Plantas de mentira

fev 28

Algumas coisas não deveriam existir. Se você inventa uma estrovenga qualquer, mas ninguém gosta e depois todo mundo esquece, ok, ela existiu, mas o mundo não a legitimou. A estrovenga em questão recebeu um carimbo vermelho da humanidade e foi para o inferno das coisas ilegítimas (nesse inferno, tem uma ala só de Teletrins, por exemplo – que chegou a ser moda, mas o povo se livrou a tempo. Obrigado, celulares).

Deixo claro que pensar em bomba-atômica, por exemplo, não é o correto, uma vez que  as potências malignas jogadoras de war têm bomba independentemente da opinião da galera. Aliás, não tem como saber se o povo legitimaria, pois não dá para comprar bomba-atômica na loja. Tudo bem que no Paquistão dá, mas lá é muito longe, fica fora de questão.

Eu penso em flores artificiais… Por que eu odeio tanto isso e não para de vender???

Aqui em casa (santo lar – flores e relações artificiais), só no meu perímetro, encontro três plantas de plástico. Uma fica em um vaso de vidro e – suponho – imita um ramo de orquídeas amarelas. Na verdade verdadeira, graças a uns adendos esquisitos, que nenhum botânico seria capaz de identificar, a porra parece mais um pokemon planta. As “orquídeas” ficam em cima da mesa, o que me faz ter a desagradável sensação de almoçar olhando para elas. Mas a casa não é minha, não pago porra nenhuma, logo, não tenho direito de opinar.

As outras duas são iguais e imitam samambaias. Elas meio que fazem um conjuntinho, que lindo.  Pelo menos há ainda uma gota  (tipo de orvalho, daquelas que não dão para ver) de bom senso na família, afinal, não tem xaxim de mentira. Na verdade não tem xaxim algum, as paradas são presas em um suporte preto de plástico que fica escondido atrás do verde-vivo das plantas sem vida.

A primeira defesa dos infelizes que compram plantas mentirosas é que não podem ter plantas de verdade em casa, pois elas morreriam. Ô catsu, compra um hamster, uma calopsita, um cachorro, um pônei com cabelos longos nas patas – qualquer coisa viva! Resumindo, já que eu não posso ter uma samambaia de verdade, vou comprar uma falsa porque é a mesma coisa. Não é a mesma coisa, meu Deus. Então, se eu não posso ter um cachorro, vou comprar um cão eletrônico japonês que dá cambalhota? Não! Até porque não sou tão carente quanto um japa.

As pessoas têm que entender que tem coisas que simplesmente não podemos ter. Planta é a coisa mais elementar delas – geralmente as pessoas não podem ter um Porshe, ou uma girafa, ou uma mochila propulsora. Se não dá para comprar uma planta, bota um quadro, um enfeite, qualquer coisa!

O que mais me irrita são aquelas gotas artificiais. A planta é de plástico, e o artesão bota umas gotas de cola derretida, que vão secar depois, para dar um ar saudável. É como se ela passasse por uma brainstorm, com o pessoal matutando: como deixar isso mais tosco, pessoal? Bem, quando eu vejo uma dessas, sou implacável: arranco todas as gotas. Primeiro porque é gostoso arrancar, segundo porque vai pro caralho porra tosca dos infernos.

Desculpem, mas é que essas coisas me tiram do sério…


Dinheiro e felicidade

fev 24

P – É uma doideira essa vida. A gente tem milhares de momentos ordinários, cansativos ou chatos, e um momento ou outro de alegria. É um saco…

T – Pois é…

P – Mas acho que é bom, sabe? Porque aí a gente passa a dar mais valor à felicidade. Com um monte de momentos ordinários, cansativos ou chatos durante o dia, quando temos algo feliz, esse algo é muito feliz! (aquele que se contenta com pouco)

T – É…

P – É foda. Sei lá, se eu tivesse 10 milhões de dólares, ia fazer festa o dia inteiro, ia me divertir em todas as ocasiões. Mas no final de algum tempo, ia pensar “ai, que chato!”

