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Archive for agosto, 2009

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ago 24

Assistência funeral

Quando você pensa que teve uma ideia genial, pesquise na internet depois do grito de “Eureka!”: sua ideia já foi pensada antes. Existem plano de saúde, seguro de vida, seguro de peitos, de pernas, provavelmente de unhas, seguro do carro, seguro da casa (quem tem Jogo da Vida sabe muito bem. Aliás, que jogo, hein – é o único momento da sua existência em que você adora ter gêmeos numa família que já tinha uns cinco filhos). Quando se acredita que existe seguro de qualquer coisa, você liga a TV e observa um gordinho com cara de personagem da Família Dinossauro falando sobre assistência funeral, o Rio Pax, uma espécie de seguro-lápide.

Ok, essa iniciativa não é exatamente nova, mas mesmo assim, ainda não consigo assimilar o quanto é esquisito pensar nisso. Paga-se uma mensalidade para quando a morte bater à sua porta, você ter destino certo, sem causar transtornos à família. Um buraquinho para chamar de seu, com direito a flores, velório e talvez até viúvas mercenárias e choronas. Eu não estou falando mal do Rio Pax, só acho que ele causa algumas coisas estranhas na vida das pessoas. Talvez por se tratar de um assunto que a gente não domina – a morte das pessoas.

Parece que quando você começa a fazer parte do plano funerário, a morte fica um pouquinho mais real. O seguro-lápide, assim como os antigos de saúde, tem carência, olha que doideira. Você tem que se comprometer a NÃO morrer nos três primeiros meses, senão nada feito, vai para a vala ou pagar milhões num enterro sem assistência. E é engraçado, porque dá a impressão de que você pode morrer a qualquer momento, o que, no fim das contas, é a mais pura verdade. Minha madrinha fez o Rio Pax para ela e as filhas (que carinho mórbido), mas logo obrigou:

- Oh, nada de morrer até julho, hein?

Nesses casos, é impossível não pensar, ainda que com bom humor: “será que eu vou viver até lá?”. Mas em qualquer outro tipo de plano, a gente não cogita isso:

- Vamos viajar no fim do ano!?

- Vamos! Mas só se a gente não morrer, tá?

- Ai, cruz credo!

======

- Mozão, vamos marcar o casamento para quando?

- Não sei, meu príncipe, se não morrermos, acho que em outubro, né?

- Ai, que coisa horrível, Gabi!

- Ô mô, não me trata assim! Te amo mais que o infinito.

- Me ama mais do que ontem?

- Amo!

- Me ama menos que amanhã?

- Não sei se estarei viva para ter certeza, me pergunta isso amanhã de noite?

- Porra, Gabriela!

Quando minha madrinha fez o contrato, o carinha perguntou com a naturalidade de quem quer saber qual o seu sabor de sorvete favorito:

- A senhora vai querer uma bíblia ou um terço em cima do caixão?

Então quer dizer que rola uma tabelinha do que a pessoa pode colocar no esquife? Bandeira do Vasco, a cueca favorita, uma cebola (uma cebola?), uma boneca inflável… Mil opções! Ou será que você só tem duas alternativas, bíblia ou terço? Se for assim, mostra uma grande limitação espiritual do Rio Pax. O que que eu vou fazer com uma bíblia em cima do meu caixão se eu for ateu? Aliás, o que que eu vou fazer com uma bíblia? Eu vou estar morto. Se tem gente viva que não sabe ler, imagina morta? Será que a bíblia no caixão é um carimbo póstumo no passaporte divino? Não. Uma empresa que lucra com a morte não pode ter convênio com Deus.

O que importa é que o Rio Pax é umas 30 vezes mais barato que um plano de saúde. É só torcer para não ficar doente – afinal, existem milhões de formas de morrer sadio, acidente de ultraleve, por exemplo. Mas se a moléstia atazanar, e não haver plano de saúde, uma ida ao Miguel D’Or, Sousa D’Or ou similares pode resolver. Ou não, o que é mais provável. Vou torcer para continuar sadio e confiar nos poderes de shaman da minha mãe.

