.

Logo após as classificações iniciais de âmbito exclusivamente físico, vem as classificações sociais. Conforme vamos conhecendo as pessoas, vamos classificando-as como amigos, melhores amigos, conhecidos, grandissíssimos filhos da puta, colegas de trabalho e etc.
Classificações essas que vem com o tempo e conforme vamos conhecendo as pessoas.

A friend zone acontece justamente quando as classificações feitas por uma pessoa, não batem com as da outra. João classificou Maria como a número 1 na sua lista de interessante, enquanto Maria o classificou como desinteressante, mas além disso, o classificou socialmente como apto a manter alguma outra relação, seja como um amigo, melhor amigo, conhecido ou colega de trabalho.

É justo culpar Maria por não sentir atração por João?

Óbvio que não! As pessoas possuem total direito de simplesmente não nos quererem. Não importa o quão bom sejamos ou o quão fortes e verdadeiros sejam nossos sentimentos. É sempre opção do outro não nos querer. A rejeição é uma merda, rasga o coração em 18 pedacinhos, mas a aceitação é necessária.

Não é porque alguém não te acha suficientemente interessante, que você seja completamente desinteressante. Você apenas não é para aquela pessoa, e acredite, todo mundo é desinteressante para alguém. Por mais inteligente, linda e rica que seja uma pessoa, haverá outra para não querê-la. Assim é a vida. Acostume-se!

O principal discurso de alguém que não consegue aceitar uma rejeição dolorosa e culpa o outro por isso, é a de que a outra pessoa é que não sabe escolher parceiro e que não enxerga os atributos que o rejeitado tem a oferecer.
Na verdade é justamente o oposto. Todos estamos suscetíveis a desilusões amorosas, mas o primeiro passo para um envolvimento, é escolher um alvo que possua minimamente interesse em nós, e nesse ponto, a pessoa que se pôs na friend zone não conseguiu nem isso.
E a outra pessoa sabe sim o que podemos oferecer, ela apenas não quer. E é direito dela não querer.

Se aquela pessoa gosta de você, gosta da sua presença, gosta do que você fala, pensa e expõe, pode gostar apenas disso e só. Não tem nenhuma obrigação de sentir algum desejo sexual por você, o que não faz dela uma sem coração, bitch do caralho, vagaranha de quinta ou kenga arrombada.

Dificilmente alguém que possui algum carinho por você, falará na sua cara algo desnecessário com o único propósito de quebrar seu coração, então sinto-me na obrigação de falar: Ninguém nesse mundinho em que vivemos, deixará de se envolver com alguém unicamente pela amizade de ambos.
A amizade é apenas uma desculpa para não ferir cruelmente o outro e não há mal algum nisso. A rejeição já é ruim por si só, então não há necessidade de piora-la ainda mais. Dizer para o outro “eu não vou me envolver com você porque você é feio demais/gordo demais/fede a ônibus lotado em horário de rush demais”, não trará nenhum benefício a situação de merda e nem a nenhum dos envolvidos. Então ao invés de ficar puto dentro das calças pela desculpa esfarrapada, sinta-se bem pela consideração que a pessoa teve até mesmo na hora de te rejeitar. É sinal de que a outra pessoa tem sim sentimentos por você, eles apenas não são os que você gostaria que fossem.

 Da mesma forma que é direito da outra pessoa não querer se envolver com você, é direito seu também não querer uma amizade, e a friend zone é justamente quando a pessoa esquece desse direito e se expõe a situações desnecessárias e dolorosas por pura falta de vontade de sair da mesma.

Há sim pessoas sugadoras, que necessitam da bajulação alheia 24 horas por dia, independente se isso machuca o outro ou não, mas se permitir ser o capacho da situação é culpa sua e de mais ninguém. As pessoas só fazem com a gente, o que deixamos que elas façam. 