T – Ok, mas é melhor assim do que passar por milhões de momentos infernais durante a vida e pensar “ai, que chato”.

P – …Tem razão…

G – Um dia, eu li na Patrícia Kogut uma nota que falava de uma BMW com o adesivo “se a minha situação está ruim com a crise, imagina a sua”.

P e T – Hahahahahahaha

P – Deus anota essas coisas.

T – Vão destruir essa BMW…

T e G – Hehehe…

T – É uma babaquice esse negócio de “dinheiro não traz felicidade”. A vida é bem mais fácil com dinheiro.

É verdade. Não que eu esteja nadando em verba, tal qual o Tio Patinhas, aliás, meu último post denuncia que eu estou na bancarrota. Apenas imagino que ter uma condição boa é simplesmente melhor do que ter uma condição ruim (bela análise, já me sinto um antropólogo descobrindo os grandes mistérios dos homens).

As pessoas percebem que grana não é tudo quando a grana não resolve. Eu até entendo, apesar de não vivê-lo,  esse insight que dá quando algo maior (não Deus, e sim câncer, Aids, acidentes fatais…) passa por cima de sua condição e não te dá chances de pagar pela resolução do problema. É uma maneira escrota de perceber o óbvio, mas enfim…

Aí Fulano Terceiro, o rico empresário, perde a família em um acidente de avião, e Fulanete, a empregada que está vendo o empresário chorar na Tv, filosofa: “viu, Cicrana? Dinheiro não traz felicidade, minha filha…”.

Tudo bem que, pelo menos, Fulano Terceiro não precisará esperar 48 horas para enterrar seus parentes e nem se preocupar com o ônus dos enterros. Quer coisa mais triste do que ter perrengue de grana para enterrar alguém? A tristeza e a dor do momento deveriam se concentrar em dar adeus aos falecidos – algo que Fulanete infelizmente não viverá, pois Fulana Odebrecht, sua patroa, não paga bem o suficiente para que uma ocasião catastrófica como essa cause apenas a dor necessária.

Ou seja, Fulano Terceiro, Fulanete e Fulana Odebrecht acreditam que dinheiro não traz felicidade. No entanto, só mesmo a Fulanete sabe que a pobreza traz menos ainda.


Serenidade

fev 22

Há dois anos, estava em uma praia, à noite, totalmente deslocado, quando uma menina de biquíni veio correndo em minha direção.

- Obrigado, Deus, por me presentear mesmo sendo um menino pouco ligado ao Senhor e às religiões.

No entanto, a menina passou por mim para bater papo com alguém nas minhas costas.

- Porra, Deus! Tá na hora da pegadinha sagrada?

Era um luau com pessoas mais prafrentex do que eu. Perto dos meus semelhantes da ocasião, estava me sentindo meio quadrado, alheio, picareta, tal qual um pai paquerador. A cada cigarro que fumava, dava dois para quem pedia, só para ficar bem na fita.

Estava ficando com uma Gabriela e a menina, com um Gabriel.

- Porra, o moleque é todo estranho… Tudo bem que eu sou branquelo, esquisito e sem corpo, mas ele me ganha em estranhice.

Fiz piadinhas, ela riu, e um mês depois estávamos falando de amor, um em cima do outro, conversando e namorando até cansar. Bati numerosos recordes sentimentais com ela e me propus à presunção de tentar bater os dela também.

Um ano depois, estávamos secos por causa da rotina. Se existe um olho mágico que enxerga as coisas boas da vida, a rotina é a catarata que embaça essa visão. Não me arrependo de nada, mas assumo que via muito pouco no momento. Ela também, aposto. De qualquer forma, o caldo desandou de vez e cada um foi para seu canto para viver algo raro no mundo dos ex-namorados: um namoro sem volta.