Você pode pensar que eu estou apenas fazendo propaganda do Rio Pax, pois na verdade quero promover o negócio do meu tio, que é o cara gorducho do comercial. Juro que não, alguns tios meus já morreram (acho que sem assistência funeral), e creio que os restantes ainda não tenham feito seus seguros-lápide. Vou perguntar, por via das dúvidas, se eles preferem bíblia ou terço, eu não preciso do Rio Pax para fazer isso por eles. De qualquer forma, eu prefiro um cd dos Beatles, ok?

Pedro

ago 22

Sobre a saída de Fulana e Helô

Achei que deveria fazer esse post explicando o porque das minhas duas amigas não estarem mais escrevendo aqui.
No começo do blog, chamei três amigos para escrever. Primeiro foi o Pedro, amigo antigo, uma inspiração para mim. Adorei quando ele aceitou, era mesmo a minha primeira opção. Sou fã dos seus textos há uns bons anos.
Logo depois a Helô me mandou um texto dela por e-mail. Adorei. Ela tinha a ironia necessária, e mandava bem na escrita. Com esse único texto, chamei-a para o blog.
Logo após, chamei outra amiga que eu sabia que tinha sagacidade suficiente para completar o grupo. A Fulana.
Fulana foi a que menos escreveu, mas posso garantir que criatividade e genialidade não faltam naquela cabecinha. Mas quando entrou, estava em época de mudança, o que prejudicava bastante sua concentração e seu tempo.

Sei que elas curtiram bastante o tempo que passaram escrevendo aqui. A gente ria dos comentários, contava o que havia por trás de cada texto, bolava idéias, e enfim, realmente gostava do blog, mas elas estão com o tempo muito curto agora.
Helô está estudando bastante, Fulana mudou de cidade, e agora, no momento atual, ficarão fora do blog.

As portas estão abertas para qualquer uma das duas, quando as coisas acalmarem. E espero de coração que elas voltem. Além de minhas amigas, são escritoras geniais.

Sendo assim, por enquanto ficará eu e o Pedro no blog somente.
Se alguém vai entrar, se as meninas vão voltar, ou se não, só Deus sabe…
Eu e Pedro estamos conversando bastante sobre isso, e há a possibilidade de outras pessoas entrarem, mas não queremos nos precipitar por agora. Funcionamos bem em dupla, e se for para alguém entrar no blog, será para acrescentar, nunca para diminuir. Sendo assim, ainda é uma idéia a ser pensada e discutida.

P.s.: Sei que estou sumida também, mas é temporário.

Corra Mary

ago 20

Vizinho

Vizinho é que nem cunhado. Você arranja uma namorada (ou casa) e ele vem de brinde – ele pode ser bom ou terrível. Ele não é nada teu, mas você tem que ter uma relação amistosa com ele para sua vida não virar uma desgraça. Vizinhos, assim como você e eu, discutem, fazem amor (eu não tenho feito, é verdade), barulho, arrastam cadeira… Vivem. No entanto, posso garantir que ninguém teve vizinhos como aqueles que o 204 e o 202 do meu ex-prédio tiveram. Por coincidência, esses dois apartamentos estão vazios agora, deixando o inferno interno do 203 sem ninguém por perto para encher o saco.

A maior qualidade de um vizinho é interpretar a total inexistência. Se ninguém ouve você, é porque você é um ótimo vizinho. Se você passa pelo corredor com seu cachorrinho na coleira e me dá um discreto bom dia, parabéns, deixa eu morar do seu lado. As pessoas já conhecem gente demais, não é necessário ser amigo de alguém a uma porta de distância (me desconsidere se você sempre sonhou em ser do Friends. Mas Friends não vale, dividir um prédio entre os amigos é bom demais para ser possível).