O friend zone nada mais é, do que uma forma deturpada de maquilar a tão temida rejeição ao invés de encará-la e aceitar que faz parte da vida e que o erro não é da outra pessoa, mas sim de você mesmo que fantasiou algo que nunca existiu, não existe e nem vai existir e que além disso, ainda deixou a infeliz situação chegar a níveis catastróficos de humilhação e falta de amor próprio pelo medo de se responsabilizar e seguir em frente.

 

Postado por Marina | Categorias: Crônicas, Marina
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27 mar 2012

O ódio gratuito aos ricos

Recentemente, Thor Batista, filho do homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo, atropelou e matou um ciclista na Br-040. Não demorou muito, para o ódio gratuito ao filho mimado do magnata ser cruelmente destilado por todo canto.

O caso ainda está sendo investigado e todo mundo é considerado inocente até que se prove o contrário, mas o julgamento popular não perdoa. Na verdade, o erro que Thor cometeu não foi ter atropelado acidentalmente o ajudante de pedreiro, mas ter nascido rico. E desse erro, ele nunca será absolvido.

É um misto de inveja e ódio que fazem com que qualquer rico seja sempre visto como vilão, independente da situação. E o pobre, como coitado. Talvez pela raiva geral de que a vida para aquela pessoa sempre foi e sempre será mais fácil do que para qualquer um de nós. O contrário acontece com o pobre. De imediato, apenas pela vida mais difícil devido à sua pobreza, ele ganha uma aura quase que angelical. Ainda espero o momento em que minha mãe me contará que na verdade não sou filha do meu pai, mas sim de um caso de uma noite que ela teve com o Eike Batista, mas enquanto isso não acontece, preciso me contentar com o fato de que não sou milionária e que não preciso ter ódio de quem seja apenas pelo fato de eu não ser.

Um dos preconceitos mais enraizados e desconfio que seja um dos mais difíceis de se tirar de alguém, é o preconceito contra os ricos. Sabemos que nem todo rico enriquece de maneira legal, mas há sim os ricos de berço de ouro ou fruto do seu próprio trabalho duro, mas nem esses são poupados. Parece que essa é uma das grandes maldições que o dinheiro traz. O gratuito ódio popular.

Se um rico esbanja seu próprio dinheiro com qualquer coisa que nós, meros mortais, nem sonharíamos (viagens caras, carros caros, apartamentos caros, etc) sempre haverá uma multidão para apedrejá-lo. Ora, o dinheiro é dele e se ele quiser limpar a bunda com ele, está no seu direito!

A população cobra dos ricos atos que ela mesma não se preocupa em alimentar. Como por exemplo, exorbitantes e constantes doações à caridade. Como se essa fosse alguma obrigação dos ricos. E não basta apenas doar, tem que doar publicamente. Tem que sair nos jornais, na televisão. Porque a população quer ver. Doação anônima, não vale. Sou obviamente à favor da caridade, mas tenho consciência de que não é obrigação de ninguém seja rico ou pobre e que esse ato ou a ausencia dele, não fazem de alguém mais ou menos honrado. Cada um faz o que quiser com o seu dinheiro e não há nada de errado em gastá-lo com seu conforto e luxo. Se o dinheiro não veio de maneira suja e corrupta, que mal há nisso?

Rico também carrega nas costas a necessidade de nunca errar. Se ele fura a fila do supermercado, pronto, a partir daquele momento, todos os seus atos para a vida inteira serão vistos como desonestos. Vale lembrar que cartão de crédito no bolso não muda em nada o fato de que somos todos humanos. Rico ou pobre, estamos todos sujeitos à erros e acidentes e responderemos em vida por cada um deles.

Postado por Marina | Categorias: Crônicas, Marina
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12 mar 2012

A atual do ex

Independente de quem ou de como terminou o relacionamento, a atual de um ex é sempre um assunto delicado. Não importa quem seja, você não irá com a cara dela. E não tenha consciência pesada quanto a isso, pode ter certeza que ela também não irá com a sua.

