Personagens principais (com nomes falsos, para rolar uma preservação. Sim, são os mesmos nomes falsos de sempre)
- Tita, a malandrinha.
- Lila, a que me conhecia sem eu saber.
- Pedro Staite da Hora, um nome falso também.
Cheguei à porta de uma daquelas boatezinhas cools, para beber cerveja com as pessoas cools que preferiam ficar do lado de fora. Enquanto bebÃamos no sereno e à luz dos postes, conversávamos baboseiras quaisquer, simplesmente porque o clima pedia. DaÃ, eu resolvi falar coisas profanas com uma amiga:
- É… Só tem gente pecadora aqui… Tá faltando oh (apontado para cima), Deus nas vidas deles…
- Glória a Deus! É verdade, vamos dar as mãos.
- Vamos! Ai, tô até arrepiado, cara!
Bem, depois de rirmos bastante, Deus começou a se vingar de mim, como haveria de ser. Mas para uma vingança maneira, tem que ser como um caixote na praia: você tem que estar na crista da onda, desabar, se afogar e encher a sunguinha de areia. O bom é assim, quando você acha que está tudo maravilhosamente bem e, em um minuto, tudo que era bom demais para ser verdade vira uma grande e impiedosa mentira.
Estava bebendo a minha cerveja, já alto e cheio de felicidade, quando me aparece Tita, uma velha amiga dos idos de 2003, um ano louco, em que as pessoas faziam amor livre e usavam drogas em Woodstock. Ela não estava sóbria também, vale registrar. AÃ, a gente se abraçou, conversou intimamente e eu comecei a pensar em maldade. Em dado momento, ela disse, fazendo uma referência a um beijinho pueril que nós demos no ano fatÃdico de 2003:
- Agora que eu tô lembrando, você conhece o meu quarto…
- É… 2003, né? Grande época…
Depois dessa conversa filosófica, reparei que Tita exalava maldade também. E continuamos a conversar:
- Hoje eu estou usando uma calcinha de oncinha.
- Cara, estou vivendo uma coincidência incrÃvel hoje! Quando fui fazer xixi, reparei que a minha cueca é exatamente da mesma cor que a minha camisa. Eu poderia tirar a calça e me apresentar para o pessoal na rua (sentiram minha sedução, né?).
- Ai, posso ver?
Bem, aà eu a deixei ver o ladinho da cueca, mas também não deixei barato, afinal, eu sou malandrão. Pedi para ver a dela também. Nesse momento, me senti naquele outro ano louco, o de 1991, no Jardim III, comendo areia e vendo as calcinhas das meninas. Maior barato.
Nesse instante, meus amigos já começavam a preconizar a noite de amor que eu teria com ela. Falavam “vai comer a Tita, lá lá lá!”. Eu só não sabia muito o que fazer, estava me sentindo meio cheio, passando meio mal, mas todos me davam a maior força. Outro medo que eu tinha é que eu nem lembrava mais como se fazia amor.
- Ah Pedro, é que nem andar de bicicleta, aprendeu, você jamais esquece.
Eu odeio essa comparação, porque, assim como fazer sexo, eu não sei andar de bicicleta direito. De qualquer forma, algo do outro lado da rua me despertou a atenção, era um amigo me chamando para falar troças.
Deixei momentaneamente a menina de lado para conversar com o meu amigo. Falamos piadas bobinhas, que só mesmo o álcool poderia tornar palatáveis. Mas mesmo assim, reparei que no grupinho desse meu amigo, tinha uma menina que ria das coisas que eu falava. Era bem curioso, pois nem eu conseguia ouvir o que estava falando, que dirá a menina há sete metros de mim. Pensei que ela pudesse ser aluna do Professor Xavier, mas meu pensamento foi interrompido por ela mesma:
- Oi, você é o Pedro?
Nesse instante agradeci a Deus (mal sabia eu que Ele estava querendo a minha caveira) por me chamar Pedro, pois era a primeira vez que uma desconhecida bonita vinha falar comigo.
- Sou!
- Pior do que uma pessoa que fala o que pensa é uma pessoa que escreve o que pensa!
- Que lindo, você conhece o meu blog! (dei um abraço emocionado nela). Qual seu nome?
- Lila.
Às 3h35min da manhã, começava um novo capÃtulo na minha noite de calcinhas de oncinha. Entrei numa conversa interminável e engraçada com ela, não sabia se era a cerveja ou o papo, mas estava me divertindo horrores. Em dado momento, Tita aparece no horizonte pegando um taxi e eu nem consegui me importar como deveria.
Falamos sobre as coisas mais bonitas da vida. Eu, indo contra uma corrente que geralmente enxurra a minha vida, estava extremamente confiante. Acho que é porque ela era fã do blog, então uma parte Ãnfima de mim estava acima do bem e do mal, se achando a última coca-cola do deserto. Na hora de ir embora, à s 5 da manhã, eu, na essência micareteira que me invade semestralmente, tentei tascar um beijo nela. O resultado foi um assombro. Ela não só não quis ficar comigo, como saiu correndo para a esquina! Quem corre nessas condições, meu Deus!? Foi uma coisa tão surreal que eu fiquei atônito, com a auto-estima – que estava nas alturas em outrora – em frangalhos.
Para não me matar, voltei andando, às 5 horas da manhã, com o compromisso de transformar essa situação em algo engraçado. No dia seguinte, contei essa história para umas 20 pessoas, todos gargalharam, e eu fiquei mais aliviado. Pediram até para escrever sobre isso, mas a Lila gosta do blog e deve ler o texto. Mas também, não tem como ter muita consideração por alguém que CORRE de você, não é verdade?
Fui para a casa duas idéias fixas. A primeira é parar de zoar Deus, já reparei que as coisas voltam. A segunda é, se alguém me mostrar a calcinha, numa próxima vez, eu não vou atravessar mais a rua para falar com ninguém…
Pedro
por favor “lila”, apresente-se e conte sua versao dos fatos! ;x aheuiaea
É “Lila” se apresenta aÃ, orkut, MSN auhuahuahuahuahu xD
Merda, também não sei andar de bicicleta. E “Lila”, apareça! Queremos ouvir o que tens a dizer.
hahahaa que bom que voce escreveu
eh Pedro, to marcando com as meninas de ir numa cartomante, quem sabe voce nao vai com a gente?
precisamos ver como anda esse carma ai, heim? hehe
“Mais vale uma calçinha na mão do que uma longe dos olhos.”
MEu querido staite…seu fudido…hauhauhauauahua…partiu não desperdiçar chances??
descobri q meu irmao eh fã do seu blog e vim ler alguma coisa tb…
vamos marcar de sair…
abraço
oi gente, eu sou a lila, eu corri pq a descendencia africana do pedro me deixou temporariamente amedrontada do seu Falo.. tambem fiquei meio cabreira pois o peter tava bem doidão na hora, e não percebeu o meu falo! ele contou essa história na maior aqui, botou meu nome de lila, mas se ele soubesse dos fatos esse seria um texto bem escondido nas profundezas do HD Staite da Hora e meu pseudônimo seria “tinoco”.
Juro…estou chorando de rir!