Eu fui do 204 e não passei um dia sequer dos últimos cinco anos sem pensar, pelo menos em um momento, que uma bomba poderia cair em cima do 203. Em alguns instantes eu até pensava que se a bomba caísse no 203, ela provavelmente cairia também no 303 e no 403… Bem, eu já estou tacando a bomba, não posso tomar conta de tudo, né?

Quem são as peças

Em dado momento na gigantesca linha de montagem de nascimentos do mundo, as engrenagens entram em pane, o óleo seca e algum empregado da fábrica perde um membro (membro que volta, assim como nas lagartixas, pois no céu a parada é outra). Nesse instante, de puro caos, nascem uns seres humanos totalmente dispensáveis, que, no início da linha estavam sendo feitos direito, mas terminaram de qualquer jeito por causa da pane.

Meus ex-vizinhos conseguiram a proeza indecente de nascer – todos – em momentos de caos na linha de montagem. Sempre quando dava merda na produção, a mãe paria uma tristeza em forma de gente. E assim foi depois de cinco nascimentos: ela sempre acertava, e ia, aos poucos, parindo um time de futsal dos infernos.

O mais surreal é que eles não são crianças barulhentas e chatinhas. São homens com mais de 40 anos barulhentos e chatíssimos. Cada um tem uma especialidade – Tem o espraguejador; o que solta os (138) cachorros no corredor e fica gritando que nem um louco atrás deles; o louco propriamente dito; o pentelho que puxa papo e o Zé Buceta senior que costuma ser o porradeiro. É claro que não posso dar uma impressão tão simplista deles – o espraguejador e o dos cachorros são absurdamente fissurados pelo Flamengo e gritam nas noites de quarta quando o time está perdendo. E a cereja do bolo: os cinco são mais fofoqueiros que as pudicas tricoteiras da janela da vila.

Ou seja, descrição e educação, duas qualidades indispensáveis a quem se propõe a morar ao lado de alguém, são duas palavras chinesas no vocabulário e na personalidade deles. Sempre quando alguém pergunta “tem apartamento vazio no teu prédio?”, eu digo “não queira ter os meus vizinhos… Eles são bizarros”. Um deles tem a estranha mania de cantar música clássica em QUALQUER momento do dia (e olha que esse não é o louco propriamente dito). Nós ficávamos deleitados com o espetáculo gratuito, que era quase diário, e tínhamos vontade de cometer assassinatos, em agradecimento ao petardo proporcionado.

Mas, embora o sofrimento seja um esticador de tempo, a dor acabou. Por quê? Eles se mudaram? Finalmente foram assassinados (pelo amor de Deus, eu não estou fazendo apologia à morte dos outros… Hehe… Ai ai… Não, nada, só estou pensando aqui neles sendo assassinados… Hehe… Hum…)? Não! Eles continuam o inferno dividido em cinco. Mas a minha família picou a mula, cantou para subir, arrumou as trouxas e saiu de lá para uns quatro bairros mais longe, por questão de segurança.

E vou te falar, em frente ao meu novo lar tem um apartamento que está sendo alvo de uma disputa judicial há anos, portanto ninguém mora lá. Disputas judiciais são da mesma classe que o Michael Jackson e o universo: são eternos, então terei paz por muuuuuito tempo. Sim, a leveza toma conta de mim. Mas a pena que eu sinto dos futuros moradores do 202 e 204 também toma.

Pedro

ago 11

Fazer mudança

Existem coisas que trazem consigo um sentido acoplado, que é automático e serve para quase todo mundo. Você pensa em um troço, mas automaticamente esse troço te traz outra lembrança ou sentimento. Gripe suína – caralho, será que eu vou pegar? / Estar com gripe normal – Caralho, será que eu estou com gripe suína? / Lagosta – ui, coisa de rico; / Gringo – São sempre otários; / Rio de Janeiro – Todo mundo que eu conhceço já foi assaltado lá; / Montanha Russa – Tomara que eu não morra nela; / Montanha Russa da Terra Encantada – Tomara que eu não… Porra, por que eu estou fazendo isso com a minha vida?