Outro ano depois, cá estou eu em uma manhã ordinária, escrevendo numa aula tão ordinária quanto e pensando nessas coisas amorosas. Estou com uma espinha na cara que pode ser uma boa alusão ao tema – no começo da espinha, mexia na casquinha e doía horrores, sangrava e tudo. Agora até esqueço de arrancar, e quando o faço, sinto uma dorzinha, que, embora seja uma manifestação desagradável, é quase imperceptível.

Um ano depois do fim e dois anos depois do começo, sinto uma coisa que não sentia há anos. Serenidade. Noutro dia, estava em um ônibus, num dia ensolarado, ouvindo uma música instrumental, pensando em coisas absurdas. Imaginava que tinha tomado um tiro e estava me recuperando no hospital, todos sabiam que não era nada grave. Aí, na visita dos meus amigos, eu me fingia de doente e falava:

- Meninas, realizem meu último desejo… Me mostrem os peitos… Arrrf…

E começava a rir e todos riam também. Quando reparei, estava rindo desse devaneio mongol no ônibus, com o dia ensolarado e com a música instrumental.

- Isso deve ser felicidade. Estou indo para o inferno (estágio), mas estou rindo de bobeira. Que coisa…

(Aí, cheguei ao estágio e percebi de vez que a felicidade é algo momentâneo. De qualquer forma, é bom ter serenidade para notar essas coisas).

E também para notar que o mundo é um poço de pessoas sem personalidade e alma. Autênticos cones que vivem em função de propósitos tão mesquinhos que dá até medo. Mas, no meio dessa gente toda, existem milhares de exceções, que acabam por fazer as coisas valerem à pena. Que bom!

É fácil falar da vida quando as coisas estão uma merda. Mas acho que seria ingratidão com as circunstâncias se não falasse bem dela de vez em quando. Agora é um ótimo momento para isso.


Seu Darlit!

fev 19

Eu amo quando as novelas da Globo são de histórias de outros países. Nós jovens podemos contar várias – Terra Nostra, que era italiana, O Clone, marroquina (inshalá! Hahah, que coisa infernal) e Caminho das Índias, que é de Trinidad & Tobago. Mentira, é da Índia. Eu sei que você sabe que é da Índia.

Na verdade, quando disse que amo, estava sendo irônico. A última novela que eu vi foi Laços de Família, de 2001, se não me falha a memória. Continuando…

Eu acho esses folhetins curiosos porque, teoricamente, elas deveriam ser incompreensíveis, pois não existe essa quantidade toda de gente falando português (brasileiro – carioca quase) na Índia, por exemplo. É como se fosse uma super colônia brasileira na Índia – Bem, no país temos 1,1 bilhão de habitantes, desses, uns 900 milhões são brasileiros, afinal, todos falam português, ó raios!…É claro que os autores têm que escrever na nossa língua, senão a novela seria uma merda horrenda. Pelo menos em português elas ficam só uma merda mesmo.

O mais engraçado são as nuances que os autores colocam no roteiro para lembrar os telespectadores que a novela se passa em um país diferente. São pequenos lembretes usados quando apenas a roupa e o ambiente já não bastam – até porque os cegos também têm direito de entrar no mundo novelesco. A fala é totalmente em português, mas alguns personagens salpicam umas palavrinhas indianas só para mostrar “oh, a novela é na Índia, hein?”

- Papai sempre vendeu tapetes, a loja é a maior da Índia.

- É verdade, pena que darlits ficam na porta empesteando o local!

- Oh céus, intocáveis! Ambabalai! Ainda bem que somos brâmani!

- Ainda bem! Ih, uma vaca! Que lindo!

Ou então rola aquela “interpretação tecla sap”, em que o ator fala uma frase qualquer em turco, aramaico, esperanto, e traduz imediatamente depois, antes que os telespectadores fiquem catatônicos.

- Mamãe, vou me casar com Dhalsin!

