
Estava hoje dando uma anlisada na minha lista de amigos do Facebook. Encontro-me com um pouco mais de 1770 amigos, um número muito pequeno comparado ao número de pessoas que já passaram de alguma forma na minha vida, e muito superior ao número de telefones na agenda de contatos do meu celular. Não que isso tenha alguma coisa a ver, não tem. A sua vida online nem sempre reflete sua vida real. Não costumo sair para beber chopp com 1770 pessoas, mas de alguma forma todas aquelas pessoas esbarraram com o meu caminho durante o percurso de seus próprios, fazendo com que cada um se enquadre em uma determinada categoria de relacionamento na minha vida, e nesse quesito, o online e o real não se diferenciam em nada.
Classifiquei-os então em 10 categorias listadas abaixo:
Familiares 1 – São aqueles familiares mais próximos. Aqueles que realmente se fazem presente no dia-a-dia e que a convivência passa das datas festivas.
Familiares 2 – O tio do primo da sua avó que te achou, sabe lá Deus como no Facebook, mesmo que seja um completo babaca e muito diferente de você ou um gênio, talvez igualmente diferente de você, ele lá no fundo, beeem no fundo, ainda é seu familiar.
Melhores amigos – São os amigos que você mais possui contato. Aqueles amigos que você costuma telefonar, convidar para sua casa, e que atualmente se encontram no patamar mais elevado possível de relacionamento com você.
Amigos – Algumas pessoas se encaixam no meio do caminho entre “melhores amigos” e “conhecidos”, são aquelas pessoas que você nutre um carinho a mais e que possuem uma relevância significativa na sua vida para serem chamados de “conhecidos” mas que ainda não alcançaram o nível de “melhores” ou que algum dia já alcançaram, mas por alguma eventualidade da vida, alguma escolha errada ou algum catastrófico erro fez com que a relação de “melhores” nunca mais pudesse ser novamente estabelecida.
Amigo do amigo – Ele não é seu amigo mas está presente nas suas melhores memórias entre amigos. Ele é amigo do seu amigo, o que não o transforma em seu amigo, mas garante a ele uma consideração a mais e um espacinho de canto nobre na contact list do seu coração.
Conhecidos – Pessoas entram e saem de nossas vidas todos os dias. Algumas saem tão insiginificantes como quando entraram, sem estabelecer vínculo afetivo suficiente para que haja algum esforço para suas permanências. Não são pessoas desagradáveis, não são pessoas que você prefere não estar perto. São apenas pessoas sem muito contato que não cativaram, ou ainda não, qualquer sentimento em você, o famoso “não fede nem cheira”.
Semi-conhecidos – São aquelas pessoas que quando você está andando na rua e as avista de longe, entra na primeira loja ou lanchonete que aparecer no caminho ou finge que está falando ao celular para não precisar socializar com elas. Você teria tempo para uma breve conversa, você apenas não quer. Não há motivos para isso, aquela pessoa nunca te fez mal algum, e é por isso que você a mantém como contato da rede social, mas ela é tão insignificante, e mais, ela não acrescenta absolutamente nada em sua vida de uma forma tão forte, que você acha mais interessante chegar 5 minutos mais cedo em casa e cortar as unhas do pé do seu pai, do que gastar seu tempo perguntando de uma vida a qual você não tem o menor interesse em saber.
Admiradores – Acredito que 90% das pessoas são admiráveis em algum ponto. Seja por uma beleza ofuscante, por uma inteligência invejável, por um ótimo gosto musical, ou catando lá no fundo, até por um simpático e belo dedão do pé, quase todo mundo possui alguma característica admirável, e são essas características o motivo de aproximação das pessoas. Essas pessoas possuem vínculo com você, mas você não possui com elas. Elas se contentam em acompanhar sua vida de longe.
Pessoas admiráveis – É o inverso do tópico anterior. Por mais admirável que você seja, ninguém é tão egocentrico ao ponto de não possuir admiração por mais ninguém além de si própria. Todos nós admiramos algo em alguém e gostamos de manter e acompanhar essas pessoas.
Ex-amores – Não adianta, uma vez amor, nunca mais se tornará novamente um amigo. Será sempre um ex-amor, e a essa categoria permanecerá para sempre. Palavras foram ditas, promessas foram feitas e sentimentos foram sentidos, ignorar que um dia tudo isso esteve presente é estupidez. Se você não é uma pessoa emocionalmente perturbada, carente ou chata, já possui amigos o suficiente e não necessita da ilusão de querer transformar um ex-amor em um deles.
As pessoas não são iguais e suas influências em nossas vidas também não. Elas tomam atitudes referentes a si mesmas e aos outros que são exatamente o que ditam em qual categoria de relacionamento elas estão com você. Não possui ligação com sua importância isolada, apenas com a importância que ela exerce sobre a sua vida. Um melhor amigo seu, não passa de semi-conhecido de outra pessoa. Assim como você em milhares de outras vidas. E assim é a vida, o que para um é apenas um grão de areia, para outro é o mar inteiro.


Concordo com quase tudo. Exceto pelos ex-mores. Existem ex-amores que num futuro muito distante (e bota anos de distancia nisso) acabam se tornando amigos de verdade. Sem mágoas, ressentimentos ou desejos reprimidos por um revival good times. Mas claro que a maioria dos ex-amores se tornam inimigos até em consequencia do término, nenhum término é legal. Mas de resto, concordo e assino embaixo.
Pela descrição me encaixo no “amigos”, mas sou “melhores amigos” e ponto final.
Parabéns Marina, não estava no orçamento mas comprarei seu livro, você escreve bem demais!
Curti!
Segundo esse texto, te enquadro na minha contact list facebookiana em duas categorias: Amigos e Pessoas admiráveis. o/ xD
Ps: E vc ainda pode desenvolver subcategorias o/ como por exemplo, em amigo de amigo: “Amigos do ex” XD etc etc e talz rs
=**
Marina, t aconselho a criar um quesito “invejosos”. Eu já criei o meu.
Desculpa, mas to numa fase em q to me irritando mto com td esse mundo virtual….
Pensei em algo parecido mesmo, mas achei melhor deixar pra lá. haha
A questão de US$ 1.000.000:Se Facebook é uma rede de AMIGOS, porque se aceita 1770 pessoas, afora egocentrismo, se NÃO são amigos de fato? Tenho 126 amigos, o que acho muito, porém são pessoas que conheço de fato!
Outra pergunta de US$ 1.000.000 então: E quem define isso é você?
Powwwww!!!rsrs…mas Vanildo, também prefiro ter poucas pessoas no face…
Sou incapaz de recusar qualquer um dos meus leitores ou seguidores. É questão de educação. Se a pessoa te lê, te admira e quer te adicionar, porque eu não aceitaria?
Por isso que te acho uma fofa. rs
Me encaixo nos admiradores. haha
oi julio ta a fim de uma nova amizade beijos
texto sensacional.
oi que tal fazer novas amizades