Mudança também traz um pensamento automático imediato – é um saco. Não há pessoa no mundo que goste de fazer mudança, só mesmo o dono da empresa que leva os seus móveis para a casa nova. Mas o próprio dono da empresa, quando tem que se mudar, acha insuportável, eu aposto. Não existe muitos pontos positivos em tirar tudo de onde está, colocar em caixas e sacos e lembrar que vai ter que tirar tudo dessas caixas e sacos para devolver aos lugares onde elas sempre estiveram, só que em outra casa.

E alguns objetos realmente SEMPRE estiveram lá, seja lá onde esse “lá” fica. Todo mundo tem em casa um armário ou uma cômoda onde as famosas louças chiques ficam. A menos que você seja filho de um embaixador (com certeza esse não é o meu caso), não há ocasião para usar uma louça chique. A xícara de porcelana se sentiria maculada em ser usada num réles cafezinho. O que me vem à cabeça é que nossas mães NUNCA encontram um momento realmente especial para usar as tais louças, mas como elas foram caras e dadas de coração, é melhor não se desfazer. Talvez no dia em que eu me case e ganhe na mega sena no mesmo dia, minha mãe faça um jantar com elas. No dia em que eu ganhar na mega sena, eu destruo a louça da minha mãe e peço desculpas comprando uma casa para ela.

Eu me mudei em julho e passei por essa chatice. A única coisa curiosa é que você redescobre as suas próprias coisas no meio do entulho inútil que você guarda. É possível fazer um safári, ainda que sentimental, nas suas bugingangas. Tem sempre uma carta perdida da ex-namorada; uma camisa da escola assinada pelos amigos; um pombo morto que você ia usar para fazer magia negra… É muito gostoso rever isso tudo.

Mas tirando isso, é só mau humor. A mudança, além de ser o fenômeno em que sua mobília e sua família mudam de domício, é também uma situação que o seu humor muda de grau. Você vai da alegria ao mais completo ódio gratuito em cinco caixas.

Na nossa mudança, o que mais me impressionou foi a quantidade semi-infinita de coisas que a minha mãe guarda no armário dela. E por ser um montante astronômico, o armário dela é algo assim monumental. Das obras humanas que podem ser vistas a olho nu da Lua, o armário da minha mãe só perde para a Muralha da China mesmo. Quando uma pessoa é enorme de musculosa e nego diz que ela é que nem um armário, eu imagino que essa pessoa nunca vai ser musculosa o bastante a ponto de ser comparada com o armário da minha mãe. Ainda bem que ele entrou desmontado (150 mil peças) no quarto, porque se ele entrasse montado, o quarto dela se sentiria estuprado.

O que me consola é que a mudança acabou e estamos todos vivos. As louças já estão guardadas para sempre; o armário da minha mãe foi remontado (o quarto dela está constipado, coitado); o dono da empresa está alguns reais mais rico e o humor de cada um já voltou ao normal, tirando o do meu irmão, porque ele tem alguns probleminhas psicológicos. A família Staite, eterna nômade, mais uma vez começa uma história dentro quatro paredes desconhecidas. Sorte das paredes (e da gente) que elas me parecem bem simpáticas até o momento.

Pedro

ago 04

Artrópodes voadores

Tristeza, dor de cálculo renal, traição, bolada no saco, quebrar a perna… Ninguém gosta dessas coisas. Outra infelicidade criada por Deus, ou por aminoácidos safados que se juntaram errado, são os artrópodes voadores. Qualquer ser que faz “clec” quando é esmagado e “bzzzz” quando voa não poderia existir. É covardia. Se eles soubessem o poder que têm sobre nós, o mundo já teria ido para o saco. Seríamos escravos das baratas, e os únicos livres seriam os chineses, pois eles comem todos esses animais bizarros. Eta povinho mais morto de fome, hein? (desculpem, chineses, é brincadeira, eu só odeio o governo de vocês. Bem preferia uma barata no partido comunista).

