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Archive for dezembro, 2009

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dez 28

Listas

Certa vez, estava tomando uns birinaites com a rapaziada num bar. Bem, parece que eu só faço isso da vida, né? Não é verdade, mas é só isso que eu faço com gosto e alegria. Estávamos conversando sobre besterinhas diversas, quando meu amigo lista os quatro animais favoritos dele. Não estou muito lembrado sobre qual era o contexto, acho que falávamos da minha paixão por pôneis com cabelos lisos nas patas. É que uma amiga, sabendo desse meu ardor pelos cavalos anões, disse entusiasmadamente que bricou com um pônei numa viagem que fizera uns dias antes.

Tudo bem, eu gosto de pôneis. Mas esse assunto trouxe à tona uma lista dos quatro animais favoritos do meu amigo, e isso é muito mais estranho. A primeira coisa esquisita é o número que ele escolheu para compor a lista. Por que não três, para ficar tipo um pódio? Por que não cinco, que traz a confortável sensação de coesão? Números bons de ranking são três, cinco, dez, cem, mil, sei lá! Números com propósito, sabe? Quatro é uma circunstância no meio do caminho. Você não usa todos os dedos da mão, entende? Tudo bem, o Lula usa, mas ele é presidente, estou falando de seres normais.

A outra coisa louca é: por que alguém faz uma lista dos animais favoritos? Ele estuda engenharia química, nada que passe nem perto de veterinária, biologia… Ele não tem animais de estimação, talvez só um peixe (que eu não considero animal de estimação – se não dá para fazer carinho, não serve pra nada). Resumindo, ele arranjou uma brecha na matrix para poder elaborar uma lista de QUATRO animais favoritos. Parece bobeira, mas isso me deixou perplexo no momento.

Vou te falar que eu não lembro ao certo quais bichos eram. Se não me engano era macaco, cachorro, elefante e cavalo. Eu fiz uma de sacanagem, que continha pônei (com cabelos lisos nas patas, senão não serve), girafa, albatroz e gato. Na verdade, eu nunca vi um albatroz, mas com um nome desse é difícil não respeitar.

Mas essas aves gigantes e com ótimos nomes (albatroz, cegonha, pelicano, valotrina – mentira, esse último eu inventei) são legais só na teoria. Eu creio que meus animais favoritos sejam gato, cachorro, pônei e o meu irmão. Vou botar apenas quatro porque, embora ache absurdo quantificar assim, vou respeitar o autor do modelo.

Listas são pêndulos que viajam entre o extremamente útil e o totalmente desnecessário. Eu lembro que eu tinha uma lista dos meus pokemóns favoritos (você é perfeito, né? Só gosta dos filmes do Selton Melo, né? Seu cool…), esse é um exemplo de lista inútil. Aqui em casa, nós temos uma listagem de alimentos funcionais, para melhorar cada vez mais a nossa saúde. Esse é um outro exemplo de lista inútil, porque a gente nunca come o que está lá. É pura encenação.

Mas, por falar em comida, lista de compras é de pura utilidade. A menos que você seja milionário ou gênio, é sempre bom ter tim tim por tim tim o que você vai comprar, se não você esquece algo ou compra coisas demais. A lista telefônica é, ou era, bastante útil também. Fica a dúvida porque ninguém mais usa as telelistas…. Acabou-se a época glamurosa em que catávamos o número das nossas amadas nas listas amarelas (ruiva, boquinha de veludo, artista do sexo, 23…… anos! Não centímetros), hoje em dia é tudo na internet, está tudo aberto para quem queira ver.

Tem também as mais ou menos úteis, como a lista de convidados de um aniversário. Primeiro porque, a menos que você faça a festa em Guantánamo, SEMPRE vai haver pelo menos um penetra. Segundo porque quando fazemos uma lista de aniversário, nos sentimos os donos do mundo… A gente acha que é capaz de incluir absolutamente todas as pessoas do Hemisfério Sul na lista, o que é uma grande besteira porque se nem de todas as 438 pessoas do orkut você gosta, imagina do Hemisfério Sul todo?

No entanto, a lista mais inútil do século é aquela que fazemos em dezembro, as famosas resoluções de ano novo. Ano que vem eu vou parar de fumar, entrar na academia, me dedicar mais à faculdade… Nesse momento, um trovão ecoa no céu: é Deus rindo da sua cara. É aquele tipo de lista em que toda a dedicação de que precisamos acaba justamente no exato momento em que terminamos de botar as resoluções no papel. A vida continua a mesma coisa e o símbolo de mudança que o ano novo traz dura uma semana. Que beleza: mais um ano fumando, cheio de banha e levando a faculdade nas coxas.