- Aia Bash Kash Nuruman! Nem por cima do meu cadáver!

Isso é simplesmente sensacional. É uma superficialidade que não dá para combater. No Marrocos da novela O Clone era igualzinho. Tinha a Zoraide, a Khadija, uma porrada de árabes que falavam melhor do que o Albieri, o cientista brasileiro.  Na novela italiana, os personagens falavam com sotaque italiano! Isso me faz acreditar que se eu for para a França falando “Ondê que fiquê le padarri?” todos vão entender e me indicar o croissant mais gostoso do pedaço.

É por isso que eu falo, novela é coisa de darlit…


Bloco de rua

fev 17

Carnaval é sempre uma época feliz.
Não importa se você gosta do carnaval em si, ou não, porque de alguma coisa que vem junto com ele, você com certeza gosta.

Meus carnavais nunca são o típico carnaval da família brasileira. Não vou a bloco de rua, não fico até o cu da madrugada assistindo desfile, não torço pelas notas, não sei qual ex-bbb desfila para qual escola, nem se quer gosto das músicas, mas o feriado… Ah, o feriado. Esse sim eu gosto.

Amigos de todo o Brasil resolvem curtir o carnaval do Rio. Não que seja o melhor carnaval do Brasil, mas já virou tradição que eles venham, então quando começa o ano já tem nego comprando as passagens. É impossível ficar em casa.
Em dois mil e alguma coisa, teve um carnaval em especial que me foi muito útil como experiência para nunca mais.
Perto da minha casa sempre tem um bloco. Óbvio que eu não faço nem idéia do nome, mas isso não importa.
No mesmo dia e hora do bloco sem-nome, resolvi passar o dia na casa de uma amiga. Natália.
Natália é bem do tipo garota de bloco. Com enormes peitos semi-escondidos no decote, luzes no cabelo e saias que deveriam ser proibidas. Mas é minha amiga.

Peguei o ônibus na rua do bloco, que seguiria por um caminho diferente quando chegasse numa certa parte.
Entrei no ônibus e ele seguiu. O trânsito estava um pouco ruim, mas andava.
Bom, isso no começo.

E então chegamos perto do bloco. Nenhum carro saía, nenhum carro entrava. A galera buzinava, uns cantavam, outros xingavam, e 90% das pessoas que ali estavam, haviam bebido demais da conta.
Os que estavam no bloco, claro.
O ônibus parou justamente na curva da rua do bloco.
Eu, como boa antipática e não muito sociável que sou, sentava na frente do ônibus, e então escuto alguém pela janela:
- Ô ruivinha, ruivinha! Olha pra cá.
Olhei. Péssimo erro.
- Desce desse ônibus. Quero conversar contigo.
O tal ser que com muita dificuldade falava comigo, era um típico garoto de micareta.
Sem blusa, short colorido, bandana na cabeça, colarzinho de miçanga e cabeça raspada. Estava bêbado, sentia do ônibus o cheiro de cachaça, e desesperadoramente o que eu mais desejava naquele momento era que aquele ônibus andasse.
Balancei a cabeça. Para qualquer pessoa num estado normal e aceitável, aquele simples, mas significativo gesto seria entendido como um “não”. Doce engano. Não para nosso protagonista.

O motorista por sua vez, com um péssimo senso de humor, deixara a porta aberta desde o último passageiro a entrar, e mantinha aberta mesmo notando meu evidente desconforto com a situação.
Se aproveitando disso, nosso bêbado-micareteiro resolveu que era uma boa idéia entrar no ônibus.
Não sei em qual momento isso pode ter lhe parecido uma boa idéia, mas foi justamente isso que ele fez.
- Oi, qual o seu nome?
- Você ta me cantando no ônibus?
- Eu não to te cantando. Só quero saber seu nome.

Sempre tive a dúvida de saber se no mundo dos blocos de rua, essas respostas realmente colam.