É impossível não fazer comparações. Afinal, se aquele cara te chamava de linda, maravilhosa, inteligente e bla bla bla, é importante saber qual o critério do indivíduo, e aí então vem a dúvida mortal: É preferível que a atual seja melhor ou pior que você?

  • A atual é melhor que você

Autocritica é sempre importante. Eu, por exemplo, sei que não sou mais bonita que a Megan Fox, mas tenho certeza absoluta que sou mais bonita que a Regina Casé. Ok, entre Fox e Casé há um trem de possibilidades, mas já é uma base para a comparação. Sendo assim, na hora de se comparar com a atual do ex, não dá pra ficar de picuinha inventando defeito onde não tem só para se sentir por cima, e nem diminuindo a si mesma pela dor de cotovelo.

Certa vez, quando um ex começou um novo namoro fui correndo fuxicar a Fulana. Devo admitir, procurei defeito e para minha frustração a Fulana não tinha nenhum. Pois é, meu ex que não era nada perfeito, estava namorando uma menina aparentemente perfeita (sabe-se lá a macumba que ele fez). A menina era linda, boa filha, tirava boas notas, era boa funcionária, tinha senso de humor e até seu dedinho do pé era uma gracinha. Até eu estava me apaixonando por ela.

Ninguém passa em outra vida para ser apenas mais um, todo mundo quer ser especial, marcante e único. Chega a ser um pensamento egoísta, querer que mesmo após o término, a outra pessoa ainda te mantenha no mesmo pedestal, mas é difícil abrir mão dele. É difícil ceder o lugar para outra pessoa que acabou de entrar naquela vida. Então por mais que o relacionamento já esteja morto e enterrado, o seu ego não está. Fica sempre a vontade de ainda ser melhor, de imaginar que por mais que ela tente, ela nunca calçará seus sapatos. O chato é quando o “ela nunca será você”, para ela, seja um alívio.

  • A atual é pior que você

Se o critério daquele cara que sempre te elogiava é compatível com o a atual, o primeiro pensamento é sempre “então eu sou um cocô”. Mesmo conhecendo as variáveis (ele está desesperado, ele não encontrou alguém melhor, ele não consegue alguém melhor, ele quer te provocar, ela tem uma vagina mais apertada que metrô às 6 da tarde, bla bla bla), o primeiro pensamento é sempre esse.

A autoestima desce até o inferno, dá tchauzinho pro capeta e não sobe nunca mais. O ser humano deveria estar sempre evoluindo, procurando sempre o melhor, mas em questões do coração nem sempre é assim. O amor é cego, burro, surdo, esquizofrenico e completamente retardado. As escolhas ás vezes retrocedem de nível, o que deveria ser pra mais, cai pra menos. E não sejamos hipócritas, há sim pessoas melhores que as outras. Da mesma forma que sei que sou mais bonita que a Regina Casé, sei também que sou mais inteligente que a Carla Perez, mais boa pessoa que o Ted Bundy e mais sensual que a Dilma. E mesmo não fazendo idéia de quem esteja lendo esse texto agora, tenho certeza que você também é.

Ok, ninguém é uma característica isolada, mas num conjunto de característas (boas e ruins), se botá-las na balança, um lado sempre pesará mais que o outro.

Sinceramente, não sei se prefiro me sentir um saco de fezes ambulante porque a atual do meu ex é a mistura do Tiririca com o Zaccarias (depois de morto), ou se prefiro ver todos os meus defeitos estapearem a minha cara ao me deparar com uma atual que faria até o meu pai ter uma conversinha em particular com a cegonha.

Na verdade sei sim. Prefiro que o passado, e todas as pessoas que ficaram nele, não influenciem em absolutamente nada o meu presente. Mas, oh céus, é tão difícil!

Postado por Marina | Categorias: Contos, Marina
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