Obs.: Vaporeon, Squirtle, Kakuna, Charizard e Pikachu. Merda, não dá para listar só quatro!

Feliz ano novo!

dez 24

Azar no amigo-oculto

O ano dobra a última esquina entrando no mês derradeiro, momento em que sempre acontece a mesma coisa – há milhares de dezembros, alguma força interior embute nas nossas cabeças previsíveis as mesmas sensações de sempre:

  • Que esse verão vai ser o mais quente de todos – se o Aquecimento global fosse embasado na nossa crença, a Terra já teria derretido
  • Que o tempo está passando cada vez mais rápido – acho que é culpa da pós-modernidade (quando não houver culpado aparente, recorra à pós-modernidade, aos alimentos transgênicos ou ao demônio. Sempre funciona!).
  • Que amigo-oculto só serve para gastar dinheiro com presente bom e ganhar presente ruim – Essa história é muito esquisita, afinal, se pelo menos você levou um presente bom, alguém tem que se dar bem. É que nem falar que os guarda-chuvas caem num buraco negro… Não é possível que a mística do mundo se resuma aos guarda-chuvas.

E vou te contar que, sem querer maquiar o clichê em que eu estou me metendo, o verão vai ser quente pra caralho; o tempo realmente está passando rápido pra caralho e eu só me fodo em amigo-oculto. Desculpe os palavrões.

Em 1992, tive meu primeiro amigo-secreto. Havia tirado Ana Claudia, uma menina por quem eu não era apaixonado (deveria ser um monstro, porque eu me apaixonava por todas as meninas ao mesmo tempo). Provavelmente minha mãe também achava Ana Claudia um trubufu, pois ao vê-la, pensou em comprar um estojo de maquiagem.

Na hora da roda, os presentes iam sendo entregues, mas eu só conseguia reparar em Warley. É porque nessa época, eu também me apaixonava pelos meninos. Mentira, é que ele estava com um embrulho mínimo, quase 2D, na mão. Pensava “será um cartão?”, “Será uma luva de pelica especial para tocar piano?”, “Eu só tenho seis anos, como tenho mentalidade para falar sobre luva de pelica?”. Bem, a brincadeira foi chegando ao final, quando um aluno indigno de registro tira o Warley e lhe dá um imenso helicóptero dos Comandos em Ação (só um rapaz sabe o que é a emoção de ganhar um helicóptero dos Comandos em Ação. É tipo você menina ganhar o Box com a série completa de Gilmore Girls, sacou?).

Warley guarda o gigantesco helicóptero no cu (mentira, era só o que eu gostaria), ou melhor, guarda atrás dele. O helicóptero era tão imenso que, dependendo da perspectiva com a qual você olhava para ele, você imaginava que uma criança do jardim III conseguiria entrar nele. Warley, papelzinho numa mão, presente na outra, olha para mim e começa a falar. Nesse momento, eu rezava “por favor, eu não, eu não, eu não”, mas nada adiantou. Ele me chama e eu vou buscar o presente. Chuta o que era:

a)      Um vale compras no valor de 1.500 cruzeiros (1992, meu amigo!).

b)      Um cartão de crédito sem limites.

c)       Uma passagem para o Beto Carrero World.

d)      Uma escova de dente amarela com a cara de um palhaço na ponta.

Se você chutou opção D, meus parabéns. Quando abri o saquinho e tirei a escova, minha cara de bunda foi tão evidente, que eu conseguiria fazer um comercial de supositórios só mostrando o rosto. Não estou me queixando do presente, escovas de dente são úteis, importantes para a nossa saúde, piriri parará pororó. Só achei uma injustiça tremenda.

Sentei, dei o caralho do estojo de maquiagem para a feia da Ana Claudia e amaldiçoei internamente o Warley. Não sei por onde eles andam até hoje.

Feliz Natal

dez 19

Mulheres sofrem

E isso não tem nada a ver com menstruação. Nem gravidez.

Mulheres sofrem porque elas possuem seios, bundas, coxas, umbigos, piercings neles, rostos e uma substância invisível que desperta sentimentos de pura sodomização na cabeça dos machos que cruzam por elas. Você mulher passa por homens quaisquer (velhos, novos, abnegados, eruditos, carecas ou pentecostais) com a convicção de que ele vai pensar que quer te comer, não é verdade? Pois é, se você for bonita, desculpe a grosseria com as menos abençoadas, é fato que eles realmente vão pensar. Se você for razoável, cai para 70%, mas ainda assim é um belo dum contingente.

Deve ser esquisito conviver com isso. Se olhar esquentasse, as bundas de todas vocês já estariam bem passadas.

