A conta da Dona Marilene
mai 26

Meus amigos são umas figuras muito engraçadas. Lógico que todo mundo sempre dirá isso dos seus próprios amigos, mas acreditem, os meus são especialmente engraçados. Meu melhor amigo, por exemplo, a cada semana tem algo novo e surpreendente para contar. Aquele tipo de estória em que na hora não parecia muito legal, mas depois que passou, vira piada entre os amigos.
Vamos chamá-lo de Rodrigo, porque afinal, esse é o nome dele (ou um dos).
Numa madrugada, Rodrigo estava voltando pra casa depois de passar horas na casa de outro amigo.
Como sempre, sem um puto no bolso, foi a pé. Não é longe, mas o suficiente para desejar seriamente ter dinheiro, quando a dor de barriga bateu.
Fudeu, ele precisava cagar, e então pensou nas possibilidades disponíveis:
a) Vê se conseguia esperar até chegar em casa.
b) Vê se conseguia voltar pra casa do amigo.
c) Cagar nas calças
d) Cagar na rua
Para todas as opções havia uma série de complicações que a diarréia não o permitia avaliar coerentemente, mas no desespero, era certo de que não haveria tempo o suficiente para procurar um banheiro limpinho de alguma das duas casas em questão. Levando-se em conta que era madrugada, e nenhum lugar por perto estava aberto, a única opção que sobrava era a de cagar na rua (que entre se cagar na calça, estava em vantagem).
Rodrigo foi para uma ruazinha sem-saída, bem escura, que parecia a sua salvação. A última casa dessa rua tinha um muro baixo, pelo qual ele pulou só para se proteger um pouco mais da exposição de sua bunda branca.
Agauchou bem ali e mandou ver. Segundo o próprio, foi um alívio incrível, e pode novamente respirar com o mesmo conforto de antes.
Isso até chegar à parte em que teoricamente ele deveria se limpar. Afinal, de nada adianta cagar e não limpar a bunda.
Rodrigo estendeu a mão e achou a caixa do correio. Com muito peso na consciência, mas alívio em partes mais assustadoras, pegou toda a correspondência, e com o que lhe restara de dignidade, procurou o que parecia menos “escroto de deixar cagado”.
Não sei muito bem qual critério foi usado, mas o escolhido para papel higiênico foi uma conta de água.
Rodrigo deu uma leve olhada, e antes de terminar seu trabalho, tentou se desculpar mentalmente com Dona Marilene, que teria sua conta levemente cagada.
Finalizado seu trabalho, Rodrigo vestiu suas limpas calças e botou tudo de volta na caixa de correio, inclusive a conta de água, porque afinal, sacanagem jogar a conta da mulher fora. Cagar nela, não.




Eu nunca havia pensado que uma caixa de correio poderia ser tão útil! Quando eu passar por uma necessidade parecida, procurarei um terreno com uma dessas por perto.
Cagar na rua… Uma tragédia que realmente rende, hein?
Esse tema é universal, porque todas as pessoas do mundo têm intestino. Não tem como não se identificar com o Rodrigão…
Mas eu nunca caguei na rua!
Realmente, usar a conta para se limpar é uma sacanagem, mas devolver a conta assim. Deixasse a mulher se virar e conseguir uma segunda via, acho que era menos prejudicial.
Que história mais maluca, mas realmente muito engraçada.
Bjitos!
É de CAGAR de rir!
Já ri bastante por aqui…. e adorei o seu texto e jeito de escrever.
Vc é uma linda.
Beijos.
é de cagar de rir mesmo a historia do nosso amigo Car….. quer dizer Rodrigo xD rsrsrsrsrsrs
caralho, inacreditável.
haahahahahahaha
só queria saber o que ele fez com akela proeminência mole