“então choro,
oro,
te esporro de mil xingamentos.
desculpa, amor, é que eu te amo
te amo,
te amo
e quase não sou mulher o suficiente
para tanto isso.”
(Fernanda Young)
Sabe aquele cara que está parado ali?
Cuidado, ele é o grande amor da sua vida (ou seja lá o que você for chamar de amor).
Ele vai te segurar pela cintura e te olhar nos olhos, e quando você tentar entender o que esta acontecendo já estará escrevendo seu nome dentro de corações mal desenhados nas folhas de caderno.
Ele te ligará quando a saudade bater, e desligará quando tudo estiver ficando monótono. Ele terá o seu manual de instruções, e você não conseguira entender como ficou todos esses 20 e poucos anos sem ele.
Ele vai te contar historias de corações partidos, e você ouvirá com toda a esperança de que a salvação seja ele. Você terá pressa, e ele também.
Você contara para todo mundo, levará a cachorra para passear todos os dias, e mandará beijos efusivos para o porteiro pelo interfone. Você e a personificação da felicidade, sua vida mudou, você o conheceu, e agora vive para ele.
Novelas te farão chorar, poesias cafonas com “amor” rimando com “flor” parecerão ser o que há de mais romântico, e tudo o que vier dele, será magia.
Você ficará cega.
Numa noite antes de dormir enquanto você penteia o cabelo que esta deixando crescer só porque ele gosta, ele te ligará, e acabará tudo ali.
Sem emoção na voz, sem motivo, sem necessidade, sem choro, e sem dor. Acabará como se estivesse pedindo uma pizza de calabreza, e a maluca de não entender será você.
Você perceberá que se tratando dele, é tão fácil chegar ao céu, quanto em fração de segundos se ver no inferno. Você tentara correr para alguém, mas você só tinha ele.
E agora não tem mais.
E depois de 2 caixas de Prozac, 2 meses perdidos, e 3 mil gastos em psicólogos que só dirão que a salvação esta em você mesmo, você conseguirá entender o que sempre esteve lá: Você não era para ele o que ele era para você.
Corra Mary