Tenho uma amiga que, por acidentes catacômbicos das relações humanas, já foi minha namorada. Hoje em dia temos vaselina na alma suficiente para conversarmos sobre questões que ex-namorados não conversam usualmente. Ela me conta das paradas dela – sem grandes detalhes, afinal, minha alma está vaselinada, mas não é um cu – e eu conto das minhas.

Ela tem o malogrado talento de atrair toda a sorte de tarados para si. Eu fui um deles. Mentira, estou falando de tarados mesmo, daqueles que mijaram o superego acidentalmente e perderam por completo a noção do bom senso. Porque uma coisa é um cara que quer te comer, outra é aquele que te mostra isso sem nem saber seu nome e da forma menos atraente possível. Mostrar seu pinto para uma moçoila não vai despertar paixão alguma. Será que as pessoas acham que filme pornô é baseado em fatos reais?

Pois é, mostrar as vergonhas. Essa amiga estava num ponto de ônibus esperando uma condução para ir sabe Deus onde. Ao lado dela tinha um tarado sistemático, daqueles que desenvolve todo um método para te taradear, um ardil para te pegar com calças curtas:

Tarado – Quando passar o 47, me avisa?

(Ah! Estamos em Niterói. Lá é uma cidade mágica em que os ônibus só têm dois números; os museus voam e os fornicadores elaboram planos complexos).

Ela – Aviso.

O piruzento se afasta sorrateiramente, talvez para ter uma visão melhor dela. Alguns minutos e ônibus dispensáveis depois, o maluco grita:

- E aí!? Passou meu ônibus?!

Quando ela vira para responder, o tarado está praticando o ato mais rudimentar de amor-próprio no meio da calçada. Uma, desculpe o palavreado, punheta que a fez correr chorando para casa (agora me diga, isso lá é a função da masturbação? Assustar as pessoas? Se fosse, o Lobo Mau se masturbaria vestido de vovozinha).

Vale lembrar que esse cara era de uma cordialidade fora do normal. Sorriso sincero, simpatia exalando pela orelha, normalidade total aparente.

Noutra vez, essa mesma amiga pegou uma van para vir ao Rio. Creio eu que nossas vidas ainda eram entrelaçadas amorosamente, afinal, lembro-me remotamente de falar “você tem certeza de que ele estava se masturbando do seu lado?” enquanto ela se expressava em choque. Sim, um cara também se amando, só que do ladinho dela na Van. Quem já andou de van sabe que ali não há espaço para nada além de respirar e olhar para os lados. São coxas e ombros se esfregando durante uma hora. Há quem ache isso extremamente excitante, talvez o caso do rapaz que estava do lado dela.

Houve também uma ocasião em que ela foi ao banheiro da faculdade para tirar a gigantesca porção de urina de dentro de si (a bexiga feminina é uma caixa d’água, não é possível). O bloco estava vazio, pouquíssimas pessoas vagando pelos corredores. Foi lá ela marota fazendo seu xixi na tranquilidade que pede uma necessidade fisiológica. Quando ela olha para cima tem uma cabeça observando, cabeça essa que some e sai correndo (suponho que ela tenha pernas). Restou terminar de urinar e ver se tinha algum filho da puta correndo. Não achou. O cara é tipo um fantasma punheteiro do 1º andar, algo com um quê de Harry Potter, sei lá.

Essa minha amiga tem uns 154 centímetros. É de uma feição pueril flagrante, embora já esteja com seus 21 anos. Ela é um exemplo bizarro de que nós homens somos uns monstros. Eu, mais hétero do que um touro reprodutor (foi uma piada, mas é verdade), abdico dos meus prazeres só para pedir que todas vocês virem lésbicas. Nós não merecemos vocês.

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Se bem que 98% dos homens têm um tesão maior ainda em lésbicas. 99% em lésbicas se pegando… É melhor ficar como está.

Eu faço parte do 1%. Primeiro porque eu não tenho dois pirus. Segundo porque, mesmo que tivesse, arranjaria um motivo duplo para ser ignorado. Se lésbicas não gostam de um piru, que dirá de dois.

dez 15

O cabelo e as mulheres

long-hair

Ao longo da vida, o cabelo de uma mulher vai assumindo um papel cada vez mais vital. Acontece de modo gradual, cada etapa vivida enfatiza um grau de importância cada vez maior. Creio eu que o começo pode ser definido antes mesmo do nascimento, quando numa sessão de ultrassonografia, sempre tem alguém para apontar o borrão no monitor e exclamar: “Olha, é cabeluda!”. E então aquele quase-ser, antes mesmo de ter noção de qualquer coisa, já se torna escravo do tecido morto que brota do alto da sua cabeça.