Estava agora tentando escrever outra coisa, mas um insolente voador praticamente pediu para que eu escrevesse sobre ele. O puto vem, tenta entrar na caverna mágica (vulgo minha orelha), eu não deixo, ele foge… Aí ele esquece que tem uma mão gigante impedindo a entrada na caverna mágica, e vem de novo! Porque mosquitos gostam tanto de ouvidos!? A sabedoria popular diz que eles amam a luz, e eu concordo, mas porra, quer coisa mais escura que um ouvido?

Hoje, quando estava pronto para entrar no banho, entrou uma abelha no banheiro. Vesti minha roupa imediatamente, pois só a mais remota ideia de ser picado em partes indevidas me deixava em pânico. Comecei a lutar esgrima com ela. A vaca (digo, abelha) com o ferrão e eu com a toalha de rosto do banheiro. Quando a perdi de vista, ouvi um “toc!”, e vi que ela tinha dado de cara na lâmpada acesa. Ser um inseto e bater de cara com uma lâmpada deve ser a própria visão divina para ele. Desisti da contenda e apaguei a luz. Ela saiu pela fresta do basculante (vasculhante? Vasculante? Que merda de palavra) e meu banho pôde começar em paz.

Eu tenho certeza de que, assim como Emilio Santiago toca nos elevadores, a música ambiente do inferno é um zunido daqueles bem escrotos. A frequência emitida por esses mosquitos entra em choque com o que estamos habituados a ouvir (isso é uma teoria totalmente infundada, não acredite nisso, nem coloque no trabalho de ciências), tanto que, quando há zumbido, não tem como conversar. Preferiria que eles apitassem em vez de zunir, sei lá. Preferia que eles não existissem, na verdade.

É por essas e outras que eu dificilmente irei para a Amazônia algum dia. Se em cidades menos urbanizadas, a gente já encontra coisas que não dá para acreditar que voam, de tão grandes, imagina na Amazônia? Sério, em Maricá, terra de coração da minha avó Zinda, volta e meia éramos assolados por mangangás. Bom, não sei qual é o nome verdadeiro, mas na literatura entomológica maricaense, é mangangá mesmo. O troço é uma bola preta voadora de uns cinco centímetros. O ferrão dele deve fraturar um braço, parar um coração, sei lá! O que me deixa satisfeito é que esses desgraçados morrem depois que picam. Se fuderam.

Se é assim em Maricá, cidade a meio quilômetro daqui, imagina lá naquela vastidão de árvores e tudo mais que um bicho voador pode pedir? Eu consigo imaginar autênticos pokemóns, com punhais na bunda, prontos para assassinar seringueiros, índios, sertanistas e biólogos. Bom, antes que você me ache preconceituoso (Campello me traumatizou – vide comentários do “Aliste-se no exército”), eu sei que na Amazônia moram outras pessoas. Eu só não quero citá-las, ok? Se eu me cago de medo de um marimbondo, imagina da vespa real amazonense? Má nem fudendo…

Mas a maior sacanagem já feita foi a barata voadora. Porque a barata que não voa, por mais velocista que seja, dificilmente te pegará por cima, desprotegido. Mas a barata voadora não, ela pode ir direto no seu pescoço, te dar uma gravata psicológica e te matar de pânico.

Não adianta, tirando o papel que eles fazem na cadeia alimentar, não tem outra coisa que se pode dizer de bom deles. Aqueles cupins de luz, chatos pra caralho; o percevejo, mais fedido que a tristeza; a esperança, que só te faz ter a esperança de vê-la longe da sua casa; as abelhas, que invadem o seu ecossistema (ou o seu ônibus) e te picam suicidamente; os mangangás, que me aterrorizavam na infância… Resumindo: o mundo tem muito mais artrópodes do que seres humanos, e constantemente eles nos infernizam para mostrar que são maioria.

Vou ver uns episódios de Black Kamen Rider, ou filmes como Formiguinhaz, Vida de inseto ou Joe e as baratas. Senão daqui a pouco eu incito um genocídio e os meus amigos biólogos não vão gostar nada disso.

Pedro

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