- Você vem sempre aqui?
- Ham? No ônibus?
- Não, no bloco.
- Eu não to no bloco.
- Lógico que ta.

E então com muito esforço ele conseguiu dar uma leve sambadinha e cantar uma música horrendo, com gestos apontando para mim. Era algo como:
“Ô meu amor… Você me esnobaaa… Mas eu sei que você me queeeer… Ô meu amoooooor uooo uooo”

Respirei fundo e tentei parecer o máximo desinteressada possível. Olhava para os lados, passava a mão no rosto e dava falsos sorrisos de desaprovação. Aquele era o momento mais constrangedor que eu conseguia me lembrar.

- Desce desse ônibus e vem comigo.
- Não, não. Eu tenho compromisso.
- Ah, então me dá um beijinho!

E então o conveniente rapaz se agarrou no meu banco e começou a fazer movimentos como um poodle na perna dos convidados, enquanto virava meu rosto procurando minha boca.

- Me solta.
- Eu sei que você quer.

Onde estava a sanidade daquele rapaz?
Percebendo que não obteria ajuda nem do motorista, do cobrador, ou de qualquer alma sóbria daquele lugar, resolvi que ganharia mais saindo do ônibus, já que o trânsito continuava caótico.
Saltei. Eu e o cachorrinho tarado.

- Sabia que você me queria, viu só?
- Eu quero é fugir de você.
- Não fala assim que eu me apaixono.

Só havia então uma única opção: Andar a rua do bloco inteira até o outro lado, para então pegar um taxi. Porque de ônibus eu já havia desistido. E isso o mais rápido possível, antes que o cachorrinho tivesse alguma outra brilhante idéia de conquista feminina.
Fui andando no meio de serpentinas, confetes e rolos de papel enquanto hora ou outra era necessário dar uns leves empurrões no cachorrinho, que em momento algum desgrudou da minha cintura.
- Não vai te matar. É só um beijo.
- E você acha esse um bom motivo para eu beijar qualquer um que me peça?
- Mas eu não sou qualquer um.
- Eu nem te conheço!
- Então passa a conhecer.

Atravessava aquele mar de gente, vez ou outra me esbarrava com uma xirra, um bob esponja, um Silvio Santos, e ninguém parecia compreender minha pressa. Fui mais xingada que juiz em Fla-Flu, e por mais desculpas que eu pedisse, ninguém estava era nem aí.

O celular tocou. Era Natália, já preocupada:
- Alô? Natália?
- Marina, onde você ta?
- No bloco.
- Ham? Você não ia vir pra cá?
- É, eu ia, alias, eu vou. Mas no ônibus um cara veio falar comigo, ele entrou e o motorista não fez nada. Agora ele ta aqui, roçando na minha perna.
- Que?
- Te explico aí.
- Vem logo.
- Se eu conseguir sair daqui viva, ou pelo menos não estuprada, chego em 10 minutos.
Aproveitando o momento, o cachorrinho gritava:
- Natália, eu amo a sua amiga. Eu amo a sua amiga, Natália.

Cheguei ao final da rua e o cachorrinho ainda atrás de mim. Vi que era então o momento crucial para a minha escapada.
Ou isso, ou estaria fadada a sofrer mais momentos de tensão até que alguém se compadecesse de mim, ou até que algum amigo seu menos bêbado, o visse nesse estado deprimente e viesse ajudar.
- Sabe, eu to com sede. Compra uma cerveja pra mim naquela barraquinha?
- Compro. Mas aí você vai conversar comigo?
- Vou.

A barraquinha não ficava muito longe de onde estávamos, mas era o tempo que eu precisava para escapar do inferno que vivia.
Corri para um taxi, entrei, tranquei as portas e respirei.
- Sai daqui, pelo amor de Deus.
O motorista:
- Esse cara batendo na janela do carro, gritando “eu te amo”, e clamando por uma tal de Natália, está com você?
- Nunca vi na vida.

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