Minha prima de cinco anos deixou o cabelo crescer até a altura da parte interna dos joelhos. Tirando o fato de que a mãe já deveria ter cortado muito antes de chegar aí, a pobre menina não quer cortar de jeito nenhum. Diz a mãe que só a palavra “tesoura” já a faz chorar e gritar como se estivessem querendo lhe amputar um braço.
Em contrapartida, essa mesma priminha, ainda não se acostumou a usar calcinhas, e tem fortemente o hábito de arrancar a calcinha com toda a ferocidade de uma incomodada criança de cinco anos e atirá-la o mais longe possível. Não se importando muito se está na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê. Para ela, o importante é se livrar da calcinha.

Ou seja, minha prima de cinco anos se preocupa mais em manter seu cabelo grande, do que sua bunda coberta.

É indiscutível o valor que o cabelo tem para uma mulher. Antes mesmo da própria se reconhecer como mulher, seu cabelo já representa boa parte de sua feminilidade, e enquanto vai aprendendo que Seda só funciona nos comerciais da TV e que bom mesmo é Kérastase, a idéia do que seria o belo, se torna mais concreta para ela:
Ora bolas, o belo é cabelo. Simplesmente cabelo. E quanto mais, melhor.

E aí, gastar mais com o cabelo do que com comida, se torna não só normal, como necessário.

Corra Mary

dez 12

Doismilidose

Fofocas maias, atravessadas pelos milhares de anos, não dizem outra coisa: nos fuderemos em conjunto em 2012. É um presságio encravado nos anais do calendário deles, aliás, calendário esse que já deve ter acertado alguma coisa na humanidade, porque é inegável que eles têm uma bela duma credibilidade. Um exemplo fatídico é que essa profecia não soa canastrona que nem as do Nostradamus, que não passa de um velho safado cheio de teoria da conspiração na cabeça doente.

Mesmo defendendo os caras, não estou dizendo que dá para acreditar nisso. Estou só falando do espetáculo. O ser humano tem verdadeiro tesão pela tragédia – tiroteios, ônibus pegando fogo, sequestro em rede nacional… Se o microcosmo em caos já excita as almas, imagina o planeta inteiro?

Eu não consigo conceber na mente como seria se o mundo desse provas concretas de que ia para o saco. Primeiro porque o espaço entre o primeiro aviso cabalístico (sei lá, um terremoto bolado, ou o céu ficar vermelho, ou ter uma nuvem de gafanhotos malignos e carnívoros cobrindo as cidades…) e a destruição total pode ser de um dia ou um ano. Então ferrou, não dá para fazer planos, entende?

Se bem que fazer planos para o fim dos tempos é um contrassenso abissal. Mas de qualquer forma, todo mundo já pensou no que faria se houvesse o fim dos fins. E em toda lista tem alguma coisa sexual, porque está na essência do ser humano pensar e fazer putaria (pensar mais que fazer). Uma orgia; uma história mínima de sexo com alguém que te envergonha; liberar os anseios em público… Sei lá, mil opções, além, claro, das resoluções cristãs, familiares e fraternais… Você lista seus compromissos para morrer sem a sensação de missão incompleta, groso modo falando.

E é engraçado que a iminência da morte te desperta esse dever de faturar as contas pendentes. Algo que nem passa pela nossa cabeça quando temos a vida toda pela frente (vida toda = duas horas, se você for um cara bastante azarado; um século, se você for tão azarado quanto). Mas eu entendo isso. As pessoas não fazem loucuras quaisquer dignas de “estou com prazo pra ver Deus” normalmente pelo simples motivo de que seria uma puta queimação de filme. Iam achar você maluco.

- Celso! Que surpresa, o que você está fazendo aqui?

- Amanda, eu viajei 500 km só para dizer que te amo…

- Celso… Você sabe que eu sou casada… É melhor você ir embora…

Se fosse o fim dos tempos, Amanda e Celso se entenderiam às escondidas, afinal, ela ainda se lembra dele com carinho desde quando eram namorados. Além do mais, Ricardo, o marido de Amanda, também estaria carimbando suas resoluções com Fátima, então está tudo certo. Quem é Fátima?

- Mãe, obrigado por tudo… Te amo muito. Você foi essencial na minha vida.

- Que isso filho? Tá louco?

Se estivesse chovendo prego do céu, mãe e filho se abraçariam e chorariam a valer.

Bom, eu realmente espero que o mundo não acabe em 2012. Tudo bem que seria uma sensação espetacular e medonha presenciar a destruição total, e eu posso até dar a sorte de sobreviver com cerca de 10 meninas da minha idade e assumir a missão de repopular a Terra (aham, até parece que Deus me escolheria para isso). Mas acho que vai ser tão legal quanto ver de perto a Copa do Mundo e as Olimpíadas aqui no Brasil, a diferença é que eu não vou morrer depois de acompanhar o espetáculo.

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